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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

no blues

no blues

‘NO Blues’ é um projeto para o qual Rob Kramer, diretor artístico, convidou Ad van Meurs (guitarra), que começou sua carreira musical na década de 70, como pianista com a banda de folk-rock ‘Deirdr’ e em 1982 formou a banda de sucesso ‘WAT’, notável pela fusão especial entre o sintetizador e slide da guitarra; Haytham Safia (alaúde árabe) que é de Jerusalém e em 2001 estreou como intérprete na Holanda e Anne-Maarten van Heuvelen (double bass) cuja influência musical começou com o blues, mas ao longo dos anos ficou conhecida por tocar jazz, punk, reggae e rock. Depois de viver e se apresentar no circuito de shows em Nova York, voltou para a Holanda como baixista de blues, na banda ‘Marbletones’. A missão dos três era explorar uma possível combinação entre folk blues e música tradicional árabe, pois, tanto o folk blues quanto o taqsim árabe (improvisação instrumental) são excepcionalmente adequados para contar histórias, sendo o taqsim mais lírico e melódico. A dificuldade estava na tradicional música árabe que difere de outras culturas musicais e pode adotar formas que são quase impossíveis de serem entendidas no sistema ocidental, mas os músicos de ‘NO Blues’ logo conseguiram estabelecer uma integração singular de folk-blues e música árabe, uma criação que chamaram ‘arabicana’. Em 2005 gravaram o primeiro álbum, ‘Farewell Shalabiye'.

no blues - sawt


no blues - farewell shalabiye (2005)

Farewell Shalabiye (2005)

Tracklist
01. The Clock 02. Columbus Stockade 03. Farewell Shalabiye 04. Nobody's Fault but Mine 05. Longa Sakeez 06. The Regular 07. Memphis 08. Dancing Without Sound 09. Wayfaring Stranger 10. Farewell Shalabiye

no blues - ya dunya (2007)

Ya Dunya (2007)

Tracklist
01. Longa Shahnaaz 02. Rageen Rambling 03. Ya Dunya 04. Kim's Dream 05. Hardened World 06. Black Cadillac 07. Shurooq 08. Last Train To Haifa 09. No Reggae 10. Hard Killing Floor 11. Kim's Dream II

no blues - lumen (2009)

Lumen (2009)
parte I    parte II

Tracklist
01. Fatuum Truus 02. Footsteps 03. Ommi 04. Tes Yeux 05. Across the Borderline 06. Lumen 07. Sawt 08. Head Lock 09. Longa NO Blues 10. The River Wild 11. Rollin' Maryam

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

oi va voi

‘Oi Va Voi’ é uma banda experimental de Londres, que se formou no final de 1990, quando Lemez Lovas (trompete, teclado, vocais), Josh Breslaw (bateria, percussão), Leo Bryant (bass, double bass) , Steve Levi (clarinete, vocais), Nik Ammar (guitarra, mandolin, apoio vocais) e Sophie Solomon (violino, viola, piano, acordeão), reuniram suas diversas formações musicais de jazz, hip-hop, música judaica e ritmos globais provenientes da Europa Oriental e do Mediterrâneo. O nome do iidisch é derivado de uma exclamação popular em hebraico moderno significando: ‘Oh, cara!'. É um corajoso grupo de músicos de uma das diversas comunidades judaicas existentes em Londres.

oi va voi concerto em Cambridge, 2009Corajosos porque inovaram a música folclórica judaica, da tradição ashkenazic e sefarditas, resgatando as influências tradicionais do oriente europeu, incluindo tanto klezmer e música ladino que em função das opressões contra o povo judeu no séc. XX foram reprimidas, bem como a música cigana, especialmente música popular húngara, modernizadas com arranjos eletrônicos. Cantadas muitas vezes em ladino, as músicas de ‘Oi Va Voi’ já eram sucesso quando nem mesmo seu álbum de estréia estava finalizado. Sophie Solomon que abandonou o grupo em 2006 para lançar a sua carreira solo foi substituída por Anna Phoebe no violino e nos vocais Alice McLaughlin, cuja voz impressionante combina a pureza de Marianne Faithfull com algo do outro mundo de Bjork. Lemez Lovas principal compositor e letrista, deixou a banda em 2007. Em seguida, o produtor Mike Spencer conhecido por suas gravações da música tradicional do Sudão e Camboja fez o ajuste perfeito para o ecletismo de ‘Oi Va Voi’. Mais recentemente, o australiano violinista Haylie Ecker juntou-se ao grupo.

oi va voi - wonder


oi va voi - digital folklore (2002)

Digital Folklore (2002)

Tracklist
01. 7 Brothers 02. D'Ror Yikra (featuring Ben Hassan) 03. Salaam Shalom (featuring MoMo) 04. Od Yeshoma 05. Tatar Love Song (featuring Maiya James) 06. Pagamenska (featuring Majer Bogdanski) 07. A Csitari Hegyek Alatt 08. Crimea

oi va voi - laughter through tears (2003)

Laughter Through Tears (2003)
parte I    parte II

Tracklist
01. Refugee (featuring KT Tunstall) 02. Yesterday's Mistakes (featuring KT Tunstall) 03.Od Yeshoma 04. A Csitári Hegyek Alatt (featuring Judit Németh) 05. Ladino Song (featuring KT Tunstall) 06. 7 Brothers (featuring Sevara Nazarkhan) 07. D'Ror Yikra (featuring Ben Hassan) 08. Gypsy (featuring Earl Zinger) 09. Hora 10. Pagamenska (featuring Majer Bogdanski)

oi va voi - oi va voi (2007)

Oi Va Voi (2007)

Tracklist
01. Yuri 02. Further Deeper 03. Look Down 04. Dissident 05. Balkanik 06. Black Sheep 07. Nosim 08. Dry Your Eyes 09. Worry Lines 10. Spirit Of Bulgaria

Oi Va Voi - Travelling the Face of the Globe (2009)


Travelling the Face of the Globe (2009)


Tracklist
01. Waiting 02. I Know What You Are 03. Travelling the Face of The Globe 04. Every Time 05. S'brent 06. Magic Carpet 07. Dusty Road 08. Foggy Day 09. Wonder 10. Long Way from Home 11. Stitches and Runs 12. Photograph

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

rodrigo leão

rodrigo leão

Rodrigo Leão é um músico do cenário português que nasceu em Lisboa e foi um dos fundadores de duas bandas: ‘Sétima Legião’ e ‘Madredeus’. A primeira teve um papel importante no panorama musical da década de 80 e a segunda é reconhecida também em nivel internacional. Ao lançar-se numa carreira solo e devido ao sucesso, e por consequência a falta de tempo, suspendeu a primeira banda e abandonou a segunda. Em 1993 lançou o primeiro álbum ‘Ave Mundi Luminare’ e dois anos depois o ‘Mysterium’, e foi aqui que Rodrigo Leão deixou os ‘Madredeus’. Em 1996 compôs ‘Theatrum’ e em 2000 ‘Alma Mater’, um dos mais marcantes álbuns de sua carreira. No ano seguinte lançou ‘Pasión’ e em 2004 ‘Cinema’ que lhe valeu um disco de ouro. Mais de dez anos depois de ‘Ave Mundi Luminar’ e dois anos após o sucesso de ‘Cinema’, Rodrigo Leão editou a primeira compilação: ‘O Mundo’, um álbum duplo com temas originais regravados e músicas inéditas, lançando um olhar sobre a sua carreira de 13 anos, com nome próprio e em seu trabalho nos ‘Sétima Legião’ e nos ‘Madredeus’.

ana vieira‘O Mundo’ resultou de uma escolha pessoal, com músicas que mais tocaram Rodrigo Leão, que por um lado explora um caminho inspirado pela música erudita e pela minimalista contemporânea e por outro há as canções mais pop. O hit do disco é ‘Voltar’, que num perfeito compasso colorido de acordeão e cordas que mais parece um carrossel vagaroso, e que tem a voz elegante e quase sem sotaque de Ana Vieira, que me encanta, e tem a capacidade de espantar pela beleza, conta a história de um amor perdido. No álbum, além de Ana Vieira, constante presença nas apresentações de Rodrigo Leão, tem-se as vozes de Beth Gibbons vocalista da banda britânica ‘Portishead’ em 'Lonely Carousel' da mesma forma como já havia surgido em ‘Cinema’; Ângela Silva, Adriana Calcanhotto, Lula Pena, Rosa Passos e Verónica Silva e dois coros.

Conheci Rodrigo Leão em uma madrugada chuvosa e fria, e insone. E na beleza das canções, na suavidade das vozes, na entrega da alma e no compasso ritmado entreguei vontades e abracei saudades. Rodrigo Leão é assim, ouve-se e sente-se.

beth gibbons - lonely carousel


O Mundo - The Best of Rodrigo Leão

O Mundo (1993-2006)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Rua da Atalaia 02. Voltar 03. À Espera de Sofia 04. La Solitude 05. Noche06. Tardes de Bolonha 07. Pasión 08. A Cidade Queimada 09. Rosa 10. A Janela 11. A Casa 12. Memórias 13. La Fête 14. Lonely Carousel

Tracklist CD 2
01. Carpe Diem 02. Amatorius 03. Alma Mater 04. Ave Mundi Luminar 05. A Espera 06. Final 07. Imortal 08. O Exercício 09. Ruínas 10. Ascensão 11. A Tragédia 12. Vita Brevis 13. O Novo Mundo

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

mercedes sosa, a voz dos sem voz

mercedes sosa

Considerada a ‘Voz da América Latina’, Mercedes Sosa, que é chamada carinhosamente por seus amigos e admiradores por ‘La Negra’, foi uma voz importante quando a região estava sob ditaduras. Sua voz poderosa encantou e politizou toda uma geração. A cantora argentina, foi uma das mais importantes artistas do continente. Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán, na província de Tucumán, Argentina, em 1935. De origem humilde e de ascendência mestizo (mistura de europeus com ameríndios), francesa e dos indígenas do grupo Quechua, a cantora cresceu admirando artistas populares e as canções folclóricas do país. Aos quinze anos de idade, foi descoberta cantando numa competição de uma rádio local da cidade natal, e recebeu um contrato de dois meses. Em 1960 já se destacava pela sua voz potente e deu início ao ‘Movimento Del Nuevo Cancionero’, considerado precursor dos protestos através da música. Admirada pelo timbre de contralto, gravou o primeiro disco ‘Canciones con Fundamento’, com um perfil de folk argentino. Consagrou-se internacionalmente nos EUA e Europa em 1967, e em 1970, com Ariel Ramirez e Felix Luna, gravando ‘Cantata Sudamericana’ e ‘Mujeres Argentinas’. Gravou um tributo também à chilena Violeta Parra.

Cantora de um vasto repertório gravou canções de vários estilos e atuou com muitos músicos argentinos e outros latino-americanos. Foi uma ativista política de esquerda, foi peronista na juventude. Sofreu censura na Argentina por parte dos governos militares, por apoiar os movimentos de esquerda foi intérprete de um dos grandes hits dos anos 70, ‘Gracias a la Vida’, que embalou esses movimentos na América Latina. Em 1979, em plena ditadura militar, ela foi presa durante um show na cidade de la Plata. O público presente também foi preso. Dias depois, partiu para um exílio em Paris e Madri, até 1982, quando voltou para a Argentina no final da ditadura militar, à qual os organismos de direitos humanos atribuem a morte e desaparecimento de cerca de 30 mil pessoas. Dados oficiais asseguram que o total foi de 13 mil desaparecidos.

mercedes sosaA preocupação sócio-política refletiu-se no seu repertório interpretado, tornando-se uma das grandes expoentes da ‘Nueva Canción’, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de repúdio ao imperialismo norte-americano e à desigualdade social. Em tempos mais recentes manifestou-se como forte opositora à Carlos Menem e apoiou a eleição do ex-presidente Néstor Kirchner. Apesar da saúde debilitada, Mercedes Sosa vivia um dos melhores momentos de sua carreira graças ao reconhecimento de seu último álbum, ‘Cantora 1’, indicado a três prêmios Grammy Lation 2009 - álbum do ano, melhor capa e melhor álbum de folclore. O álbum é uma compilação de seus principais sucessos gravados em duetos com artistas como Caetano Veloso e Shakira. Mercedes Sosa morreu neste domingo, dia 4 de outubro de 2009, em Buenos Aires, aos 74 anos.

mercedes sosa - maría va


Mercedes Sosa - Cantora 1 (2009)

Cantora 1 (2009)

Tracklist
01. Aquellas pequeñas cosas - con Joan Manuel Serrat 02. Barro tal vez - con Luis Alberto Spinetta 03. Sea - con Jorge Drexler 04. Coração vagabundo - con Caetano Veloso 05. La maza - con Shakira 06. Zamba para olvidar - con Diego Torres y Facundo Ramírez 07. Agua, cielo, tierra, fuego - con Soledad Pastorutti 08. Celador de sueños - con Orozco Barrientos y Gustavo Santaolalla 09. Sabiéndose de los descalzos - con Julieta Venegas 10. Himno de mi corazón - con León Gieco 11. Novicia - con Victor Heredia 12. Zamba de los adioses - con Duo Nuevo Cuyo 13. Nada - con María Graña y Leopoldo Federico 14. Esa musiquita - con Teresa Parodi 15. Romance de la luna tucumana - con J. Quintero y L. Monti 16. Deja la vida volar - con Pedro Aznar 17. Pájaro de rodillas - con Nacha Roldán

Mercedes Sosa - Cantora 2 (2009)

Cantora 2 (2009)

Tracklist
01. Zona de promesas - con Gustavo Cerati 02. Desarma y sangra - con Charly García 03. Canción para un niño en la calle - con Calle 13 04. Parao - con Vicentico 05. Zamba del cielo - con Fito Páez y Liliana Herrero 06. Razón de vivir - con Lila Downs 07. El ángel de la bicicleta - con Gustavo Cordera 08. Violetas para Violeta - con Joaquín Sabina 09. Jamás te olvidaré - con Marcela Morelo 10. O que será o [À flor da terra] - con Daniela Mercury 11. Cántame - con Franco de Vita 12. La luna llena - con Rubén Rada y La Chilinga 13. Canción de las cantinas - con Alberto Rojo 14. Donde termina el asfalto - con Coqui Sosa 15. Insensatez - con Luis Salinas 16. Misionera - con Luis Carlos Borges 17. Y así, así - con Luciano Pereyra 18. Himno Nacional Argentino - con Los Folkloristas

Mercedes Sosa - 30 Años (1994)

30 Años (1994)

Tracklist
01. La Maza 02. María, María 03. Gracias A La Vida 04. Todo Cambia 05. Sólo Le Pido A Dios 06. Canción Con Todos 07. Años 08. Alfonsina y El Mar 09. María Va 10. Unicornio 11. Canción Para Carito 12. Luna Tucumana 13. Hermano, Dame Tu Mano 14. Como La Cigarra 15. Si Se Calla El Cantor 16. Inconsciente Colectivo 17. La Arenosa 18. Duerme, Negrito 19. Al Jardín De La República 20. Y Dale Alegría A Mi Corazón

domingo, 25 de janeiro de 2009

ana alcaide

ana alcaide

Ana Alcaide é uma compositora espanhola, licenciada em biologia e especializada em botânica. Além de realizar projetos na área da biologia, como o estudo dos fungos do deserto na Califórnia e a formação de ninhos de pássaros nos bosques escandinavos, Ana busca repertórios e instrumentos musicais antigos. Tudo teve inicio quando ganhou uma bolsa de estudos para estudar biologia na Suécia e encontrou-se com a ‘nyckelharpa’ ou viola de teclas, um instrumento medieval, uma espécie de violino com teclas que apresenta também algumas semelhanças com a sanfona, é um dos instrumentos folk mais antigos da Europa, existindo desde a Idade Média na Suécia. Tendo também a oportunidade de conhecer a riqueza da música deste país nórdico, quando terminou os estudos de biologia, Ana retornou seus estudos de música, ingressando no conservatório e estudando violino, instrumento que toca desde criança.

Atraída pela sofisticação e profundidade do som da ‘nyckelharpa’, Ana dedicou três anos para aprender a tocar este instrumento, como autodidata, na cidade de Toledo, na Espanha. Atualmente terminou seus estudos musicais em ‘Malmo Academia de Música da Universidade de Lund’ (Suécia), em que combina a música tradicional com as mais modernas técnicas de aprendizagem, redescobrindo a melodia dos sefarditas, ritmos espanhóis e a música renascentista. Como já fizera com o seu primeiro trabalho ‘Viola de Teclas', o seu segundo álbum ‘Como la Luna y el Sol’, que é um verso de uma canção encontrada na Turquia sefardita simbolizando o nosso relacionamento com todos os que amamos, é baseado em melodias tradicionais de várias fontes. Melodias de países mediterrânicos, como a Grécia, Marrocos, Turquia, Bulgária cujas histórias são narradas na língua dos sefarditas nascidos na Espanha medieval. Misturando a música tradicional com a sua própria Ana criou os doze temas que compõem o disco. Aprimorando seu interesse pela música tradicional com o estudo de técnicas mais modernas que lhe permitam criar seu próprio caminho como intérprete e compositora, Ana combina seus estudos no exterior com sua vida em Toledo, sua fonte de inspiração.

ana alcaide - el romeral


Ana Alcaide - Viola de Teclas (2006)

Viola de Teclas (2006)

Tracklist
01. Hixa Mia 02. Seguidillas castellanas 03. Danza del Pirineo 04. Debajo de los tilos 05. Alza la niña los ojos 06. Recercada 07. Suite de rabeladas 08. Outi 09. El romeral 10. Dime robadora 11. Ojos garzos 12. Manau 13. Danza del Corpus 14. Porque lloras

Ana Alcaide – Como la Luna y el Sol (2007)

Como la Luna y el Sol (2007)

Tracklist
01. Intro- Sefardíes 02. La Mujer de Térah 03. La Galana y el Mar 04. Como la Luna y el Sol 05. Pasacalles Sefardí 06. Las Tres Hermanicas 07. Durme Durme 08. Y Arrelumbre 09. Tishri Intro 10. Tishri 11. Era Oscuro 12. Outro - Yo m'Enamorí d'un Aire

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

grécia: uma odisséia musical

apenanti

A Grécia é um dos mais populares destinos turísticos e é conhecida pela sua rica história, arte, arquitetura, literatura e filosofia. No entanto, poucos fora da Grécia estão familiarizados com a sua música vibrante. Incluindo estilos como o emotivo ‘rembetiko’ (rebetiko, plural rebetika, do grego ρεμπέτικο e ρεμπέτικα, ocasionalmente traduzido como ‘rembetiko’, é o nome de um tipo de música popular urbana) e o elegante ‘entehno’, o álbum ‘Greece: a Musical Odyssey’ reflete ecos das melodias do Oriente Médio, ritmos balcânicos e música folclórica.

melina aslanidouNele a música grega é representada por George Dalaras e Glykeria, dois dos mais influentes e populares artistas na Grécia. O álbum também inclui Melina Kana, Anastasia Moutsatsou, Elly Paspala, Pantelis Thalassinos, Apenanti, Melina Aslanidou, Kostas Makedonas, Sofia Papazoglou, Gerasimos Andreatos e outras figuras respeitadas da música popular como Kostas Mantzios e Theodosia Stiga. Também está presente, ‘Children of the Revolution’, uma banda norte-americana liderada pelo cantor e compositor grego Vasilli que mistura o flamenco espanhol e grego tradicional. Um belo álbum que liga o antigo e o moderno mundo grego.

apenanti with melina aslanidou - to parelthon thimithika


Greece: a Musical Odyssey


Greece: a musical odyssey (2004)


Tracklist
01. Apenanti with Melina Aslanidou - To Parelthon Thimithika 02. Kostas Mantizios - Eleni 03. Anastasia Moutsatsou - Pino Pino 04. George Dalaras - Sou Axize Mia Kaliteri Agalia 05. Elly Paspala - An Iparhis Kapou Esi 06. Children of the revolution - Ragizi Apopse 07. Melina Kana - Arnisi 08. Pantelis Thalassinos - An M' Agapas, Tha S' Agapo 09. Theodosia Stiga - Ela Mia Nichta 10. Sofia Papazlou & Gerasimos Andeatos - Ah, Feggaraki Mou 11. Glyeria - Ta Ziliarika Sou Matia 12. Kostas Makedonas - Exinta Dis Dolaria

quarta-feira, 18 de junho de 2008

khaled

Cheb Khaled, ou simplesmente Khaled, cujo nome de nascimento é Khaled Hadj Brahim, nascido na Argélia em 1960, é um dos mais conhecidos cantores e compositor e principal figura do 'blues do deserto'. Khaled investe na mistura de música árabe com gêneros contemporâneos. Conhecido como o rei do raï, ele é um dos nomes mais representativos do gênero, que surgiu na Argélia no final dos anos 70. Começou a se tornar conhecido na década de 80, quando ainda usava o nome artístico Cheb Khaled. Fã desde garoto de artistas como James Brown, Elvis Presley, Beatles e Charles Aznavour, ele lançou seu primeiro single aos 16 anos. Sofrendo com a repressão política que marcava seu país e que tinha os músicos pop como alvos constantes, ao participar em 1986, de um festival de música rai, em uma região próxima de Paris, o pop argelino gostou tanto que resolveu se mudar para a França, fugindo assim, da perseguição dos fundamentalistas islâmicos, dos quais discorda quanto aos rígidos princípios religiosos. Nas músicas, demonstra engajamento falando de amor e liberdade, fazendo poesia erótica de cunho político.

Após vários discos de boa repercussão, ele estoura em 1991 com um disco que inclui as músicas ‘Didi’ e ‘El Arbi’. E é com este mesmo CD, oito anos depois, que Khaled se torna um grande sucesso no Brasil. O suingue das arábias conquistou a noite e as rádios e abriu espaço para a música oriental no país. Freqüentadores da noite e ouvintes de rádio passaram a perguntar de quem é 'aquela música árabe' que encanta muita gente à primeira audição. Tratava-se de 'El Arbi' que fez parte da trilha sonora de uma novela de grande audiência na TV brasileira, que depois, tocou durante anos em festas universitárias e redutos de world music. Em seus discos de grande êxito, Khaled mistura as raízes da música raï com reggae, o funk, o flamenco, o calipso e outros cantos do leste da Europa, no entanto, o último álbum de Khaled, é uma genuína volta às raízes e essência da música raí. Sempre com um cálido sorriso e com acordes egípcios faz uma homenagem ao povo argelino e ao seu folclore. Mesmo que poucos entendam a letra, 'El Arbi' tem um encanto hipnótico. Acima de tudo pela voz exuberante de Khaled, autor da canção. Seus versos dizem o seguinte: 'eu sou o árabe, filho da floresta e a perdiz é minha paixão...eu sou o árabe, filho do deserto e a areia é minha paixão. nem as flores nem as pessoas queridas me deixam tão apaixonado'.

khaled - el arbi


Khaled (1992)

Khaled (1992)

Tracklist
01. Didi 02. Arbi 03. Wahrane 04. Ragda 05. Ghatli 06. Liah Liah 07. Mauvais Sang 08. Braya 09. Ne m'en Voulez Pas 10. Sbabi 11. Harai Harai

quinta-feira, 3 de abril de 2008

susana baca

susana baca

Dona de uma esplêndida voz e surpreendente interprete Susana Baca é o expoente máximo das tradições musicais afro-peruanas, é uma das divas do panorama sul americano. Nascida em Lima, no Peru, cresceu numa pequena cidade costeira chamada Chorrillos, nos arredores da capital. O seu pai era motorista de uma família rica, a sua mãe cozinheira. O pai era cantor e guitarrista amador, tocava músicas tradicionais peruanas que escutava dos povos dos Andes que vinham à costa na época da colheita do algodão. Estudou para professora, para satisfazer a sua mãe, e seguiu a carreira de cantora para satisfação própria. Farta de bater a portas para pedir apoio, por ser negra e cantar música negra, criou com o seu marido, Ricardo Pereira, a sua própria editora para gravar o primeiro disco.

Frequentemente é comparada a Cesária Évora pelo trabalho que tem desenvolvido a partir da vertente mais africana das tradições populares do seu país, onde são também muito fortes as raízes indígenas e a influência europeia. Não por acaso, fundou, com o seu marido o ‘Instituto Negro Continuo’, organização dedicada ao estudo e divulgação da cultura afro-peruana. A sua ligação ao povo peruano levou muitos músicos locais a tê-la como referência e a seguir seus passos. Nos Estados Unidos iniciou estudos acerca da Diáspora Africana. Por destino, Baca começou essa pesquisa em Nova Orleans três semanas antes do furacão Katrina chegar. Os estudos de um ano começaram em 2005 na Universidade de Tulane, onde pretendia estudar música crioula e o trabalho de Louis Armstrong. Quando o furacão atingiu a cidade todo o trabalho parou.

Depois do álbum 'Lamento Negro' que lhe valeu um Grammy, surge o álbum, 'Travesias', de 2006, uma espécie de exorcismo sobre a catástrofe que se abateu sobre aquela cidade norte-americana. É um álbum que descreve como sendo um diálogo pessoal, uma coleção de momentos intimistas para a pessoa que está sozinha e que se encontra apaixonada. As músicas são despidas, tranquilas, tal como uma conversa a altas horas da noite e cantadas em castelhano, francês, inglês, italiano e até em português, a canção 'Estrela', interpretada em dueto com Gilberto Gil, seu autor. Ao vivo, Susana Baca empresta à sua voz um sentido de sofrimento que a todos toca. As suas palavras vivem a dor da perda, o que é também um retrato da história do seu país. Todavia, não se coíbe de dançar e ao mesmo tempo de esboçar um sorriso genuíno próprio de quem ama a vida e ganhar forças diariamente para novas lutas.

susana baca - de los amores


Susana Baça – Eco de sombras (2003)

Eco de sombras (2003)


Tracklist
01. De los Amores 02. Valentín 03. Poema 04. Los Amantes 05. El Mayoral 06. La Macorina 07. Golpe e Tierra 08. Panalivio/Zancudito 09. Reina Mortal 10. Xanaharí 11. Instrumental

quinta-feira, 20 de março de 2008

edson cordeiro

edson cordeiro

O cantor brasileiro Edson Cordeirocomeçou cantar com 6 anos, quando se juntou a um coro da igreja evangélica freqüentada por seus pais, onde cantou até os 16 anos. Depois passou a cantar nas ruas do centro de São Paulo, em pleno horário do rush, chamava a atenção de curiosos que lhe davam algum trocado para que pudesse enriquecer sua coleção de discos. Fez teatro e foi ator e cantor na terceira montagem brasileira da ópera-rock ‘Hair’ e depois atuou na montagem de ‘O doente imaginário’, de Molière viajando pela Europa, EUA, México e América Central. Suas distinções são o timbre vocal de contratenor (voz masculina aguda, com o mesmo alcance do soprano feminino) e o repertório eclético, que inclui autores tão diversos como Noel Rosa, Janis Joplin, Rolling Stones, Handel, Bizet e Mozart. Misturava ópera, música popular brasileira, rock e outros ritmos em pelo menos cinco línguas diferentes (inglês, espanhol, italiano, alemão e francês).

Em 1994, o cantor foi mostrar seus dotes vocais na Europa, onde gerou manifestações de incredulidade e estupefação por parte do público. A primeira reação de Nina Hagen ao ouví-lo interpretando ‘Naturträne’ foi convidá-lo para uma turnê. Ela não acreditava que fosse um homem cantando. Apresenta-se com freqüência no exterior, e faz sucesso particularmente na Alemanha. Para entender Edson Cordeiro não é preciso entender de música, basta ouvi-lo. Mas às vezes ouvi-lo simplesmente não basta, é preciso vê-lo também. E assim, admirar o Edson cantor-ator, que troca de voz como quem troca de roupa e sai de um personagem para rapidamente se transmutar em outro. Edson vai à ópera e volta uma autêntica prima donna. E como um jornalista alemão definiu durante sua visita àquele país: vozes como a de Edson soam como se não fossem deste mundo, fazem o sangue ferver, impressionam e estarrecem ao mesmo tempo.

edson cordeiro - coming


Edson Cordeiro - 21 Grandes Sucessos

21 Grandes Sucessos


Tracklist
01. La Seguedille 02. Naturtrane 03. Spirit In The Dark 04. A Rainha Da Noite 05. Babalu 06. Kiss 07. Mamãe Coragem 08. Baioque/Baião 09. Ate O Fim Do Mundo 10. Ouça A Canção 11. Cowboy Solitário/Sexual Healing 12. Coming 13. Viúva Negra 14. Primavera 15. Mercedes Benz/Ponto De Macumba 16. You Make Me Feel Like Darling 17. Perigosa 18. Dancing Queen 19. Karma Chameleon 20. I Will Survive 21. Ave Maria

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

agricantus

agricantus

Dos grupos novos, o grupo italiano, da Sicília, ‘Agricantus’ é considerado uma pérola da ‘world music’. A designação ‘Agricantus’ procede do latim e significa ‘sons dos campos de trigo’. A banda foi fundada em 1979, em Palermo por três músicos influenciados pela tradição musical siciliana, Mario Rivera, Toni Acquaviva e Mario Crispi. A ilha no sul da Itália foi, durante séculos, um entreposto multicultural. Colonizada pelos fenícios, 800 anos antes da era cristã, assentaram bases por lá cartagineses, romanos, normandos, árabes, alemães, franceses, aragoneses e espanhóis. Foi estado-independente até 1860, quando se uniu ao Reino Unido da Itália. A herança dos colonizadores rendeu à Sicília uma música com características especiais. Os músicos do ‘Agricantus’ reciclam o antigo com o moderno de forma mais original, e contemporânea.

A discografia da banda é extensa. Desde o primeiro álbum da banda, ‘Gnanzú’ (1993), foram exploradas as paisagens, e sempre houve muita sensibilidade. Mario Rivera, Toni Acquaviva e Mario Crispi gravaram o álbum, com interesse no folk do Mediterrâneo. Com Tuareg (1996),e contando com Guiseppe Panzeca e Rosie Wiederkehr, foram em uma direção completamente diferente, fazendo um som tribal com raízes orientais africanas, desenvolvendo uma alquimia musical que vem dos cantos dos nômades Tuaregs do deserto de Mali. A música é cheia de sabores ricos, é uma mistura inacreditável de antigo e de moderno, de europeu e o africano, de popular e de clássico, de tradicional e de eletrônico. Em ‘Kaleidos’ de 1998, em vez de ‘world music’, o álbum mostra a música clássica de compositores como Grieg, Paganini, Albinoni e Brahms. Em ‘Ethnosphere’ de 2000 a influência é tibetana. Em todos há uma variedade de efeitos eletrônicos, de instrumentos de percussão, de guitarras, de teclados e de vocais e uma variedade de outros instrumentos como: didjeridoo, ney persa, zummara, duduk, hornpipe hellenic, mandolin, cítaras acústicas. Há um pouco de tudo para todos nesta mistura tribal, porém moderna.

agricantus - carizzi r'amuri


Agricantus – Tuareg (1996)
Tuareg (1996)

Tracklist
01. Ummiri 02. Hala Hala 03. Ljuljuten(Tin-Zawatine) 04. Com'u Ventu 05. Carizzi R'Amuri (es Souk) 06. Azalai 07. Tuareg 08. Disiu 09. Caruvana 'I Sali 10. U Coni Coni 11. Dune

terça-feira, 20 de novembro de 2007

salif keita, uma voz da áfrica

salif keita

Salif Keita é albino e esse fato, além de ser uma marca distintiva da sua figura, é um dado mais do que importante na sua biografia. É que o músico, que viria a ser considerado ‘a voz dourada de África’, foi desprezado pela própria família e pela comunidade da cidade de Djoliba, onde nasceu. Uma versão da história diz que Keita foi ostracizado porque, na cultura mandinga, uma das maiores da África Ocidental, o albinismo é sinônimo de azar. Segundo outra versão, o pai deserdou-o, pois Keita insistiu em seguir a carreira de música. Em teoria, ele nunca poderia ter enveredado por esse caminho porque a linhagem real não permitia, a música estaria reservada aos contadores de histórias. Nasceu numa família monárquica, fazendo parte da mesma linhagem que Soundjata Keita, fundador do Império do Mali em 1240. Salif Keita teve que quebrar todas as tradições para poder prosseguir o seu sonho ligado à música. Depois de cortar relações com a família, mudou-se para Bamako em 1967, onde tocava em bares com um dos seus irmãos. Em apenas dois anos é convidado para se juntar à ‘Rail Band’, um grupo bastante popular e patrocinado pelo Governo, que tocava regularmente no Hotel De La Gare.

Devido a sua capacidade vocal, o cantor aventurou-se em vôos mais altos, tendo partido para Abidjian, em 1973, com alguns elementos da banda, que adotou o nome de ‘Les Ambassadeurs Internationaux’, continuando a chamar a atenção de todos com a fusão de sons que vinham de Cuba, Zaire e Mali. Em 1977 é galardoado com o prêmio da Ordem Nacional da Guiné, atribuído pelo presidente Ahmed Sekou Toure. Encorajado a prosseguir uma carreira solo, Salif Keita decide mudar-se para Paris em 1984, onde encontra uma comunidade de mais de 15 mil pessoas vindas do Mali. Apesar de todos os que o rodeavam sempre terem acreditado na sua capacidade musical, só em 1987, Salif Keita, consegue editar o álbum de estréia ‘Soro’ onde combina influências vindas de África com o jazz, funk, pop e R&B, deixando a crítica rendida aos seus pés. Em uma crítica da revista ‘Rolling Stone’ da época, pode ler-se: a voz de Keita fala por si. O canto sensual do samba brasileiro com o chamamento das rezas islâmicas. O sucesso de Keita estava assegurado, mas isso não o fez parar, editou vários discos nos anos 90, incluindo a antologia ‘Mansa Of Mali’, ‘Papa’ em 1999 e em 2002 o álbum ‘Moffou’. (por Rita Severino)

salif keita - yamore


Salif Keita – Moffou (2002)
Moffou (2002)

Tracklist
01. Yamore 02. Iniagige 03. Madan 04. Katolon 05. Souvent 06. Moussolou 07. Baba 08. Ana Na Ming 09. Koukou 10. Here

terça-feira, 24 de julho de 2007

israel kamakawiwo'ole

Israel Kamakawiwo'ole, popularmente conhecido como IZ, foi sem dúvida o artista mais popular do Havaí. Sozinho com o tradicional violão havaiano, criou um estilo próprio e acabou gravando em 1993 o clássico 'Somewhere Over The Rainbow' do filme 'O Mágico de OZ' mesclando com outro clássico 'What a Wonderful World', o que lhe rendeu vários prêmios. Nos últimos anos de sua vida, IZ chegou a uma obesidade extrema, a ponto de atingir 340 quilogramas. Resistiu a diversas hospitalizações, mas veio a falecer em 1997, aos 38 anos. Anos após uma estátua foi construída em Honolulu, honra que somente o governador Jonh A. Burns e o senador americano Spark Matsunaga tiveram. Após sua morte o delicado gigante, assim chamado por seus admiradores continuou com a imagem de positividade e paz e se tornou o símbolo maior da música havaiana. Israel era apaixonado pela sua ilha e seu povo. Dizem que, apesar do seu tamanho avantajado, o corpo ainda era pequeno para tamanha alma. Sua voz era única e inesquecível.

israel kamakawiwo'ole - somewhere over the rainbow & what a wonderful world


Israel Kamakawiwo'ole -  Facing Future (1993)
Facing Future (1993)

Tracklist
01. Hawaii '78 Introduction 02. Ka Huila Wai 03. Ama Ama 04. Panini Pua Kei 05. Take Me Home Country Road 06. Kuhio Bay 07. Ka Pua U'i 08. White Sandy Beach Of Hawaii 09. Henehene Kou 'Aka 10. La 'Elima 11. Pili Me Ka'u Manu 12. Maui Hawaiian Sup'pa Man 13. Kaulana Kawaihae 14. Somewhere Over the Rainbow/What A Wonderful World 15. Hawaii '78