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sexta-feira, 15 de julho de 2011

the pretenders

da série de posts: mulheres no rock'n'roll

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the pretendersEm um gênero dominado por homens, Christine Ellen Hynde, conhecida pelo nome artístico de Chrissie Hynde, guitarrista, vocalista e fundadora do grupo ‘The Pretenders’ foi capaz de se estabelecer também como compositora competente e não ser vista como um mero símbolo sexual ou uma mulher com peitos enormes a saltitar no palco. Seus ataques sobre o machismo predominante nas letras do rock são memoráveis, não apenas pela forma hábil dos riffs, mas também pela descrição do sexo do ponto de vista de uma mulher com apetite e vontade próprias. Como outras figuras fundamentais na música popular, Hynde inicialmente não se encaixava perfeitamente na cena musical contemporânea, e mesmo em sua própria banda, enquanto os demais integrantes eram Ingleses, ela nasceu em Akron, Ohio, EUA. Hynde incluiu como ídolos, Iggy Pop, ídolo do proto-punk; os guitarristas Jeff Beck e Jimi Hendrix; os pioneiros do rock Inglês ‘The Kinks’, e Brian Jones dos Stones, em seu mundo de fantasia, que se tornou o seu refúgio em vista à vida monótona de Ohio e onde prevalecia o seu desejo de fazer parte de uma banda de rock. No entanto, apesar de sua devoção, Hynde teve que lutar e lentamente abrir caminho para o mundo da música real. Enquanto os amigos do sexo masculino tocavam em bandas de garagem em Akron e Cleveland, Hynde não tinha audiência para as suas canções. E a timidez a limitava ainda mais. Hynde teve apenas uma oportunidade de tocar com uma banda nos EUA e foi somente por uma noite.

Depois de alguns anos passou a estudar arte na ‘Kent State University’, em Ohio, e testemunhou o infame incidente de 1970, onde quatro estudantes foram mortos pela Guarda Nacional durante uma manifestação anti-guerra. Depois de tentar, por vários anos, fazer parte do círcuito de rock de Cleveland, decidiu tentar a sorte em Londres ao invés de sentar-se e assistir televisão ou ir ao shopping de Akron. Os seus primeiros anos em Londres foram tão cruéis que praticou pequenos furtos para sobreviver. Em 1973, se tornou famosa como repórter da revista NME (New Musical Express), especializada em bandas de rock. Participou de vários projetos roqueiros com Malcolm McLaren, figura proeminente do movimento punk-rock no final dos anos 1970, uma das personalidades mais importantes do rock e empresário da banda ‘Sex Pistols’ e de outras bandas, precursoras do punk rock na Inglaterra.

Entre 1973 e 1978, no entanto, a determinação de Hynde para se tornar parte de uma banda de rock resultou em apenas decepção. Apesar de vários convites para shows, durante os quais seus colegas a reconheciam como uma forte vocalista, guitarrista e compositora, nenhum deles aceitavam Hynde como membro efetivo. Depois de uma fracassada tentativa de começar uma banda com o guitarrista Mick Jones, mais tarde guitarrista e vocalista da banda ‘The Clash’, ela se reconectou com McLaren, que a convidou para participar do ‘Masters of the Backside’, um dos primeiros grupos britânicos de punk rock. Hynde foi membro desse grupo o tempo suficiente para ensaiar com eles, mas não o suficiente para desfrutar do sucesso. Em 1975 fez parte da notória banda punk ‘The Moors Murderers’. Mick Jones então pediu para Hynde tocar em turnê com sua nova banda, ‘The Clash’, mas a associação temporária provou ser frustrante.

the pretenders

Peter Farndon, James Honeyman-Scott, Martin Chambers, Chrissie Hynde (1979)

Uniu-se então ao baixista Peter Farndon sobre quem ouviu falar através de uma amigo. Farndon estava em Sidney, Austrália, e com Hynde, ele encontrou o primeiro projeto musical de sua vida e, por um tempo, um relacionamento romântico. E Farndon trouxe um guitarrista excepcional, James Honeyman-Scott, e mais tarde o baterista irlandês Jerry Mcleduff. Com a supervisão do produtor Nick Lowe, os quatro montaram uma demo com músicas que se tornariam clássicos da banda: ‘Precious’, ‘The Wait’ e ‘Stop Your Sobbing’. Finalmente, os anos de dedicação de Hynde, começaram a dar frutos em 1979, quando foi lançado o primeiro single, ‘Stop Your Sobbing’, uma versão cover da banda ‘The Kink’, e foi um sucesso instantâneo no Reino Unido. E o baterista Martin Chambers veio para substituir Jerry Mcleduff.

Os singles lançados depois de ‘Stop Your Sobbing’ foram recebidos com aclamação. ‘Brass in Pocket’ chegou a ficar em primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e construiu assim uma base segura para o lançamento em 1980, do primeiro álbum, intitulado simplesmente ‘Pretenders’, na capa a foto de Hynde, Farndon, Honeyman-Scott, e Chambers vestidos com jaquetas de couro, e sem sorrir. O álbum instantaneamente foi para o primeiro lugar. E o sucesso levou a um disco de ouro e a uma turnê promocional nos EUA, onde a reputação da banda cresceu de forma gradual. Críticos e fãs receberam o álbum com entusiasmo considerável. ‘Pretenders’, mais tarde, foi colocado no número 20 da revista ‘Rolling Stone’ na lista ‘Top 100 Albums of the Decade’. Fãs norte-americanos imediatamente saudaram a banda como a personificação da rebeldia. Nos bastidores, o tom da turnê foi rebelde também. Enquanto colhiam os benefícios de suas fortunas em expansão, bebiam, e Farndon e Honeyman-Scott entraram no vício da heroína e Hynde se tornou famosa por conduta desordeira.

Sem descanso, retornaram a Londres para começar imediatamente a gravar material para o próximo álbum. ‘Pretenders II’ cimentou a reputação da banda. E o teor da turnê de 1981 foi marcadamente diferente. A música foi genial como sempre, mas o estilo de vida estava mudando. Martin Chambers se casou e Hynde conheceu Ray Davies dos ‘Kinks’, o que levou a uma relação de compromisso. No entanto, a turnê pressagiava dificuldades por vir. Chambers cortou a mão e ele não pode tocar por semanas. A banda decidiu adiar a turnê, em vez de substituí-lo. Enquanto isso, Farndon e Honeyman-Scott continuaram no vício e Farndon tornou-se tão irascível que mesmo Honeyman-Scott se recusou a trabalhar com ele. Quando a banda retornou a Londres, Hynde tomou a difícil decisão de demitir Farndon que foi substituído por Robbie McIntosh. Mas a banda foi devastada quando Honeyman-Scott morreu de insuficiência cardíaca devido à cocaína. O grupo que vinha em um ritmo notável, fez uma pausa de três anos.

the pretenders

A tragédia os atingiu novamente quando em 1983, Pete Farndon morreu afogado na banheira, resultado de uma overdose de heroína. Apesar do duro golpe, o trabalho de preparar um novo álbum já estava em andamento. ‘Back on the Chain Gang’ e ‘My City Was Gone’ tornaram-se hits de sucesso nos EUA. Hynde, no entanto, não era mais a punk desafiadora. Após seu rompimento com Ray Davies, ela conheceu e se casou com Jim Kerr, vocalista do ‘Simple Minds’. E a reputação de Hynde foi crescendo como porta-voz de causas políticas liberais e como um músico que exigia qualidade. E entre muitas desavenças, desencontros, mortes e tal, manteve a linha e liderança e predominou como a única pessoa permanente e em controle no decorrer da história da banda ‘The Pretenders’.

Hynde permanece uma raridade como mulher líder de um grupo com origem nos primórdios da história do movimento punk rock e new wave. Sempre assertiva acabou obtendo o respeito de músicos e mesmo de críticos, e mesmo a admiração de milhares de meninas que, inspiradas, seguiram seus passos. Em 2004 Hynde mudou-se para a cidade de São Paulo, Brasil, para poder tocar por algum tempo com Moreno Veloso, que estudou Física, mas atua como músico no Brasil e no exterior e é filho de Caetano Veloso. Em São Paulo, Hynde fixou residência em um apartamento no famoso edifício Copan. Nos últimos anos Chrissie Hynde tem se tornado mais e mais uma notável ativista e tenaz defensora dos direitos dos animais a um tratamento digno e ético por parte dos seres humanos. Em 2008, foi lançado o álbum ‘Break Up The Concrete’.

Chrissie Hynde canta a belíssima ‘I wish you love’ no thriller ‘Eye of the Beholder’ de 1999, onde Ewan McGregor e Ashley Judd fazem parte deste jogo de gato-e-rato entre um agente da inteligência britânica e uma sedutora chantagista.



the pretenders - precious


the pretenders - the best of-break up the concrete (2009)

The Best Of/Break Up The Concrete (2009)

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CD 1
parte I    parte II
CD 2

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CD 1
parte I    parte II
CD 2

CD 1: The Best of
01. Talk of The Town 02. Kid 03. Back on The Chain Gang 04. Brass in Pocket 05. Message of Love 06. Night in My Veins 07. Don’t Get Me Wrong 08. Middle of The Road 09. I’ll Stand By You 10. Stop You Sobbing 11. Hymn to Her 12. Precious 13. Thumbelina 14. Cuban Slide 15. My City Was Gone 16. Day After Day 17. I Go To Sleep 18. Thin Line Between Love And Hate 19. Fools Must Die 20. Up The Neck 21. Miles 22. Tattooed Love Boys

CD 2: Break Up the Concrete
01. Boots of Chinese Plastic 02. The Nothing Maker 03. Don’t Lose Faith In Me 04. Don’t Cut Your Hair 05. Love’s A Mystery 06. The Last Ride 07. Almost Perfect 08. You Didn’t Have To 09. Rosalee 10. Break Up The Concrete 11. One Thing Never Changed

terça-feira, 3 de maio de 2011

siouxsie and the banshees

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siouxsie & the bansheesDa comunidade punk de Londres, em 1976, surgiu ‘Siouxsie and the Banshees’ a bem sucedida, elegante e sofisticada banda punk gótica com uma carreira que durou duas décadas. Foi um começo difícil, mas a cada álbum lançado, ‘Siouxsie and The Banshees’ foi crescendo. A partir de álbuns como ‘Kaleidoscope’, ‘Ju Ju’ e ‘Tinderbox’ vieram alguns sucessos como ‘Happy House’, ‘Spellbound’ e ‘Cities in Dust’. Com inúmeras alterações o grupo manteve-se sob a liderança da vocalista Siouxsie Sioux, nascida Susan Dallion em 1958. A idéia da banda surgiu a partir do ‘Bromley Contingent’, um grupo de seguidores e fãs, do qual Susan fazia parte, do ‘Sex Pistols’, célebre banda inglesa de punk rock, formada em Londres, no ano de 1975. O grupo devia seu nome para Bromley, o bairro de Londres onde alguns deles viviam e ajudaram a popularizar a moda do início do movimento punk no Reino Unido. A maioria era ex-fã de David Bowie.

Em 1979, o pós-punk nascia na Inglaterra. A sonoridade melancólica, com o som do baixo em primeiro plano e uso de bateria eletrônica em muitas ocasiões, bem como a utilização de sintetizadores para criar o clima sombrio característico do estilo, também estão presentes na sonoridade de ‘Siouxsie & the Banshees’ entre 1979 e 1982. Uma banda pertencente a este cenário musical que muito contribuiu para o nascimento do rock gótico. Além do baixista Steve Havoc e do guitarrista Marco Pirroni, a banda, em 1976, incluía o baterista John Simon Ritchie, que assumiu o nome de Sid Vicious. Susan Ballion passou a se chamar Siouxsie Sioux, referência a uma tribo indígena norte-americana, e Steve Havoc passou a ser chamado de Steve Severin. Na semana em que a banda procurava um nome, foi exibido na TV o filme ‘Cry of the Banshee’, baseado no conto de Edgar Alan Poe, no qual o ator Vincent Price atuava e acharam que ‘The Banshees’ seria uma ótima idéia para um nome. Depois pensaram em ‘Susy and the Banshees’, e em definitivo, ‘Siouxsie & the Banshees’. Banshee é um ente fantástico da mitologia celta (Irlanda). O termo origina-se do irlandês arcaico ‘Ben Síde’, significando ‘fada mulher’ cuja voz bela e tenebrosa anuncia a proximidade da morte.

bromley contingent

Siouxsie Sioux, atrás, a segunda da esquerda para a direita

No mesmo ano a banda estreou no lendário ‘Punk Festival’, realizado no ‘100 Club’ de Londres. A banda tocou somente covers como ‘Twist And Shout’ dos Beatles, ‘Knockin' On Heaven's Door’ de Bob Dylan e uma versão de cerca de vinte minutos de ‘The Lord’s Prayer,’ que agradou somente a um dos assistentes de Malcom McLaren, empresário do ‘Sex Pistols’. Após a apresentação, foram convidados a acompanhar o ‘Sex Pistols’ como banda de abertura em uma turnê pela Inglaterra. Logo depois, Sid Vicious entrou para os ‘Sex Pistols’, enquanto Marco Pirroni foi se juntar ao ‘Adam & The Ants’ do líder e vocalista Adam Ant, uma das figuras seminais da new wave. Sioux e Steve Severin, juntamente com o novo guitarrista John McKay e o baterista Kenny Morris, alcançaram o top das paradas britânicas em 1978, com o hit, ‘Hong Kong Garden’, logo depois lançaram o primeiro álbum ‘The Scream’ que trazia o cover dos Beatles, ‘Helter Skelter’, em estilo punk.

siouxsie & the banshees

Steven Severin, Siouxsie Sioux, Budgie e Marco Pirroni

Na turnê para a divulgação do segundo álbum ‘Join Hands’, ainda no estilo punk, tanto McKay quanto Morris inesperadamente saíram da banda, e o guitarrista Robert Smith do ‘The Cure’ e o baterista Budgie (Peter Edward Clarke) foram convocados para preencher o vazio. Smith voltou para a sua banda, e Budgie tornou-se membro permanente do grupo. Com John McGeoch, ex-guitarrista do ‘Magazine’, a banda voltou ao estúdio em 1980, para gravar ‘Kaleidoscope’, mais sutil e mais melódico do que os álbuns anteriores que aponta a transição da banda para o estilo gótico, demonstrando uma sonoridade típica do pós-punk. Com a força do hit ‘Happy House’, o álbum alcançou os primeiros lugares das paradas. ‘Kaleidoscope’ teve um impacto sobre vários músicos aclamados e é considerado para uns, como um dos melhores da banda. Um ano depois lançaram ‘Juju’, para outros, uma das obras-primas da banda, um clássico do pós-punk, e o hit ‘Spellbound’ está entre os melhores momentos da banda. Na mesma época foi lançado ‘Once Upon a Time’, uma coletânea.

siouxsie & the banshees and robert smith

Steven Severin, Siouxsie Sioux, Budgie e Robert Smith do ‘The Cure’

Depois do lançamento do experimental ‘A Kiss in the Dreamhouse’ de 1982, considerado uma das inspirações para a neo-psicodelia, John McGeoch adoeceu, e novamente Robert Smith do ‘The Cure’ juntou-se temporariamente para a turnê planejada do grupo no ‘Royal Albert Hall’ de Londres em 1983, que foi gravado e posteriormente lançado como ‘Nocturne’. Em 1984 logo após o lançamento de ‘Hyaena’, Robert Smith deixou a banda. Após sua recuperação, McGeoch optou por não retornar, então foi recrutado o guitarrista John Carruthers. Com ‘Tinderbox’, ‘Siouxsie and the Banshees’, finalmente chegou aos EUA principalmente com a força do excelente single ‘Cities in Dust’, uma canção que fala sobre a explosão do vulcão Vesúvio em Pompéia, Itália. Siouxsie que era amiga e namorada de Steve Severin passa a ser vista cada vez mais com o novo baterista Budgie, até que passam efetivamente a formar um casal e se dedicam a uma nova banda chamada ‘The Creatures’ que não conseguia se desvencilhar da constante comparação com os Banshees.

No final dos anos 80 produziram ‘Peepshow’, com o hit ‘Peek-a-boo’, que rapidamente chegou ao topo das paradas e ao primeiro lugar na Europa. No início dos anos 90, a banda mudou a sua imagem e Siouxsie domesticou o seu cabelo e suavizou a maquiagem e pela primeira vez foi visto o quão ela era bela. O novo álbum, ‘Superstition’, era muito mais brando do que os álbuns anteriores, mas ainda assim o sucesso foi garantido com o hit ‘Kiss Them for Me’, uma balada para Jayne Mansfield, um dos principais símbolos sexuais entre o final da década de 50 e o início dos anos 60, a primeira atriz a aparecer nua em uma produção hollywoodiana cuja carreira foi subitamente interrompida aos 34 anos de idade quando sofreu um acidente de carro. ‘Siouxsie & The Banshees’ tornou-se maior do que nunca e foi convidada para ser uma das bandas a se apresentar no primeiro ‘Loolopalooza Festival’ junto com ‘The Jesus and Mary Chain’ e ‘Jane's Addiction’.

Siouxsie Sioux

Quando o filme ‘Batman Returns’ estava sendo produzido, Siouxsie foi convidada para desempenhar o papel de ‘catwoman’. Ela recusou, afirmando que era cantora, não atriz. Em vez disso, ela compôs a canção-tema ‘Face to Face’ da personagem para Michelle Pfeiffer (veja aqui o clip). Este seria o seu último grande hit e, infelizmente, o álbum seguinte, ‘The Rapture’, de 1995, não conseguiu o sucesso dos anteriores, e a banda separou-se depois de mais de 20 anos na parada da ‘Billboard’. Siouxsie e Budgie continuaram e continuam até hoje com a sua banda ‘The Creatures’ que antes era um projeto paralelo. Steve Severin desenvolveu alguns projetos solos. Em 2003, a banda ressurgiu para um show filmado chamado ‘The Seven Year Itch’, que contou com a seguinte formação: Siouxsie Sioux, o baixista Steve Severin, o guitarrista Chandler Knox, e Budgie na bateria. O nome da turnê faz alusão aos sete anos de separação da banda. Apesar do desempenho surpreendente ficou bastante evidente que Siouxsie estava perdendo a voz. Parecia ser o fim da história de Siouxsie Sioux e de seus Banshees. Então, uma surpresa. Siouxsie sozinha, sem Banshees ou Creatures lançou em 2007, um novo álbum, ‘Mantaray’.

siouxsie & the banshees - cities in dust


Siouxsie and The Banshees - Twice Upon a Time: The Singles (1992)

Twice Upon a Time: The Singles (1992)

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parte I    parte II
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parte I    parte II

Tracklist
01. Fireworks 02. Slowdive 03. Melt ! 04. Dear Prudence 05. Swimming Horses 06. Dazzle 07. Overground 08. Cities In Dust 09. Candyman 10. This Wheels On Fire 11. The Passenger 12. Peek-A-Boo 13. The Killing Jar 14. The Last Beat Of My Heart 15. Kiss Them For Me 16. Shadowtime 17. Fear (Of The Unknown) 18. Face To Face

siouxsie & the banshees - the best of (2002)

The Best of (2002)

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CD 1    CD 2
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CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Drear Prudence 02. Hong Kong Garden 03. Cities In Dust 04. Peek-A-Boo 05. Happy House 06. Kiss Them for Me 07. Face To Face 08. Dizzy 09. Israel 10. Christine 11. Spellbound 12. Stargazer 13. Arabian Knights 14. The Killing Jar 15. This Wheel's On Fire

Tracklist CD 2
01. Spellbound (extended 12" version) 02. Song from the Edge of the World (Columbus mix) 03. Kiss Them for Me (Kathak #2 mix) 04. Peek-a-Boo (Silver Dollar mix) 05. The Killing Jar (Lepidopteristic mix) 06. Cities in Dust (Eruption mix) 07. Dazzle (Glamour mix) 08. Stargazer (Mambo Sun remix) 09. Face to Face (Catatonic mix)

quarta-feira, 16 de março de 2011

girlschool

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Girlschool‘Girlschool’ foi uma das primeiras bandas femininas de heavy metal. Uma das únicas bandas femininas da N.W.O.B.H.M. (New Wave of British Heavy Metal) um movimento muito forte entre 1979 e 1984 que surgiu quando bandas clássicas e já consagradas de metal como Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath foram perdendo espaço para o movimento punk. E o movimento lançou nomes como Iron Maiden, Def Leppard, Diamond Head, Venom e outros. ‘Girlschool’ formado em Londres, em 1977, foi a resposta inglesa às ‘Runaways’, protegidas pelos punks. Muito mais agressivas e nada bonitas, as meninas britânicas foram apadrinhadas por Lemmy Kilminster, baixista, vocalista e líder do ‘Motorhead’. E assim começaram a atrair atenções quando lançaram ‘The St. Valentines Day Massacre’ com o ‘Motörhead’ e maldosamente foram alcunhadas pela expressão machista ‘o motörhead de saias’. Dentre as várias músicas de destaque da banda estão os covers ‘Bomber’ do Motörhead, que pode ser conferido no game ‘Brutal Legend’; ‘20th Century Boy’ do T-Rex e ‘Tush’ do ZZ Top. E ‘Girlschool’ não era apenas mais um espetáculo excêntrico, e deveria ser reverenciada tanto por homens como por mulheres por fornecerem uma alternativa de hard rock e heavy metal em seus estágios iniciais.

Embora as ‘Runaways’ as tenham precedido por vários anos, ‘Girlschool’ foi a primeira banda feminina a emergir no mundo dominado pelos homens do heavy metal e hard rock, ajudando assim a pavimentar o caminho para grupos semelhantes no futuro. Originalmente formada no sul de Londres em 1977 pela baixista Enid Williams, a vocalista e guitarrista Kim McAuliffe e a baterista Tina Gayle, o grupo era conhecido como ‘Painted Lady’. Depois de tocarem em pubs locais e de várias mudanças vieram a guitarrista e vocalista Kelly Johnson e a baterista Denise Dufort e o nome foi mudado para ‘Girlschool’ em 1978. E caíram na estrada em turnê pela França, Irlanda e Reino Unido. Com a Inglaterra prestes a ser varrida pelo movimento N.W.O.B.H.M. a banda escolheu um momento perfeito para lançar o single de estréia, ‘Take It All Away’, pela gravadora independente ‘City Records’ que chamou a atenção dos ‘Motörhead’ e de seu empresário Doug Smith, que por sua vez, passou a gerenciar a banda das meninas. Apoiando as turnês de ‘Motörhead’ e ‘Budgie’, conseguiram um contrato com a ‘Bronze Records’ que na época era o lar dos notáveis do metal: os seus padrinhos, Uriah Heep e Juicy Lucy

girlschool 2

A estréia do quarteto deu-se em 1980, com ‘Demolition’ que chegou às paradas do Reino Unido. Seguiram-se turnês pela Europa como banda de apoio de ‘Uriah Heep’ e ‘Black Sabbath’. O segundo álbum, ‘Hit & Run’, de 1981 fez mais sucesso, enquanto ‘The St. Valentines Day Massacre’ em colaboração com os seus amigos do ‘Motörhead’ ficou entre os primeiros na parada britânica em parte devido à faixa ‘Please Don't Touch’. ‘Hit & Run’ também foi lançado, pela primeira vez nos Estados Unidos, embora com músicas diferentes da versão original do Reino Unido. Os álbuns‘Screaming Blue Murder’ de 1982 e ‘Play Dirty’ de 1983 não conseguiram competir com o impressionante sucesso dos anteriores devido ao som que ficou mais light e o visual carregado do hard rock californiano com muito laquê nos cabelos o que contribuiu para as vendas despencarem.

girlschool 3

E o resultado foram mudanças na formação. Kelly Johnson deixou o grupo e foi substituída por Cris Bonacci na guitarra e nos vocais por Jackie Bodimead. Outros álbuns posteriores foram emitidos, mas as ‘Girlschool’ nunca mais foram capazes de replicar o sucesso anterior, levando a banda à dissolução logo após o lançamento de ‘Take a Bite’ em 1988. Na década de 90, se reuniram esporadicamente para turnês enquanto álbuns ao vivo e várias compilações foram lançadas para sustentar seu respeitável nome. O retorno aconteceu em 2001, com a formação original, mas Kelly Johnson saiu novamente em 2003 e faleceu de câncer na medula em 2007 sendo substituída por Jackie Chambers. Os álbuns ‘Believe’, de 2004, e ‘Legacy’, de 2008 apresentam uma banda mais madura.

girlschool

‘Legacy’ com participações especiais de Tony Iommi (Black Sabbath), Ronnie James Dio (Black Sabbath, Rainbow), Phil Campbell e Lemmy (Motörhead), Fast Eddie Clarke (Fastway, ex-Motörhead), Eddie Ojeda e J.J. French (Twisted Sister) e Neil Murray (ex-Black Sabbath) mostra o verdadeiro legado das ‘Girlschool’. O guitarrista Fast Eddie Clark é ouvido em ‘Metropolis’, um cover de Motörhead, enquanto o líder, Lemmy Kilmister aparece em ‘Don't Talk to Me’. O grande Ronnie James Dio e o guitarrista Tony Iommi, companheiros no ‘Black Sabbath’ no início de 1980, estão reunidos em uma das duas versões de ‘I Spy’. O guitarrista J.J. French do ‘Twisted Sister’ está nos solos de ‘Spend Spend Spend’. Mas, as atrações são mesmo as meninas, Kim McAuliffe (vocal/guitarra), Enid Williams (vocal/baixo), Jackie Chambers (guitarra) e Denise Dufort (bateria).

girlschool - take it all away


girlschool - st valentines day massacre (1981)    girlschool - legacy (2008)

Motörhead & Girlschool - St Valentine’s Day Massacre EP (1981)
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Legacy (2008)
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Tracklist: St Valentine’s Day Massacre
01. Please Don't Touch 02. Emergency 03. Bomber

Tracklist: Legacy
01. Everything's the Same 02. From The Other Side 03. I Spy (Girlschool Mix) 04. Spend Spend Spend 05. Whole New World 06. Just Another Day 07. Legend (A Tribute to Kelly Johnson) 08. Still Waters 09. Metropolis (Motorhead Cover) 10. Mess Around 11. Zeitgeist 12. Don't Talk To Me 13. I Spy (Dio/Iommi Mix) 14. London 15. Emergency

girlschool - the collection (1991)

The Collection (1991)

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CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

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CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

Tracklist: CD 1
01. Take It All Away 02. It Could Be Better 03. Emergency 04. Furniture Fire 05. Nothing To Lose 06. Baby Doll 07. Race With The Devil 08. Take It All Away (Alternate Version) 09. Yeah Right 10. The Hunter 11. Please Don't Touch (Headgirl) 12. Emergency (Motorhead feat. Denise Dufort) 13. Bomber 14. Hit And Run 15. Tonight 16. C'mon Let's Go 17. Tonight [live version] 18. Demolition Boys [live version] 19. Don't Call It Love 20. Wildlife 21. Don't Stop 22. 1-2-3-4 Rock 'N' Roll 23. Tush 24. 20th Century Boy 25. Breaking The Rules

Tracklist: CD 2
01. I'm The Leader Of The Gang 02. Burning In The Heat 03. Surrender 04. Never Too Late 05. Demolition Boys [studio version] 06. Kick It Down 07. Screaming Blue Murder 08. Flesh And Blood 09. Play Dirty 10. I Like It Like That [previously unreleased] 11. Play With Fire 12. Tiger Feet 13. Fox On The Run 14. Head Over Heels 15. This Time 16. Too Hot To Handle 17. All Day All Night 18. Up All Night 19. Action 20. Future Flash 21. Back For More 22. Yeah Right

girlschool - the singles (2007)

The Singles (2007)

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CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

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CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

Tracklist: CD 1
01. Take It All Away 02. It Could Be Better 03. Emergency 04. Furniture Fire 05. Nothing To Lose 06. Baby Doll 07. Race With The Devil 08. Take It All Away [new version] 09. Yeah Right 10. Hunter 11. Please Don't Touch (Headgirl) 12. Bomber 13. Hit And Run 14. Tonight 15. Tush 16. C'mon Let's Go 17. Tonight [live] 18. Demolition [live]

Tracklist: CD 2
01. Wildlife 02. Don't Call It Love 03. Don't Stop 04. 1 2 3 4 Rock 'N' Roll 05. Tush [new version] 06. Don't Call It Love [new version] 07. 1 2 3 4 Rock 'N' Roll [12" version] 08. 20th Century Boy 09. Breaking All The Rules 10. Like It Like That 11. Burning In The Heat 12. Surrender 13. I'm the Leader Of The Gang 14. Never Too Late 15. I'm the Leader Of The Gang [12" version] 16. Head Over Heals 17. Action 18. Nothing To Lose [demo version] 19. Not for Sale [demo version]

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

wendy o. williams | plasmatics

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plasmatics Um capítulo da história do punk foi fechada para sempre quando Wendy Orlean Williams optou por acabar com a sua vida. Wendy foi uma das personagens mais intrigantes da cena musical, e suas gravações com ‘Plasmatics’ e a carreira solo ficarão para sempre na história da música. Wendy O. Williams era um fenômeno. De 1978 a 1988, a ‘Rainha do Punk’, ‘Rainha do Shock Rock’, ‘Dominatrix dos Decibéis’ e ‘Sacerdotisa do Metal’, como ela mais tarde veio a ser conhecida, agrediu a cultura conformista, radicalizou e transformou a cultura de massa e a música muito mais que os ‘Sex Pistols’. Nascida em Rochester, New York em 1949, Wendy era filha de um fazendeiro e com sete anos já aparecia em shows executando coreografias de Shirley Temple. Aos 16 anos saiu da escola e foi para o Colorado e depois para a Flórida ganhar dinheiro com a venda de biquinis de crochê e peças de artesanato para a multidão de turistas, antes de ir para a Europa em 1972 para trabalhar como cozinheira macrobiótica em Londres, ou se apresentando com um grupo de dança cigana ou de stripper nas boates. Ao voltar para casa em Nova York um par de anos mais tarde, no momento em que chegou ao terminal de ônibus ela estava convencida de que a única forma autêntica de viver estava na completa oposição à banalidade, letargia e hipocrisia da época.

E assinou contrato com Rod Swenson, o maior promotor de shows de sexo na época, com mestrado em arte pela Universidade de Yale, onde se especializou em performance conceitual e arte neo-dadaísta, uma combinação de pessimismo irônico, ceticismo absoluto e improvisação cuja principal estratégia era mesmo denunciar e escandalizar. Wendy realizava apresentações dez vezes por dia, em vários teatros e apareceu em alguns filmes pornôs realizados pelo próprio Rod Swenson. O mesmo Swenson começou a gravação de vídeos musicais para artistas como Patti Smith e os Ramones. E em 1978, fascinado pela cena punk de Nova York e apaixonado pela presença de Wendy no palco, Swenson montou uma banda em torno de Wendy, com os guitarristas Richie Stotts e Wes Beech, o baixista Chosei Funahara e o baterista Stu Deutsch. Rod e Wendy tiveram a idéia de criar uma banda de punk como nenhuma outra e assim nasceu o ‘Plasmatics’. E os alvos preferidos eram a hipocrisia, o sexismo, e mais particularmente o consumismo americano cujos ícones, TVs e automóveis, geralmente um cadillac, Wendy simbolicamente destruía no palco.

Wendy O. Williams A banda fez sua estréia no CBGB em 1978, e foi um impacto. O CBGB é um clube de música localizado em Manhattan, New York, e o nome completo é CBGB & OMFUG que significa: ‘Country, Bluegrass, and Blues and Other Music For Uplifting Gormandizers’. No começo do clube o público era realmente de country e blues assim como as bandas que se apresentavam. E desde 1965 havia o ‘Max's Kansas City’, o primeiro lugar de shows punks. Então em 1973, Hilly Kristal, proprietário do CBGB, abriu espaço também para o público do punk rock, e o lugar tornou-se muito conhecido como o berço do punk. E desde Alice Cooper e Kiss não tinha surgido uma banda teatral de rock como ‘Plasmatics’ com uma cantora sexy em calças apertadas de pele de leopardo e topless. Seu single de estréia ‘Butcher Baby’ foi gravada e vendeu bem, assim como 'Dream Lover’. A explosiva 'Butcher Baby’ foi definitivamente a coisa mais ruidosa que a gravadora ‘Stiff Records’ lançou no Reino Unido quando assinaram com a banda em 1980. Neste mesmo ano Wendy cortou seu cabelo em estilo moicano, algo que ela queria fazer muito antes da formação da banda, e não havia bandas com moicanos e nunca ninguém tinha visto uma mulher com este corte, e o resultado foi chocante. E seguiu-se uma entrevista muito divulgada em que Wendy disse: Eu quero dizer 'fuck you!’ a todas as empresas de cosméticos.

Wendy O. Williams Onde se apresentavam, o sucesso era garantido, mas alguns shows eram cancelados como o de Londres pois considerou-se perigoso o desejo da banda em detonar um carro no palco. Depois do fiasco de Londres, o grupo voltou para Nova York onde conseguiu explodir um Cadillac. No espaço de um ano, o ‘Plasmatics’ era cultuado nas apresentações em clubes de NY. Nem todos, contudo, apreciavam a fase em que Wendy cobrindo-se de creme simulava estar se masturbando. Em 1981 Wendy foi presa e brutalmente espancada por policiais depois de uma performance na boate ‘The Palms’ em Milwaukee. Arrancada do palco sob a acusação de obscenidade, por supostamente simular um ato sexual, uma vez fora do clube foi atirada ao chão e espancada até a inconsciência. Rod Swenson também foi arrastado atrás de um carro e espancado quando veio em seu auxílio. No prazo de 12 dias, ainda se recuperando de uma fratura no nariz, seios machucados e outras lesões, Wendy e a banda se apresentou para uma multidão em Milão.

plasmaticO ‘Plasmatics’ se separou em 1983 com quatro álbuns lançados: 'New Hope For The Wretched', 'Beyond The Valley of 1984', 'Metal Priestess', 'Coup d'Etat' e 'Maggots: The Record'. E Wendy seguiu carreira solo e sua estréia foi com o álbum ‘W.O.W’ de 1984 e produzido por Gene Simmons do Kiss. Paul Stanley é creditado na guitarra na faixa 6. Eric Carr na bateria da faixa 8. E Gene toca baixo no disco creditado como Reginald Van Helsing. Em 1985 a sua popularidade estava no auge e foi nomeada para um Grammy na categoria de melhor vocalista feminina de rock. Wendy também embarcou em uma carreira de atriz aparecendo em 'Macgyver', um seriado de TV. Em 1991 se aposentou da música, tornando-se uma proeminente defensora da saúde, trabalhando para uma cooperativa de alimentos naturais.

No mesmo ano Rod Swenson, que tornou-se seu companheiro, quando voltava para casa encontrou notas de suicídio e o corpo de Wendy na mata adjacente em uma área onde ela gostava de alimentar os animais selvagens. Varios esquilos ainda estavam em uma rocha próxima, onde ela tinha aparentemente os alimentado. Wendy morreu com um tiro na cabeça. Em uma das notas Wendy escreveu: ‘O ato de tomar a minha própria vida não é algo que eu estou fazendo sem muito ter pensado. Eu acredito que as pessoas não devem tomar suas próprias vidas sem uma reflexão profunda e ponderada ao longo de um período considerável de tempo. Eu acredito fortemente, porém, que o direito de fazê-lo é um dos direitos mais fundamentais que qualquer pessoa em uma sociedade livre deve ter. Para mim grande parte do mundo não faz sentido, mas meus sentimentos sobre o que estou fazendo me dizem alto e em bom som que estou indo para um lugar onde exista apenas calma. Amor para sempre, Wendy’.

club CBGBRod Swenson esclareceu: ‘Não foi um ato em um momento irracional, ela estava falando sobre tirar a própria vida por quase quatro anos. Ela estava no auge de sua carreira, mas descobriu que com a hipocrisia era dolorosamente difícil de lidar. Num certo sentido, ela era a pessoa mais forte e em outro a mais vulnerável. Ela atingiu o pico e não se importava mais de viver em um mundo em que ela estava desconfortável. Eu a amava além da imaginação. Ela era era a minha fonte de força, inspiração e coragem. A dor neste momento em perdê-la é inexplicável. Mal posso imaginar um mundo sem Wendy Williams. Para mim, esse mundo foi profundamente diminuído.’ Seu último comentário sobre Wendy foi um sentimento compartilhado por milhares de fãs ao redor do mundo. Uma noite de homenagem foi realizada no CBGB, o local onde tudo começou 20 anos atrás. Em uma época, final dos anos 70, e em um local, a cena punk de Nova York, onde chocar o público muitas vezes era a ordem do dia, poucas bandas tiveram o poder de indignar como os ‘Plasmatics’.


wendy o. williams

wendy o. williams - ready to rock


plasmatics - new hope for the wretched (2001)    plasmatics - beyond the valley of 1984 (1981)

New Hope for The Wretched (1980)    |    Beyond The Valley (1981)

Tracklist: New Hope for The Wretched
01. Tight Black Pants 02. Monkey Suit 03. Living Dead 04. Test Tube Babies 05. Won't You 06. Concrete Shoes 07. Squirm (Live) 08. Wan't You Baby 09. Dream Lover 10. Sometimes I 11. Corruption 12. Butcher Baby

Tracklist: Beyond The Valley
01. Incantation 02. Masterplan 03. Head Banger 04. Summer Nite 05. Nothing 06. Fast Food Service 07. Hit Man (live Milan) 08. Living Dead 09. Sex Junkie 10. Plasma Jam (live Milan) 11. Pig Is A Pig

plasmatics - metal priestess (1981)    plasmatics - final days (1982)

Metal Priestess (1981)    |    Final Days: Anthems for the Apocalpse (2003)

Tracklist: Metal Priestess
01. Lunacy 02. Doom Song 03. Sex Junkie (Live) 04. Black Leather Monster 05. 12 Noon 06. Masterplan (Live)

Tracklist: Final Days: Anthems for the Apocalpse
01. The Doom Song 02. Stop 03. Brain Dead 04. Masterplan05. Just Like On TV
06. Propagators 07. Uniformed Guards 08. Opus In Cm7 09. Lies 10. The Damned 11. A Pig Is A Pig 12. 12 Noon 13. Finale

plasmatics - WOW (1984)

W.O.W. (1984)

Tracklist
01. I Love Sex (And Rock and Roll) 02. It's My Life 03. Priestess 04. Thief in the Night 05. Opus in Cm7 06. Ready to Rock 07. Bump 'N' Grind 08. Legends Never Die 09. Ain't None of Your Business

domingo, 28 de novembro de 2010

doro pesch | warlock

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Doro Pesch A ex-modelo e deusa do heavy metal e hard rock alemão Doro Pesch é mais conhecida por seus anos como líder da banda ‘Warlock’, mas ela teve uma longa carreira solo e continuou a comandar uma fiel multidão de fãs, especialmente na Europa, depois da morte de ‘Warlock’. Nascida em Düsseldorf, e embora tenha crescido em um país onde o alemão é o idioma principal, ela tem feito a maior parte do vocal em inglês, algo que ela tem em comum com o ‘Scorpions’, ‘Accept’, e outras bandas alemãs. Na época, o heavy metal e hard rock eram muito machistas, mas graças a Lita Ford, Joan Jett, Cherie Currie da banda ‘The Runaways’; a Pat Benatar; as irmãs Ann e Nancy Wilson do ‘Heart’ e a Kelly Johnson e Gil Weston da banda ‘Girlschool’ entre outras, as garotas ficaram mais confortáveis com a idéia de vocalistas mais agressivas. Jett, Benatar, Ford e Ann Wilson do ‘Heart’ cantavam principalmente sobre o amor, romance e sexo. Então, quando Doro Pesch cantou letras sobre bruxas, demônios, fantasmas ou feiticeiros com ‘Warlock’ e o fez com tanta agressividade como Ozzy Osbourne e Ronnie James Dio, ela se destacou.

warlock-1985Em um prédio de uma antiga fábrica cerca de trinta bandas tiveram suas salas de ensaio. Uma dessas bandas era ‘Snakebite’ do baixista Frank Rittel, da vocalista Dorothee Pesch, do guitarrista Peter Szigeti e do baterista Michael Eurich. Com este line-up os primeiros shows não foram tão bem sucedidos como eles esperavam e se separaram frustrados. Apenas Doro e Peter Szigeti ficaram na banda. Tempos depois o guitarrista Rudy Graf foi convidado e uma nova chance foi dada ao baterista Michael Eurich. E assim, em 1983, nasceu ‘Warlock’ que seguia as linhas do Black Sabbath, Iron Maiden, Judas Priest e Ronnie James Dio. Depois de encontrar um novo baixista fizeram alguns shows na região de Düsseldorf que foram bem sucedidos e promissores. Para organizar corretamente a banda encontraram Peter Zimmermann que tinha muita experiência na cena heavy metal e usando o poder da persuasão conseguiram levá-lo à sala de ensaio. Depois de ouvir especialmente o vocal poderoso de Doro decidiu ser o empresário da banda. Foram organizados vários shows de sucesso e assinaram contrato com a gravadora belga 'Mausoleum'. Durante a gravação de demos para o primeiro álbum, descobriram que o baixista não era capaz e convenceram Frank Rittel a voltar.

Foi gravado ‘Burning The Witches’. Combinando as influências de bandas clássicas como Accept, Judas Priest e Motorhead, o álbum vendeu muito bem o que era notável para uma banda iniciante e se tornou um clássico instantâneo entre os fãs e críticos. Decisivo para as vendas do álbum foram às apresentações ao vivo. E Doro com sua potência vocal incrível se tornou um nome de peso no heavy metal. E a banda embarcou para a primeira turnê européia abrindo os shows para Dio. Pouco depois a banda voltou ao estúdio para gravar seu segundo álbum, ‘Hellbound’, desta vez com uma grande gravadora, ‘Phonogram’. E uma primeira mudança foram obrigados a fazer, substituindo o membro fundador, o guitarrista Rudy Graf por Niko Arvanitis. Destemidos voltaram ao estúdio para gravar ‘True As Steel’ que apesar de conter alguns hinos não foi elevado ao status de clássico como foi o caso dos dois primeiros. Retornaram a uma agitada agenda de turnês e o maior momento foi no festival ‘Castle Donnington Monsters Of Rock’, na Inglaterra, ao lado de Ozzy Osborne, Def Leppard e Motorhead.

Doro Pesch E foram novamente forçados a fazer mudanças. Os membros fundadores Peter Szigetti e Frank Rittel, dois alemães, foram substituídos por dois americanos Tommy Bolan na guitarra e Tommy Henrickson no baixo, ambos de Nova York já que Doro morava na cidade. E gravaram o álbum mais forte da banda, ‘Triumph And Agony’, seguido por uma bem sucedida turnê pelos EUA abrindo os shows para o ‘Megadeth’. Infelizmente, este é o lugar onde a história de ‘Warlock’ termina. Em 1988, após a turnê os membros da banda optaram por perseguir outros projetos. Doro, no entanto, continuou a escrever um novo capítulo como artista solo mantendo muitos dos fãs do heavy metal plenamente satisfeitos. O seu álbum solo de estréia, ‘Force Majeure’, foi lançado em 1989. Alguns anos depois, Doro Pesch e artistas similares sofreram um grande revés. Quando ícones do grunge 'Nirvana' e 'Pearl Jam' explodiram comercialmente em 1992, e, de repente, os estilos de metal e hard rock dos anos 80 estavam fora de moda. No entanto, Doro continuou a comandar um pequeno, mas leal grupo de seguidores, especialmente na Europa. Em 2000 ela fez o primeiro show nos Estados Unidos em dez anos, e saiu em turnê ao lado de Dio e Yigwie Malmsteen. Nesta época, a sua banda era composta por Nick Douglas no baixo, Johnny Dee na bateria e Joe Taylor na guitarra.

warlock - east meets west


warlock - burning the witches (1984)    

Burning The Witches(1984)    |    Hellbound (1985)

    warlock - triumph and agony (1987)

True as Steel (1986)    |    Triumph and Agony (1987)

Tracklist: Burning The Witches
01. Sign Of Satan 02. After The Bomb 03. Dark Fade 04. Homicide Rocker 05. Without You 06. Metal Racer 07. Burning The Witches 08. Hateful Guy 09. Holding Me

Tracklist: Hellbound
01. Hellbound 02. All Night 03. Earthshaker Rock 04. Wrathchild 05. Down And Out 06. Out Of Control 07. Time To Die 08. Shout It Out 09. Catch My Heart

Tracklist: True as Steel
01. Mr. Gold 02. Fight For Rock 03. Love In A Danger Zone 04. Speed Of Sound 05. Midnite In China 06. Vorwärts, All Right! 07. True As Steel 08. Lady In A Rock´n´Roll Hell 09. Love Song 10. Igloo On The Moon (Reckless) 11. T.O.L.

Tracklist: Triumph and Agony
01. All We Are 02. Three Minute Warning 03. I Rule The Ruins 04. Kiss Of Death 05. Make Time For Love 06. East Meets West 07. Touch Of Evil 08. Metal Tango 09. Cold, Cold World 10. Für Immer

doro - force majeure  (1989)    doro - the ballads (1998)

Force Majeure (1989)    |    The Ballads (1998)

doro - warrior soul (2006)    doro - fear no evil (2009)

Warrior Soul (2006)    |    Fear No Evil (2009)

Tracklist: Force Majeure
01. A Whiter Shade of Pale 02. Save My Soul 03. World Gone Wild 04. Mission of Mercy 05. Angels with Dirty Faces 06. Beyond The Trees 07. Hard Times 08. Hellraiser 09. I Am What I Am 10. Cry Wolf 11. Under the Gun 12. River of Tears 13. Bis Aufs Blut

Tracklist: The Ballads
01. In Freiheit Stirbt Mein Herz 02. You Got Me Singing 03. Children of the Night 04. Fall for Me Again 05. A Whiter Shade of Pale 06. Last Day of My Life 07. Fur Immer 08. I'll Make It on My Own 09. Enough for You 10. I'll Be Holding on 11. So Alone Together 12. Light in the Window 13. Alles Ist Gut

Tracklist: Warrior Soul
01. You're My Family 02. Haunted Heart 03. Strangers Yesterday 04. Thunderspell 05. Warrior Soul 06. Heaven I See 07. Creep Into My Brain 08. Above The Ashes 09. My Majesty 10. In Liebe Und Freundschaft 11. Ungebrochen 12. Shine On 13. Angel In The Dark 14. 1999

Tracklist: Fear No Evil
01. The Night Of The Warlock 02. Running From The Devil 03. Celebrate 04. Caught In A Battle 05. Herzblut 06. On The Run 07. Walking With The Angels 08. I Lay My Head Upon My Sword 09. It Kills Me 10. Long Lost For Love 11. 25 Years

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

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The RunawaysUma vez que todas eram adolescentes e estavam aprendendo a tocar seus instrumentos, ‘The Runaways’ banda de punk rock dos Estados Unidos da década de 70, por muitos, é freqüentemente rejeitada, considerada como sendo apenas uma jogada de marketing. Uns poucos, concordam que o gênero foi fundamental para o fracasso da banda. Para outros, manipuladas, foram vítimas de seus próprios exageros, fornecidos pelo produtor Kim Fowley que não estava disposto a perder e conseguiu atenção da mídia para a banda, principalmente explorando o visual de Cherie Currie, de 16 anos, com espartilhos reveladores e macacões agarrados. Mas no final, o som e a atitude das meninas foram extremamente importantes para pavimentar o caminho para as mulheres no rock’n’roll. E o volume de suas guitarras, tão alto quanto as dos meninos, produziram um clássico do manifesto rebelde feminino: ‘Cherry Bomb’. Por muitos músicos e críticos, ‘The Runaways’ é considerado um grupo feminino amplamente influente tanto no punk, como no pop, no rock e principalmente no movimento ‘Riot Grrrl’, um movimento político e feminista com foco musical.

Polticamente, a intenção do movimento era informar a mulher de seus direitos e incentivá-las a reivindicá-los. Uma das principais formas além de protestos foi o uso da música. O movimento surgiu na década de 90, como resposta às atitudes machistas punks. O principal ponto foi montar bandas de rock, com instrumentos pesados como baixo e guitarra com muitos efeitos e distorção, estilo e instrumentos considerados como masculinos. O termo surgiu quando Alison Wolfe, do ‘Bratmobile’, resolveu produzir um fanzine feminista chamado ‘Riot Grrrl’, onde se rebelava contra um dos dogmas sagrados do mundo do rock: garotas não sabem tocar guitarra, bateria, ou baixo tão bem quanto os garotos. Devido a essa postura, várias garotas sentiam-se desencorajadas. E as riot grrrls estavam lá e não faziam questão de serem bonitinhas, meigas, ou bem comportadas. Os programadores das estações de rádio determinavam limites para o número de canções com vocalistas femininas e as meninas do ‘The Runaways’ levantaram-se contra esse sistema de dominação masculina. Apesar do reconhecimento internacional, na Europa e no Japão, nos EUA as fãs do sexo feminino que também foram adolescentes na década de 70 não podiam entrar nos bares onde elas tocavam. A resistência que elas enfrentaram na indústria da música acompanhou a luta das mulheres em outras carreiras, entrincheiradas pelo poder masculino.

the runaways

O grupo começou quando a então guitarrista adolescente Joan Jett e a baterista Sandy West se conheceram através do produtor Kim Fowley e começaram a tocar juntas em 1975. Depois chamaram a baixista Micki Steele. Ao final do ano de 1975 estava formado o trio chamado ‘The Runaways’. Em 1976 a banda cresceu, entraram a guitarrista solo de dezesseis anos Lita Ford e a cantora principal Cherie Currie. Uma banda de rock com cinco mulheres, ainda mais adolescentes. E as pessoas simplesmente não sabiam lidar com esta banda de garotas. E os críticos as odiavam. Os jornalistas, o pessoal das rádios e os executivos ficaram furiosos com a idéia de garotas invadindo um espaço masculino. Até mesmo as mulheres jornalistas estavam irritadas pela simples existência da banda. Uma delas chegou a desprezar a banda chamando-as de ‘vagabundas inúteis’. Ignoradas nos EUA, foram abraçadas pelos punks na Europa e no Japão, onde eram populares o bastante para gravar um álbum ao vivo em 1977.

Dentro da banda, entretanto, os problemas só cresciam. O uso de drogas era desenfreado e a postura autoritária de Kim Fowley idem. Cherie Currie abandonou as companheiras em 1977 durante uma sessão de fotos promocionais e iniciou uma carreira solo e de atriz. O grupo posteriormente rompeu com Fowley, gravou mais dois álbuns e trocou várias vezes de baixista antes de se separar em 1979. Tudo mudou para as mulheres na música após ‘The Runaways’. No entanto, no final da década de 70, quando a banda foi extinta, o sentimento ainda era que não tinham sido totalmente aceitas ou levadas à sério pela indústria da música. E o grupo caiu rapidamente na obscuridade e as integrantes seguiram seus próprios caminhos. Joan Jett foi a mais bem sucedida, com uma série de sucessos, e foi a primeira artista do sexo feminino a abrir seu próprio selo, a ‘Blackheart Records’. Lita Ford também teve uma carreira solo brevemente bem sucedida. A estrada de Cherie Currie foi mais turbulenta. Ela gravou um álbum solo e conseguiu mais alguns papéis como atriz, mas também lutou contra o vício em drogas, que finalmente superou nos anos 80. Ela se tornou uma conselheira sobre vício em drogas, uma personal trainer e uma escultora com serra.

the runaways - cherry bomb


the runaways - the mercury anthology (2010)

Mercury Albums Anthology (2010)
CD 1: parte I  parte II
CD 2: parte I  parte II

Tracklist: CD 1
01. Cherry Bomb 02. You Drive Me Wild 03. Is It Day or Night? 04. Thunder 05. Rock & Roll 06. Lovers 07. American Nights 08. Blackmail 09. Secrets 10. Dead End Justice 11. Queens of Noise [Live] 12. California Paradise [Live] 13. All Right You Guys [Live] 14. Wild Thing [Live] 15. Gettin’ Hot [Live] 16. Rock N Roll [Live] 17. You Drive Me Wild [Live] [Live] 18. Neon Angels On the Road To Ruin [Live] 19. I Wanna Be Where the Boys Are [Live] 20. Cherry Bomb [Live] 21. American Nights [Live] 22. C’Mon [Live]

Tracklist: CD 2
01. Queens of Noise 02. Take It or Leave It 03. Midnight Music 04. Born To Be Bad 05. Neon Angels On the Road To Ruin 06. I Love Playin’ With Fire 07. California Paradise 08. Hollywood 09. Heartbeat 10. Johnny Guitar 11. Little Sister 12. Wasted 13. Gotta Get Out Tonight 14. Wait For Me 15. Fantasies 16. School Days 17. Trash Can Murders 18. Don’t Go Away 19. Waitin’ For the Night 20. You’re Too Possessive



joan jettJoan Jett é o nome artístico de Joan Marie Larkin. Em 2003 foi nomeada pela revista ‘Rolling Stone’ a 87ª melhor guitarrista de todos os tempos. Ela é conhecida mundialmente pelo hit ‘I Love Rock 'n Roll’ e também por outras músicas famosas como ‘Crimson and Clover’ e ‘Bad Reputation’. Joan Jett nasceu em Wynnewood, um subúrbio de Filadélfia, Pensilvânia. Quando sua família se mudou para Los Angeles, Joan interagiu com alguns de seus ídolos, incluindo Suzi Quatro, um das primeiras do rock feminino que tocava um instrumento. Suzi Quatro foi vital para a carreira de Joan, e Joan adotou muitas das qualidades de Suzi, incluindo o seu corte de cabelo e estilo. Joan foi ainda influenciada pelo estilo glam rock, que ela tanto adorava. Este gênero foi explosivo no Reino Unido e na Europa, mas nunca decolou nos EUA. E 'Rodney Bingenheimer's Disco' era o único lugar onde Joan podia ouvir este estilo de música. Quando o seu primeiro álbum solo autointitulado e realizado com o compositor e produtor Kenny Laguna foi rejeitado por 23 gravadoras, Jett fundou a sua própria gravadora. Com ajuda de Laguna, em 1980, Joan Jett formou o ‘The Blackhearts’ e relançou o álbum ‘Joan Jett’ com o nome ‘Bad Reputation’. Depois de um ano de turnês e gravações, a banda lançou o seu primeiro álbum chamado ‘I Love Rock 'n Roll’. O single com o mesmo nome é considerado pela Billboard, a 28ª maior música de todos os tempos. Seus álbuns considerados importantes: ‘Album’, ‘Flashback’ e ‘Fit to Be Tied: Great Hits by Joan Jett and the Blackhearts’.

joan jett and the blackhearts - activity grrrl


joan jett - album (1983)    joan jett - flashback (1993)    joan jett - fit to be tied (1997)

Album (1983)

Flashback (1993)
parte I  parte II

Fit to Be Tied (1997)
parte I  parte II

joan jett - video (I love rock n'roll)

Tracklist: Album (1983)
01. Fake Friends 02. Handyman 03. Everyday People 04. A Hundred Feet Away 05. Secret Place 06. Star Star 07. The French Song 08. Tossin’ And Turnin’ 09. Why Can’t We Be Happy 10. I Love Playin’ With Fire 11. Coney Island Whitefish 12. Had Enough

Tracklist: Flashback (1993)
01. Hide & Seek 02. Summertime Blues 03. Indian Giver 04. I Hate Long Good-Byes 05. Cherry Bomb Live With L7 06. Fantasy 07. Light Of Day 08. Gotcha 09. She Lost You 10. MCA (EMI) 11. Louie, Louie 12. Star, Star 13. Rebel, Rebel 14. Be My Lover 15. Bring It On Home 16. Play With Me 17. Activity Grrrl 18. Heartbeat 19. Stand Up For Yourself 20. Black Leather 21. Call Me Lightning 22. I Love Rock N’ Roll Early Version (with The Sex Pistols)

Tracklist: Fit to Be Tied - Great Hits by Joan Jett & The Blackhearts (1997)
01. Bad Reputation 02. Light of Day 03. Do You Wanna Touch Me?(Oh Yeah!) 04. Roadrunner 05. I Love Rock N’ Roll 06. Victim of Circumstance 07. Everyday People 08. I Hate Myself for Loving You 09. Crimson and Clover 10. Fake Friends 11. Make Believe 12. Cherry Bomb 13. Little Liar 14. World of Denial 15. Love is All Around



lita fordCarmelita Rossanna Ford nasceu em Londres e começou a tocar violão aos onze anos de idade. Quando a banda ‘The Runaways’ se separou o futuro de Lita Ford era incerto e ela trabalhou em vários empregos antes de Eddie Van Halen encorajá-la a pegar na guitarra novamente. Ela o fez e conseguiu um contrato com a gravadora Mercury, mas poucas pessoas perceberam sua estréia com o álbum ‘Out For Blood’. Lita ficou noiva de seu ídolo de infância, Tony Iommi do ‘Black Sabbath’, mas a relação azedou rapidamente como a sua associação com a gravadora. Com um novo rótulo ela foi capaz de lançar seu álbum mais vendido ‘Lita’ de 1988 devido aos hits ‘Kiss Me Deadly’ e ‘Close My Eyes Forever’, um dueto com Ozzy Osbourne. Os próximos álbuns foram uma decepção. Em 1994 ela se casou com o gigantesco Jim Gillette do estranho ‘Nitro’. Em 1997 tornou-se mãe. Em 2000 foi lançado ‘Greatest Hits Live’ que traz um show gravado de 1993, na Califórnia, durante a turnê de divulgação de seu último álbum de estúdio, ‘Dangerous Curves’. Lita e a banda de apoio impressionam.

Quando os machistas de plantão imaginaram que a maternidade tornou-se a sua grande paixão, pois nada mais foi gravado, é lançado ‘Wicked Wonderland’ em 2009. Opinião de um crítico sobre o álbum: ‘Prole criada, 51 anos nas costas, e eis que a loirinha retorna, com o marido ao lado, naturalmente’. E mais: ‘Existe como agravante o apelo sexual das letras, cuja vulgaridade é simplesmente ridícula em vários trechos, a ponto de se ficar imaginando a cara dos filhos da Lita ao ver a mamãezinha deles cantando esse lixo'. Lá atrás, com ‘The Runaways’ ainda adolescentes e tocando seus próprios instrumentos e cantando com franqueza e entusiasmo sobre sexo, bebida, e a vida nas ruas, Lita Ford e as demais incomodaram muitos. Elas eram 'vagabundas inúteis'. Trinta e cinco anos depois, para alguns, parece que essa percepção não mudou.

lita ford - back to the cave


 lita ford - lita (1988)    the best of lita ford (1992)    greatest hits live! (2000)

Lita (1988)
The Best of Lita Ford (1992)
Greatest Hits Live! (2000)

lita ford - video (kiss me deadly)

Tracklist: Lita (1988)
01. Back to the Cave 02. Can't Catch Me 03. Blueberry 04. Kiss Me Deadly 05. Falling In And Out Of Love 06. Fatal Passion 07. Under the Gun 08. Broken Dreams 09. Close My Eyes Forever

Tracklist: The Best of Lita Ford (1992)
01. What Do Ya Know About Love 02. Kiss Me Deadly 03. Shot Of Poison 04. Hungry 05. Gotta Let Go 06. Close My Eyes Forever 07. Larger Than Life 08. Only Women Bleed 09. Playin' With Fire 10. Back To The Cave 11. Lisa

Tracklist: Greatest Hits Live! (2000)
01. Nobody's Child 02. Larger Than Life 03. What Do You Know About Love? 04. Black Widow 05. Holy Man 06. Can't Catch Me 07. Falling In And Out Of Love 08. Bad Love 09. The Ripper 10. Close My Eyes Forever 11. Shot Of Poison 12. Hungry 13. Kiss Me Deadly 14. Rock Candy