stealers wheel - stuck in the middle with you Tracklist
‘Reservoir Dogs’ é a estréia de Quentin Tarantino como diretor e roteirista. O filme acontece em grande parte na sequência de um roubo de jóias que deu errado. O assalto real nunca é mostrado. Tarantino disse que o motivo foi inicialmente orçamental, mas que ele sempre gostou da idéia de não mostrá-lo. Ainda que não mostre o roubo propriamente dito, o filme retrata os eventos anteriores e posteriores ao malogrado roubo de diamantes realizado por cinco homens que não se conhecem e referem-se uns aos outros através de nomes de cores. Após o assalto os criminosos sobreviventes escapam para um armazém abandonado e tentam descobrir o que aconteceu, e decidem que deve haver um policial disfarçado no meio deles. Os flashbacks frequentes preenchem os detalhes do crime, contando a história de uma forma não-linear, que se tornaria o estilo de Tarantino influenciado por ‘The Kiling’ de Stanley Kubrick. Tarantino estava trabalhando em uma locadora de vídeo e querendo rodar o filme com seus amigos com um orçamento de US $ 30.000 em um formato de 16 mm com o produtor Lawrence Bender quando o ator Harvey Keitel se envolveu e concordou em atuar no filme e co-produzir. Harvey Keitel foi então escalado como Mr. White e com a ajuda dele, os cineastas foram capazes de levantar US$ 1,5 milhões para fazer o filme. ‘Reservoir Dogs' foi segundo Tarantino, sua versão de ‘The Kiling’ de Stanley Kubrick.
Ainda que não tenha havido muita publicidade sobre o seu lançamento, o filme teve um sucesso modesto nos EUA, o seu elenco foi elogiado por muitos críticos. Todavia, foi um sucesso no Reino Unido. Na verdade, o sucesso de ‘Reservoir Dogs’ deveu-se mais à popularidade de ‘Pulp Fiction’. 'Reservoir Dogs' tornou-se um clássico do cinema independente e um hit cult e passou a ser visto como um marco importante e inspirou muitos outros filmes e foi considerado fundamental no desenvolvimento do cinema independente. A revista ‘Empire’ o escolheu como o maior filme independente de todos os tempos. O próprio Tarantino faz um pequeno papel no filme, assim como Edward Bunker, escritor estadunidense de livros policiais. 'Reservoir Dogs' incorpora uma série de temas que se tornaram marcas do trabalho de Tarantino: criminalidade, violência (na cena do corte de orelha muitas pessoas saíram durante o filme), referências à cultura pop, constante uso de palavrões e narrativa não-linear.
Em ‘Reservoir Dogs’, Quentin Tarantino também definiu a estrutura de suas trilhas sonoras. Isto inclui o uso de trechos do diálogo do filme. A trilha sonora tem seleções de músicas dos anos 70. A estação de rádio ‘K-Billy's Super Sounds of the Seventies’ desempenhou um papel de destaque no filme. Para ser o DJ K-Billy (somente a voz) foi escolhido o comediante Steven Wright conhecido por sua voz nitidamente apática, lenta e inexpressiva e por suas piadas absurdas. O filme usa a música da década de 70. ‘Stuck In the Middle With You’ interpretada pela banda ‘Stealers Wheel’ foi a mais famosa. A música foi tocada na cena do corte de orelha em que Mr. Blonde (Michael Madsen) insulta e tortura um policial ao mesmo tempo em que canta e dança.
01. Dialogue By Steven Wright - And Now Little Green Bag...
02. George Baker - Little Green Bag
03. Dialogue By Steven Wright - Rock Flock Of Five
04. Bue Suede - Hooked On A Feeling
05. Dialogue By Steven Wright - Bohemiath
06. Joe Tex - I Gotcha
07. Bedlam - Magic Carpet Ride
08. Dialogue By Quentin Tarantino - Madonna Speech
09. Sandy Rogers - Fool For Love
10. Dialogue By Steven Wright - Super Sounds
11. Stealers Wheel - Stuck In The Middle With You
12. Bedlam - Harvest Moon
13. Dialogue By Harvey Keitel - Let's Get A Taco
14. Dialogue By Steven Wright - Keep On Truckin'
15. Harry Nilsson - Coconut
16. Dialogue By Steven Wright - Home Of Rock
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
reservoir dogs
terça-feira, 19 de julho de 2011
soundtrack by charlie chaplin
baixar Chaplin foi criado nos salões de música de Londres e sua música reflete essa origem. Os filmes de Chaplin eram em sua maioria mudos, por isso a música falou onde as palavras não podiam. O vagabundo Carlitos é provavelmente o personagem mais imitado. Há rumores de que o próprio Chaplin participou uma vez de um concurso de imitadores de Charlie Chaplin, e acabou ficando em 3º lugar. O asteróide 3623 Chaplin, descoberto pela astrônoma soviética Lyudmila Georgievna Karachkina em 1981, foi batizado em homenagem a ele. Em 1992, foi feito um filme sobre a sua vida, dirigido por Richard Attenborough e estrelado por Robert Downey Jr. e Geraldine Chaplin, a filha de Chaplin na vida real, interpretando sua própria avó. Charlie Chaplin 1910 Charles Spencer Chaplin nasceu nos arredores de Londres, Inglaterra. Seus pais eram cantores e atores com quem aprendeu a cantar. Quando se divorciaram, Charlie foi deixado aos cuidados da mãe Hannah, cada vez mais instável emocionalmente. O censo de 1891 mostra que Charlie morava com a mãe e seu meio-irmão Sydney. Quando uma crise de laringe ocorreu quando Hannah cantava em um teatro freqüentado por soldados, além de ser vaiada, foi gravemente ferida por objetos atirados no palco. Nos bastidores, enquanto sua mãe chorava, o pequeno Chaplin, com cinco anos, subiu ao palco e cantou ‘Jack Jones’, uma canção popular da época. Perdida a capacidade de cantar, Hannah conseguiu ganhar a vida costurando. Infelizmente, ela lentamente sucumbiu à doença mental, e quando Charlie tinha 7 anos de idade, ela foi confinada a um asilo e os dois irmãos foram mandados para um reformatório do governo para as crianças órfãs e abandonadas. Depois de dois meses, ela foi liberada e os três foram reunidos por um tempo. Um ano mais tarde, ela voltou para um novo tratamento e Charlie Chaplin viveu com seu pai alcoólatra e sua madrasta, em um ambiente tenso. Seu pai morreu de cirrose quando Chaplin tinha doze anos. Os irmãos unidos sobreviveram e ainda jovens foram atraídos pela música e ambos mostraram grande talento. A mãe de Chaplin morreu em 1928, em Hollywood, sete anos após ter sido levada para os Estados Unidos por seus filhos. Nigel Bruce, Sydney Chaplin e Charlie Chaplin no filme 'Limelight' de 1952 Os primeiros filmes de Chaplin usavam a fórmula padrão do estúdio, comédia pastelão e gestos exagerados. O vagabundo atacava agressivamente seus inimigos com chutes e tijolos. O público amava este novo comediante, apesar do alerta dos críticos de que as travessuras do personagem beiravam a vulgaridade. Logo depois, Chaplin se ofereceu para dirigir e editar seus próprios filmes. Em 1915, com a 'Essanay Studios', desenvolveu suas habilidades cinematográficas, adicionando novos níveis de sentimentalismo em seus filmes e também desenvolveu o seu próprio elenco, que incluía a heroína Edna Purviance e os vilões cômicos Leo White e Bud Jamison. Imigrantes de todos os lugares chegavam à América, e os filmes mudos eram capazes de transpor as barreiras da linguagem, sendo compreendidos por todos. Nesse contexto, Chaplin tornou-se o expoente máximo do cinema mudo. Charlie Chaplin e Albert Einstein ‘City Lights’ contém o mais perfeito equilíbrio entre comédia e drama. Apesar de ‘Modern Times’ ser um filme mudo, ele contém falas, geralmente provenientes de objetos inanimados, como rádios ou monitores de TV. Isto foi feito para o público da década de 30, que já não tinhal o hábito de assistir os filmes mudos. Além disso, foi o primeiro filme em que a voz de Chaplin é ouvida, no final do filme, a canção ‘Smile’, composta e cantada por ele próprio num dueto com Paulette Goddard. No entanto, para a maioria é considerado um filme mudo e o fim de uma era. O primeiro filme falado de Chaplin, ‘The Great Dictator’ (1940) foi um ato de rebeldia contra o ditador alemão Adolf Hitler e o nazismo, e foi lançado nos Estados Unidos um ano antes do país abandonar sua política de neutralidade e entrar na Segunda Guerra Mundial. Chaplin interpretou um papel duplo, de Adenoid Hynkel, ditador da ‘Tomânia’, e de um barbeiro judeu perseguido por nazistas. O filme também contou com a participação do comediante Jack Oakie no papel de Benzino Napaloni, uma sátira ao ditador italiano Benito Mussolini e do fascismo; e com Paulette Goddard, no papel de uma mulher no gueto. O filme foi visto como um ato de coragem no ambiente político da época. Controverso, na vida pessoal Chaplin em nada se assemelhava ao delicado vagabundo de atitudes angelicais. Chaplin orgulhava-se de ser bem-dotado sexualmente considerando-se uma máquina sexual e a seu pênis se referia como a oitava maravilha do mundo. Fascinado por mocinhas bem mais novas teve dezenas de mulheres. Em 1918, casou-se aos 28 anos de idade com Mildred Harris, que tinha então 16 anos. Tiveram um filho nascido deformado, que morreu três dias após o nascimento. O divórcio foi inevitável. Mais tarde, namorou por anos Peggy Hopkins Joyce. O relacionamento inspirou Chaplin a fazer o filme ‘A Woman of Paris’. Aos 35 e sozinho, apaixonou-se por Lita Grey, que tinha apenas 16 anos. Mesmo ela sendo muito jovem, casaram-se em 1924, no México, quando ela ficou grávida. Tiveram dois filhos, Charles Chaplin Júnior e Sydney. Divorciaram-se em 1926, por causa de brigas. Em 1936, aos 47 anos casou-se secretamente com Paulette Goddard, de 25 anos. Depois de alguns anos felizes, este casamento também terminou. Após a separação, Chaplin namorou Joan Barry, atriz de 22 anos. Esta relação durou anos e terminou quando Barry começou a perturbá-lo por ciúmes. Tempos depois, conheceu Oona O'Neill, filha do dramaturgo Eugene O'Neill. Casaram-se em 1943, ele tinha 54 anos enquanto ela somente 17. Este casamento foi longo e feliz. Oona, mesmo sendo ainda muito jovem, deu oito filhos a Charlie, o que o deixou em completa felicidade. O amor era tão grande que Oona cuidou dele até a sua morte. charlie chaplin - suite (the kid) Charlie Chaplin Essential Film Music Collection(2006) Personnel: Charlie Chaplin (Composer); Carl Davis (Composer); Carl Davis (Conductor); Wihan Quartet (Performer); Gareth Williams (Performer); City of Prague Philharmonic Orchestra (Orchestra); Jaromir Klepac (Performer); Lucie Svelhová (Performer) CD 1: Chaplin by Chaplin CD 2: Chaplin by Davis
O comediante Charles Chaplin foi um dos criadores mais originais da história do cinema, um superstar de comédias silenciosas e um dos grandes ícones do século 20. Além de ser um formidável escritor e compositor foi também um dos diretores mais talentosos da história e ator. Sua atuação notável de Carlitos, um simpático e sensível vagabundo em roupas mal ajustadas, sapatos largos e desgastados, chapéu-coco, bigode e bengala, ganhou a admiração das platéias de todo o mundo. Chaplin foi o cineasta mais importante da era do cinema mudo. Através de sua compreensão clara e sua capacidade de experimentação constante ele definiu a maioria das regras para a comédia do cinema que ainda estão sendo seguidas. Ele escreveu, dirigiu, produziu e atuou em quase todos os seus filmes mas, o que surpreende a maioria das pessoas é que ele também escreveu a música de seus filmes mais famosos: ‘The Kid’, ‘City Lights’, ‘Modern Times’, ‘The Great Dictator’ e ‘The Gold Rush’. E ele fez tudo isso sem nunca ter estudado música. Ele nunca aprendeu a ler música.
the kid | city lights | modern times | the great dictator
Influenciado pelo comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes, sua carreira durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações nos teatros do Reino Unido quando ainda criança até a sua morte aos 88 anos de idade. Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky. Chaplin não foi grande, ele foi gigantesco. Em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, ele trouxe ao mundo dilacerado pela guerra o dom da comédia, e depois com a Grande Depressão e ascensão de Hitler, através do riso trouxe prazer e alívio. Por sua inigualável contribuição ao cinema, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico e francês, pela Universidade de Oxford e pela Academia de Artes e Ciências.
Sydney Chaplin, seu irmão merece uma menção, pois ele foi uma influência fundamental no sucesso da carreira de Charlie e ele também fez sucesso como ator em filmes mudos. É bem possível que Sydney foi um filho ilegítimo. Charles Chaplin não menciona o pai de Sydney, em sua autobiografia de 1964. Os dois irmãos se uniram para encontrar um caminho para sair da pobreza extrema. O teatro foi a escolha lógica. Syd preparou Chaplin para o sucesso e o ajudou a conseguir seus primeiros papéis no teatro, já que Charlie mal conseguia ler Syd tinha que ajudá-lo a memorizar suas falas. Syd passou a trabalhar com a Companhia de Karno Fred em Londres, e depois se mudou para os Estados Unidos e começou sua carreira como ator na Companhia de Keystone, assim como Charlie. Enquanto o personagem de Charlie foi o famoso vagabundo, Syd encontrou o sucesso moderado com um personagem que ele criou chamado ‘Gussie’. Quando Charlie começou a experimentar o seu sucesso fenomenal Sydney desistiu de atuar por algum tempo para se tornar gerente de seu irmão além de trabalhar como ator em vários filmes de Charlie que sempre se referiu ao irmão como o principal contribuinte para o seu sucesso profissional. Algumas biografias citam que Syd ‘nunca se casou ou teve filhos’, uma maneira sutil de revelar a sua homossexualidade.
A primeira turnê de Chaplin aos Estados Unidos com o grupo do empresário de teatro Fred Karno foi em 1910 e depois em 1912. Na companhia de Karno estava Arthur Stanley Jefferson, que posteriormente ficaria conhecido como Stan Laurel, que se tornou famoso principalmente por seu trabalho com Oliver Hardy, com o qual formou a dupla cômica, no Brasil conhecidos como 'O Gordo e o Magro'. Chaplin e Laurel dividiam um quarto em uma pensão. Stan Laurel retornou à Inglaterra e Chaplin ficou nos Estados Unidos. Em 1913, a atuação de Chaplin foi vista pelo produtor, roteirista, ator e diretor de cinema Mack Sennett que o contratou para seu estúdio, a Keystone Film Company, para substituir o comediante Ford Sterling. Chaplin teve grande dificuldade em se adaptar ao estilo de atuação cinematográfica da Keystone e após a sua estréia no filme ‘Making a Living’, Sennett percebeu que cometera um grande erro. Foi lhe dada uma nova chance e Chaplin desenvolveu seu principal e mais conhecido personagem, o vagabundo.
Sydney Chaplin é o Kaiser, com Charlie Chaplin em ‘Shoulder Arms’ de 1918
Em 1916, a 'Mutual Film Corporation' pagou a Chaplin para produzir uma dúzia de comédias com controle artístico quase total. Praticamente todos os filmes de Chaplin produzidos na Mutual são clássicos. Edna Purviance continuou sendo a protagonista, e Chaplin adicionou Eric Campbell, um veterano nas óperas, Henry Bergman e Albert Austin ao seu elenco. Com o fim do contrato, em 1917, Chaplin assinou com a 'First National' que deu-lhe total controle criativo sobre a produção, para que ele pudesse se concentrar na qualidade. Chaplin foi ambicioso e expandiu alguns de seus projetos em longa-metragens, como o clássico ‘The Kid’ (1921), baseado em sua própria experiência quando ele e seu irmão foram mandados para um orfanato quando a mãe foi internada numa instituição mental.
Em 1919, Chaplin co-fundou a distribuidora 'United Artists' junto com a atriz e produtora Mary Pickford, com o ator Douglas Fairbanks e o diretor D. W. Griffith. O controle total da produção de seus filmes no seu próprio estúdio assegurou a independência de Chaplin como cineasta. Apesar dos filmes falados tornarem-se o modelo dominante logo após serem introduzidos em 1927, Chaplin resistiu a fazer um filme assim durante toda a década de 1930. Ele considerava o cinema uma arte essencialmente pantomímica. A ação é geralmente mais entendida do que palavras, ele dizia. Durante o avanço dos filmes sonoros, Chaplin produziu ‘City Lights’ (1931) e ‘Modern Times’ (1936) antes de se converter ao cinema falado. Esses filmes foram essencialmente mudos, porém possuíam música sincronizada e efeitos sonoros. 
O posicionamento político de Chaplin sempre foi de esquerda. Durante a era do macarthismo, Chaplin foi acusado de atividades anti-americanas como um suposto comunista, e J. Edgar Hoover tentou acabar com sua residência nos EUA. A pressão do FBI sobre Chaplin cresceu e alcançou um nível crítico no final da década de 40, quando ele lançou o filme de humor negro ‘Monsieur Verdoux’ (1947), considerado uma crítica ao capitalismo. O filme foi mal recebido e boicotado em várias cidades dos EUA, obtendo, no entanto, êxito na Europa. O Congresso ameaçou chamá-lo para um interrogatório público. Isso nunca aconteceu, provavelmente, devido à possibilidade de Chaplin satirizar os investigadores. Por seu posicionamento político, Chaplin foi incluído na lista negra de Hollywood. Em 1952, Chaplin deixou os EUA para o que pretendia ser uma breve viagem para a estréia do filme ‘Limelight’ em Londres. Hoover soube da viagem e negociou com o Serviço de Imigração para revogar o visto de Chaplin, exilando-o do país. Chaplin decidiu então permanecer na Europa, escolhendo morar em Vevey, Suíça.
Em 1972, Chaplin ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora pelo filme ‘Limelight’. Também foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e Melhor Ator em ‘The Great Dictator’ e novamente por Melhor Roteiro Original em ‘Monsieur Verdoux’. Durante seus anos ativos como cineasta, Chaplin expressava desprezo pelos Oscars; seu filho descreve que ele provocou a ira da Academia ao deixar seu Oscar de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. Isto talvez explique porque ‘City Lights’ e ‘Modern Times’, considerados por várias enquetes como dois dos melhores filmes de todos os tempos, nunca foram indicados a um único Oscar. Os últimos dois filmes de Chaplin, ‘A King in New York’ (1957) e ‘A Countess from Hong Kong’ (1967), foram produzidos em Londres. O último filme foi estrelado por Sophia Loren e Marlon Brando, e Chaplin fez uma pequena ponta no papel de mordomo, sendo esta a sua última aparição nas telas. Ele também compôs a trilha sonora de ambos os filmes, assim como a canção-tema, ‘This is My Song’ de ‘A Countess from Hong Kong’, cantada por Petula Clark, chegando a ser a canção mais popular do Reino Unido.
A saúde de Chaplin começou a declinar lentamente no final da década de 60. Por volta de 1977, já tinha dificuldade para falar, e começou a usar uma cadeira de rodas. Chaplin morreu dormindo aos 88 anos de idade em consequência de um derrame cerebral, na Suíça. Em 1978, seu cadáver foi roubado da sepultura por um pequeno grupo de mecânicos suíços, na tentativa de extorquir dinheiro da família. O corpo foi recuperado onze semanas depois. No cemitério, há uma estátua de Chaplin em sua homenagem. Em 1991, Oona O'Neill, sua quarta e última esposa, faleceu e foi sepultada ao lado do cineasta.

Mildred Harris | Peggy Hopkins Joyce | Lita Grey | Paulette Goddard | Joan Barry | Oona O'Neill
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CD 1
parte I parte II
CD 2
parte I parte II
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CD 1
parte I parte II
CD 2
parte I parte II
01. The Reel Chaplin (Part 1)
02. The Kid (1921)
03. Pay Day (1922)
04. The Gold Rush (1925)
05. The Circus (1928)
06. City Lights (1931)
07. Modern Times (1936)
08. The Great Dictator (1940)
09. Monsieur Verdoux (1940) Paris Boulevard
10. Monsieur Verdoux (1940) Bitter Tango
11. A king in New York (1957) Mandolin Serenade
12. A king in New York (1957) Weeping Willow
13. A Countess from Hong Kong (1967)
14. The Reel Chaplin (Part 2)
01. The Floorwalker (1916)
02. The Fireman (1916)
03. The Vagabond (1916)
04. One A.M. (1916)
05. The Count (1916)
06. The Pawnshop (1916)
07. Behind the Screen (1916)
08. The Rink (1916)
09. Easy Street (1917)
10. The Cure (1917)
11. The Immigrant (1917)
12. The Adventurer (1917)
sábado, 23 de abril de 2011
blow-up
Em uma tarde ele decide dar um passeio em um parque assustadoramente vazio onde observa um casal vagando à distância e decide tirar algumas fotos aleatórias para as páginas finais do seu último livro. E é perseguido por Jane (Vanessa Redgrave), que pede para ele devolver o rolo de filme, o que ele faz, dando-lhe um vazio. No laboratório ao examinar as fotos da misteriosa mulher em flerte com o amante ele encontra evidências de um assassinato, que mais tarde confirma ao encontrar o cadáver no parque. Depois as fotografias são roubadas e o cadáver desaparece. Através da investigação de Thomas, o cineasta faz uma outra leitura do ‘Swinging London’ e rejeita a sua imagem colorida mostrando algo mais escuro e menos florido com criaturas egoístas, superficiais e materialistas. A Londres de Antonioni é cruel e decadente. Os restos sobreviventes da segunda guerra mundial convivem ao lado de arranha-céus frios e geométricos por onde Thomas dirigi o seu lustroso conversível Rolls Royce enquanto observa pessoas cansadas geradas pelo pós-guerra em contraste com os jovens entediados como ele. Blow-Up (1966) Tracklist
Estréia de Herbie Hancock como compositor de cinema, ‘Blow-Up’ foi beneficiado pelo fato do diretor italiano ser um apaixonado pelo jazz. Consequentemente, Hancock foi capaz de recrutar um elenco de grandes nomes do jazz para ajudá-lo: os trompetistas Freddie Hubbard e Joe Newman, o saxofonista tenor Joe Henderson, Phil Woods no saxofone alto, o guitarrista Jim Hall, o contrabaixista Ron Carter, o pianista Paul Griffin e o baterista Jack DeJohnette. E com o grupo ‘Yardbirds’ de Jeff Beck e Jimmy Page, rendeu uma trilha sonora tão intrigante quanto o filme, um cult que capta através dos olhos de um fotógrafo de moda o sabor do ‘Swinging London’, termo usado para descrever a efervescência cultural e o modernismo de costumes da cidade de Londres, e dali para o mundo, durante a segunda metade dos anos 1960. Uma época em que a Inglaterra, com seu centro nervoso londrino, lançou ao mundo os mais importantes nomes da música, cinema, artes plásticas e teatrais, moda e comportamento. Os ‘Beatles’ o seu fenômeno maior, seguidos pelos ‘Rolling Stones’, ‘The Who’, ‘The Kinks’, o surgimento do 'Pink Floyd', e cantoras como Lulu, que de lá ganharam os EUA e o mundo, no que ficou conhecido como a 'British Invasion'.
O cineasta italiano Michelangelo Antonioni criou o personagem principal desta que foi mais uma de suas obras-primas baseada nos famosos fotógrafos britânicos David Bailey e Terence Donovan que com Brian Duffy, capturaram imagens, e de muitas maneiras ajudaram a criar a Swinging London na moda: uma cultura de alta moda e chic. Juntos, eles foram os primeiros fotógrafos de celebridades reais. Tanto o filme, quanto o álbum da trilha sonora foram gravados em 1966. O filme transformou-se em cult e o álbum que contém músicas raras de Hancock ficou esquecido por anos. Um álbum eclético com elementos de rock psicodélico, jazz, post-bop, free jazz e o pré jazz-rock. Um grande álbum para os fãs de Hancock e da atmosfera não-convencional do final dos anos 60.
Na primeira exibição, há muitos anos, eu achei ‘Blow Up’ uma chatice. Assistido pela segunda vez, muitos anos depois, o filme transcende a sua década. O caos dos anos sessenta, as grandes mudanças que se aproximavam e a rebelião da juventude à procura de um novo sentido. Michelangelo Antonioni era um ícone muito antes de começar sua estréia no idioma inglês com ‘Blow-Up’. Como jornalista de cinema e ex-documentarista, já havia criado uma série de filmes em sua Itália natal, que tratavam de temas como o tédio da classe média, a alienação social e a desumanização. E quando ‘Blow-Up’ alcançou a costa americana o sucesso comercial foi quase imediato por suas representações de sexo casual, casamento aberto, o flagrante uso de drogas e nudez explícita. É óbvio que o escândalo moral atraiu o público, mas também foi apresentado durante uma época significativa na história sócio-cultural norte-americana, na fase final da 'invasão britânica' e da popularização do movimento da contra-cultura norte-americana. E Antonioni foi celebrado como extremamente influente nas gerações futuras de cineastas, e foi repetido por Francis Ford Coppola, em ‘The Conversation’ (1974) e por Brian De Palma em ‘Blow Out’ (1981).
'Blow-up'é estrelado por David Hemmings como Thomas, um fotógrafo de moda materialista, entediado e impetuoso que não consegue se comunicar, se relacionar com pessoas e separar o real do imaginário devido ao seu hábito a um meio de comunicação representado apenas por imagens. Thomas apenas anseia expandir a sua conta bancária e suas posses. Para ele, a riqueza equivale à liberdade e não consegue entender aqueles que não compartilham com os seus apetites. E suas decisões são apressadas e controversas. Ele quer comprar uma loja de antiguidades enquanto a decoração de onde mora desmente o seu interesse por relíquias históricas. Ele está em constante movimento, de um lugar para outro, de uma situação para outra, incapaz de interagir e se concentrar em um único evento.
Vanessa Redgrave | David Hemmings
No momento, as fotografias do parque são a sua única interação real com a realidade. Mas também é fugaz. Ao final do filme Thomas não se preocupa mais com elas, assim como não se lembra de seus desejos momentâneos como possuir uma pintura que viu, ou de comprar a loja de antiguidades ou do braço quebrado da guitarra que recuperou de um concerto dos ‘Yardbirds’. As fotografias de Thomas retratam uma realidade encenada, seja através de modelos posando em trajes da moda ou das pessoas pós-guerra do lado decadente de Londres. A misoginia também é claramente atribuída a ele. Violento e superficial em suas atitudes agressivas em relação às mulheres, que ele vê como objetos e brinquedos sexuais. ‘Blow-Up’ é notável por sua interpretação da realidade e da ilusão.
A modelo está no chão. O dialogo entre ela e o fotógrafo é curto e ríspido. Após ele arrumar a roupa e analisar a modelo, Thomas pede a seu assistente que coloque alguma música. A música é jazz. Sensual. Ordena como ela deve se comportar e começa então a tirar fotos. Cada vez mais excitado se aproxima e acaricia o seu corpo. Pede então uma câmera com capacidade de uma aproximação melhor entre eles e ajoelha-se sobre ela. A câmera, como único meio de união entre os dois, dispara a todo momento. Seus corpos movimentam-se juntos. O clímax é inquestionável. A cena uma metáfora de uma relação sexual mediada por uma câmera fotográfica.
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01. Herbie Hancock - Main Title (Blow-Up)
02. Herbie Hancock - Verushka (Part 1)
03. Herbie Hancock - Verushka (Part 2)
04. Herbie Hancock - The Naked Camera
05. Herbie Hancock - Bring Down the Birds
06. Herbie Hancock - Jane's Theme
07. The Yardbirds - Stroll On
08. Herbie Hancock - The Thief
09. Herbie Hancock - The Kiss
10. Herbie Hancock - Curiosity
11. Herbie Hancock - Thomas Studies Photos
12. Herbie Hancock - The Bed
13. Herbie Hancock - End Title Blow-Up
14. Tomorrow - Am I Glad to See You
15. Tomorrow - Blow-Up
segunda-feira, 4 de abril de 2011
creation
Creation (2010) Tracklist
O naturalista e cientista Inglês do século XIX Charles Robert Darwin foi uma figura polêmica antes mesmo de publicar sua magnífica obra, ‘A Origem das Espécies’, em 1859. E é, até hoje, um herói para muitos e vilão para outros e seu famoso livro permanece em debate no século 21 como foi no século 19. Darwin revolucionou a biologia e desafiou dogmas da igreja. As suas teorias sobre a evolução humana e da seleção natural tirou o Homem do centro da criação divina e abriu caminho para a ciência moderna. ‘Creation’, o mais recente filme do cineasta britânico Jon Amiel, com forte desempenho de Paul Bettany (Charles Darwin), a sua esposa na vida real Jennifer Connelly (Emma Darwin), e a estreante Martha West (Annie Darwin), mostra uma imagem muito diferente de Darwin. Em vez da idéia ridícula difundida pela Igreja de um cientista diabólico que tenta destruir Deus, Darwin é retratado como um homem brilhante, atormentado por doenças, com profundas feridas emocionais, e sofre como todos aqueles que são vítimas da grande batalha ideológica do nosso tempo: a ciência versus religião.
Poucas revelações tiveram a força como as suas sobre a origem e a transformação do mundo animal, das plantas e, principalmente, da humanidade. Poucas revoluções tiveram esse poder. A prova de que a Terra é redonda é uma delas. Por anos se acreditou em uma Terra plana sustentada pelos ombros fortes de um titã que se apoiava sobre os cascos de tartarugas. Antes de Darwin acreditava-se na tese do criacionismo, versão religiosa de que Deus criou o homem, a mulher e os demais seres vivos de uma tacada só e exatamente como são agora e não evoluído de formas primitivas e comuns a todos os seres vivos, como sugeriu o cientista. Uma visão difundida por religiosos obscurantistas, e ainda hoje, assustadoramente, aceita pela maioria. Darwin explicou como a vida evoluiu na Terra e se tornou um herói da racionalidade. Um herói, que apesar do próprio drama psíquico e moral, venceu suas dúvidas e provocou uma revolução na história da humanidade. Veja Darwin em 10 perguntas e respostas
O roteiro do filme foi escrito pelo escocês John Collee e se baseia em ‘Annie's Box’, uma biografia escrita pelo ambientalista Randal Keynes, tataraneto de Charles Darwin e inspirado em seus próprios diários e cartas da família. A história da viagem dele é tão conhecida quanto à de Cristovâo Colombo. Charles Darwin tinha 22 anos quando embarcou em 1831 no pequeno navio de exploração científica H.M.S. Beagle em uma viagem pelo mundo. Observando diferentes espécies de tartarugas e de tentilhões, percebeu a diferenciação de espécies. Foi o passo inicial da teoria da evolução. Quando voltou à Inglaterra, cinco anos depois, trouxe na bagagem idéias que mudaram a geografia das espécies tanto quanto Colombo mudou a geografia terrestre.
O filme mostra trechos desta sua viagem, em especial sua passagem pela Argentina. Também aparecem o biólogo Thomas Huxley e o botânico Joseph Hooker, apoiadores das teorias de Darwin. A história do filme se passa no século XIX na pacata Down House, a casa de campo em que a família vivia na Inglaterra. Ali o cientista instalou seus laboratórios e criou dez filhos, entre eles a precoce Anne Darwin, que ainda pequena encantava o pai com seu interesse pelas plantas e animais. Darwin já havia rodado o mundo e escrevia sua obra quando Anne, aos dez anos morre. O episódio deprime o cientista e abre uma crise entre ele e sua esposa e também abala a fé do naturalista, o que aumenta os problemas entre Darwin e Emma, profundamente religiosa. Outro ponto dramático é a cena em que ele com o braço estendido toca com o indicador o indicador da macaca Jenny, que morre num dos momentos mais comoventes do filme. Cena que nos remete a ‘A criação de Adão’, de Michelangelo.
Em ‘Creation’, Darwin é humanizado pela melodias empáticas dominadas por piano, sopros e cordas. Escrita para uma orquestra de cordas, com solos notáveis para violino e piano, a música tem uma beleza melancólica, íntima, minimalista, em desacordo com as explosões indisciplinadas de orquestra de outros filmes do veterano norte-americano Christopher Young, que já tinha trabalhado com Jon Amiel anteriormente. Apesar de ser mais conhecido por suas composições em filmes de suspense e de terror, como ‘Hellraiser II’ e ‘Drag me to Hell’, pode parecer estranho colocá-lo no leme de um filme como este, mas Young sempre foi um compositor muito versátil e quando lhe é dada a oportunidade pode escrever algumas notas belíssimas como em ‘Murder in the First’, ‘The Shipping News’ e em ‘The Gift’.
Christopher Young pinta um retrato de Darwin como um homem pensativo, um intelectual em um mundo requintado e clássico, sua ilustre carreira acadêmica e sua trágica vida pessoal, especialmente seu relacionamento com sua filha e sua esposa. O resultado é apoiado em melodias de piano elegante, solo soberbo de violoncelo e orquestrações com flauta, oboé, metalofone, carrilhões e um gemido sutil de realejo que dá uma sensação etérea. No entanto, em ‘Struggle for Survival’ o resultado é dissonante, uma sequência de zumbidos com solos de violinos e acordes desarticulados de um piano que causam um efeito perturbador. Mas, ‘Creation’ é assim, uma história de tormentos profundos e prolongados. 
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01. Creation 02. Princess in The Sky 03. Unity in Form 04. Cunning Gunning 05. Pleasure Perfect 06. To Emma 07. Partly Part 08. The Treatment at Malvern 09. Struggle for Survival 10. The Giant Sloth of Punta Alta 11. Fuegan Children 12. You’ve Killed God, Sir 13. Knowing Everything I Now Know 14. Humiliy and Love
sábado, 12 de fevereiro de 2011
soundtrack by walt disney
Zé Carioca, um brasileiro em defesa dos EUA ev'rybody wants to be a cat - the aristocats (1970) ‘Fantasia’ de 1940 foi o terceiro longa-metragem de animação da 'Walt Disney Studios'. A trilha sonora do filme é composta por música clássica, interpretada pela Orquestra de Filadélfia, conduzida por Leopold Stokowski. ‘Fantasia’ é um clássico da história do cinema e Walt Disney quis para o espectador mais do que apenas um filme e para tornar a experiência perfeita usou, pelo menos, trinta alto-falantes colocados ao redor da área de filmagem. Disney viu o filme mais como um concerto de música clássica do que um desenho animado. ‘Fantasia’ teve sua estréia em 13 de Novembro de 1940, em Nova York, no Teatro Broadway. O objetivo do filme era tornar a música clássica comum a todos e alavancar a popularidade de Mickey Mouse, muito desgastada devido ao sucesso do Pato Donald, mas a intenção acabou falhando e ‘Fantasia’ foi inicialmente um fracasso financeiro, e quase levou Walt Disney à ruína, razão dos cortes de custo da produção em ‘Dumbo’. Um dos motivos para o desastre foi a necessidade de um sistema de som chamado ‘Fantasound’, único compatível com o filme, o que fez com que muitos cinemas deixassem de exibir ‘Fantasia’ devido ao alto custo do equipamento. Um outro motivo, foi o mercado europeu estar fechado devido a Segunda Guerra Mundial. O sucesso do filme acabou acontecendo na década de 60 quando os hippies o adotaram como favorito nas viagens psicodélicas no momento do uso de LSD e do haxixe. Fantasia (1940) Tracklist: CD 1 Tracklist: CD 2 Classic Disney: 60 Years of Musical Magic 1939-1998 Tracklist: CD 1 Tracklist: CD 02 Tracklist: CD 03 Tracklist: CD 04 Tracklist: CD 05
Walt Elias Disney nasceu em Chicago, e era um dos cinco filhos de Elias Disney e Flora Call Disney. Depois do seu nascimento a família Disney mudou-se para o Missouri, onde Walt viveu a maior parte da sua infância. Desde cedo demonstrou interesse pela arte. Para ganhar dinheiro vendia desenhos aos seus vizinhos. Estudou arte e fotografia em Chicago. Foi desenhista, cineasta e produtor cinematográfico. Com a falta de empregos foi fotógrafo, vendedor de jornais e refrescos, motorista de ambulância e finalmente ilustrador de cartazes. Daí para o desenho animado foi um pulo. Seu primeiro desenho foi o ‘Chapeuzinho Vermelho’. Em 1927, criou um camundongo, e Walt Disney escolheu o nome de ‘Mortimer’, mas sua esposa Lillian convenceu-o para que trocasse o nome para Mickey Mouse. O próprio Walt foi quem dublou a voz de Mickey Mouse durante vários anos. Depois vieram ‘Branca de Neve e os Sete Anões’, ‘Pinocchio’, ‘A Gata Borralheira’, e inúmeros outros. As suas histórias facilmente compreensíveis refletiam os valores médios da tradição americana. Admirado por crianças e adultos, com o tempo, seus filmes ganharam o status de clássicos. Walt Disney não teve influência de mestres, era apenas fã de tiras em quadrinhos nos jornais como Gato Félix e de propagandas; e foi assim que começou sua carreira como desenhista. E no cinema revolucionou ao dar forma humana aos animais. E criou um mundo de fantasia moralizante com finais felizes e com chavões como ‘o que importa é a beleza interior’ que rivalizava com o que praticava nos bastidores ao participar da ‘caça às bruxas’, denunciando funcionários e artistas como informante do FBI, enquanto se divertia com o que seria o embrião da Disneylândia, um trem de brinquedo que tinha dentro do estúdio. Com Walt Disney, luzes e sombras sempre caminharam juntas. Seu lema sempre foi ‘Keep moving forward’.
No período da Guerra Fria, após 1945, quando se intensificou a disputa entre a URSS e os EUA pela hegemonia mundial, surgiu nos EUA o fantasma do comunismo e criou-se um movimento que se caracterizou pela perseguição a pessoas suspeitas de serem simpatizantes do Partido Comunista. E atingiu, principalmente, os meios intelectuais e artísticos. Os suspeitos tinham seus nomes colocados numa lista negra. Acusados de praticar atividades antiamericanas, eram convocados a prestar depoimentos na ‘Comissão de Assuntos Antiamericanos’. Cercado de câmeras, em audiências públicas, o indiciado era obrigado a retratar-se perante a nação. Milhares de americanos foram vítimas, entre eles Charles Chaplin, que se exilou. Do lado anticomunista, os ilustres colaboradores da comissão foram John Wayne, Ronald Reagan e Walt Disney.
Walt Disney não foi apenas o pai de Mickey e Donald, o produtor de Branca de Neve, Bambi, Dumbo e Pinóquio e o genial inventor da Disneylândia. Durante 26 anos, forneceu aos agentes do governo americano relatórios das estrelas de Hollywood, dos sindicatos de técnicos e das associações de artistas, roteiristas, produtores e escritores sobre atividades consideradas subversivas. A atuação de Disney como informante do FBI foi divulgada inicialmente pelo escritor Marc Eliot em ‘O príncipe sombrio de Hollywood’, que traz uma análise de informações produzidas pelo próprio órgão estatal. Para acessar o dossiê, Marc Eliot recorreu ao ‘Freedom of Information Act’, um dispositivo legal que autoriza qualquer cidadão americano a ter acesso aos arquivos de uma administração.
Segundo os dados obtidos, a parceria com o FBI começou em 1940, quando Disney tinha 39 anos. Nessa época, o chefe do FBI, John Edgar Hoover, colecionador inveterado de segredos de alcova, assuntos de família e fofocas de todo tipo, se propôs a ajudar Disney na busca por sua árvore genealógica. O assunto era um tormento para o animador desde a adolescência. Devido aos castigos impostos pelo severo pai, Walt Disney depois de descobrir que não tinha uma certidão de nascimento, alimentou a idéia de que era filho adotivo. Acreditando nisso, ele fez inúmeras pesquisas para encontrar suas origens, todas sem resultado. A oferta do FBI era uma ótima oportunidade para finalmente atingir seu objetivo. Em troca do esforço dos agentes, Disney tornou-se informante. O acordo levou dois investigadores americanos à cidade de Mojacar, na Espanha, em busca do atestado de nascimento. Eles encontraram o registro de uma criança, nascida por volta de 1890, cuja mãe teria sido Isabel Zamora Ascencio e o pai, um notável chamado José Guirao que não assumiu a relação com a amante. Isabel Zamora teria embarcado para a América e Disney seria, na verdade, o pequeno José, nome de batismo do bebê espanhol. Pura especulação, mas as informações foram habilmente utilizadas por Hoover para manter estreitos laços com o cineasta.
A relação tornou-se interessante para ambos, e Disney recorreu à polícia federal contra os sindicatos e, em outro nível, para quebrar o monopólio das grandes companhias cinematográficas. Para ele, os sindicatos eram comunistas e as empresas, a expressão de um complô tramado por imigrantes do leste europeu. Em 1941, Disney realizou uma de suas obras-primas, ‘Fantasia’. O filme, protagonizado por Mickey Mouse, foi um fracasso de público e o cineasta atribuiu a uma ‘conspiração sindical’ quando seus funcionários entraram em greve por melhores condições de trabalho. A briga durou vários meses. Por fim, todos os líderes sindicais foram demitidos, e Disney aproveitou a ‘Huac’, Comissão de Investigação sobre as Atividades Antiamericanas, para pedir investigação dos militantes. Por vingança, perseguiu os sindicalistas durante anos, mas foi obrigado a readmitir alguns após processos jurídicos.
Em 1944, ele participou da fundação da ‘Motion Picture Alliance’, organização a serviço do anticomunismo que agrupou a nata dos conservadores, entre eles, o milionário e magnata da imprensa, William Randolph Hearst, e os astros John Wayne e Gary Cooper. No mesmo ano, Disney dirigiu-se ao Congresso dos Estados Unidos, solicitando à ‘Huac’ que estudasse a indústria do filme que abrigava comunistas que trabalhavam na divulgação de idéias e de crenças antiamericanas. O clima de inquisição em Hollywood estava criado. Em 1947, a ‘Huac’ investigou um grupo de escritores de esquerda conhecido como ‘Os dez de Hollywood’. Por se recusarem a responder às perguntas sobre uma eventual ligação com o partido comunista, eles tiveram suas carreiras prejudicadas e alguns cumpriram pena de prisão. Convocado para depor perante os políticos, no mesmo dia de Gary Cooper, Disney afirmou que tinha comunistas infiltrados nos estúdios e citou nomes. A sua postura anticomunista não escapou à União Soviética, que proibiu os seus filmes em todo seu território. Em reação a essa sanção, o artista recebeu uma placa de bronze da Câmara do Comércio de Los Angeles. No clima de perseguição, Disney também participou ativamente do ‘Communist Pictures’, um grupo dedicado a localizar subversivos. Entre os adeptos estava um canastrão de quinta categoria e futuro presidente: Ronald Reagan. Militante sindicalista, Reagan optou por colaborar com as investigações e fornecer aos agentes as listas de militantes ou simpatizantes do comunismo.
O clima se agravou em 1950, com a popularidade do senador Joseph MacCarthy, anticomunista fervoroso. E dossiês foram analisados no Congresso americano e o termo ‘macarthismo’ passou a definir a política de perseguição sistemática aos partidários da esquerda. Toda pessoa que se recusasse a comparecer aos depoimentos era automaticamente fichada. Vários artistas e escritores foram espionados. Uma vítima célebre dessa caçada foi Charles Chaplin, cujos protestos contra a histeria anticomunista irritavam Disney. Apesar de sua fama, o criador de Carlitos não escapou das perseguições, que o obrigaram ao exílio na Europa enquanto o chefão do FBI nomeou Disney agente especial, o que fez dele um informante de confiança. A lua-de-mel de Hoover e Disney foi finalmente encerrada em 1956. Disney passou de colaborador à vítima do chefão do FBI. Até hoje, a família de Disney nega a sua participação no ‘macarthismo’, sob o argumento de que ele seria apenas um ‘contato’ do FBI. Nenhum processo foi aberto contra o livro de Marc Eliot, um forte indício de que as informações divulgadas estão corretas. Vítima de câncer, Walt Disney faleceu em 1966, aos 65 anos, em Los Angeles, na Califórnia. Diz a lenda, propagada por ‘replicantes’ de e-mails, que Disney após descobrir que tinha uma doença incurável, teria solicitado que congelassem o seu corpo até que fosse descoberta a cura para a doença. Não, Walt Disney não foi congelado.
Em plena Segunda Guerra Mundial, Walt Disney desembarcou no Brasil para colaborar com a 'política da boa vizinhança'. À época, o governo Getúlio Vargas flertava com o Eixo, em detrimento dos Aliados, e os Estados Unidos adotaram uma campanha para ampliar sua influência política, econômica e cultural no país. Entre as iniciativas para aproximar as duas nações, estavam o impulso à carreira de Carmem Miranda e a viagem de 15 dias de Disney ao Rio de Janeiro. A missão do artista, instruído cuidadosamente por Nelson Rockefeller, diretor da influente Secretaria para Assuntos Interamericanos, era ganhar a simpatia dos brasileiros e o resultado foi a criação de Zé Carioca. O papagaio estreou no filme ‘Alô, amigos’ de 1942, em que ciceroneava o Pato Donald pelo país. A passagem pela América Latina ainda rendou outros dois personagens: o Gauchinho Voador, representante da Argentina, e o galo mexicano Panchito. Todos se tornaram bons amigos de Donald, simbolizando o que deveria ser a relação com os norte-americanos.
phil harris 
CD 1 CD 2
01. Toccata And Fugue In D Minor, BWV 565 (Bach)
02. The Nutcracker Suite, Op. 71A, Dance Of The Sugar Plum Fairy (Tchaikovsky)
03. The Nutcracker Suite, Op. 71A, Chinese Dance (Tchaikovsky)
04. The Nutcracker Suite, Op. 71A, Dance Of The Reed Flutes (Tchaikovsky)
05. The Nutcracker Suite, Op. 71A, Arabian Dance (Tchaikovsky)
06. The Nutcracker Suite, Op. 71A, Russian Dance (Tchaikovsky)
07. The Nutcracker Suite, Op. 71A, Waltz Of The Flowers (Tchaikovsky)
08. The Sorcerer's Apprentice (Dukas)
09. Rite Of Spring (Stravinsky)
01. Symphony No. 6 ("Pastoral"), Op. 68, I Allegro Ma Non Troppo (Beethoven)
02. Symphony No. 6 ("Pastoral"), Op. 68, II Andante Molto Mosso (Beethoven)
03. Symphony No. 6 ("Pastoral"), Op. 68, III Allegro/IV Allegro/V Allegretto (Beethoven)
04. Dance Of The Hours From The Opera "La Gioconda" (Ponchielli)
05. A Night On Bald Mountain (Mussorgsky)
06. Ave Maria, Op. 52 No. 6 (Schubert)
CD 1 CD 2 CD 3 CD 4 CD 5
01. Aladdin (1992) - A whole new world
02. The Lion King (1994) - Circle of Life
03. Beauty and the Beast (1991) - Beauty and the Beast
04. The Little Mermaid (1989) - Under the Sea
05. The Lion King (1994) - Hakuna Matata
06. The Little Mermaid (1989) - Kiss the Girl
07. The Lion King (1994) - I Just cant Wait to be King
08. The Little Mermaid (1989) - Poor Unfortunate Souls
09. Mary Poppins (1964) - Chim Chim Cher-Ee
10. Mary Poppins (1964) - Jolly Holiday
11. Mary Poppins (1964) - A Spoonful of Sugar
12, The Parent Trap (1961) - Let's get Together
13. The Monkey's Uncle (1965) - The Monkey's Uncle
14. Summer Magic (1963) - The Ugly Bug Ball
15. Walt Disneys Wonderful World Of Color (1961) - The Spectrum Song
16. The Jungle Book (1967) - Colonel Hathi's March
17. 20,000 Leagues Under the sea (1954) - A Whale of A Tale
18. Peter Pan (1953) - You Can Fly!You Can Fly!You Can Fly!
19. Cinderella (1950) - The Work Song
20. Cinderella (1950) - A Dream is a Wish Your Heart Makes
21. Song of the south (1946) - Zip-A-Dee-Doo-Da
22. Fantasia (1940) - Dance of the Reed Flutes
23. Bambi (1942) - Love is a Song
24. Snow White and the Seven Dwarfs (1937) - Some Day My Prince Will Come
25. Mickey Mouse Theme Song (1930) - Minnies Yoo Hoo
01. Beatuty and The Beast (1991) - Be our Guest
02. The Lion King (1994) - can you feel the love tonight
03. The Little Mermaid (1989) - Part of Your World
04. Aladdin (1992) - One Jump Ahead
05. Beauty and the Beast (1991) - Gaston
06. Beauty and The Beast (1991) - Something There
07. Mary Poppins (1964) - Supercalifragilisticexpialidocious
08. Pete's Dragon (1977) - Candle on the Water
09. Disneyland (1979) - Main Street Electrical Parade
10. BedKnobs and Broomsticks (1971) - The Age of not Believing
11. The Jungle Book (1967) - The Bare Necessities
12. Mary Poppins (1964) - Feed the Birds
13. The Fox and The Hound (1981) - Best of friends
14. Mary Poppins (1964) - Let's go fly a Kite
15. New York's World Fair (1963) - It's a Small World
16. Disneyland (1963) - The Tiki,Tiki,Tiki Room
17. Mickey Mouse Club (1955) - Mickey Mouse Club March
18. Summer Magic (1963) - On The Front Porch
19. Peter Pan (1953) - The Second Star To the Right
20. Song of the South (1946) - Evrybody Has a Laughin Place
21. Cinderella (1950) - Bibbidi-Bobbidi-Boo
22. Cinderella (1950) - So This is Love
23. Pinocchio (1940) - When You Wish Upon A Star
24. Snow White and the Seven Dwarfs (1937) - Heigh-ho
25. Three Little Pigs (1933) - Who's Afraid of the Big Bad Wolf
01. Pocahontas (1995) - Colors of the Wind
02. Toy Story (1995) - You've Got a Friend in ME
03. The Lion King (1994) - Be Prepared
04. The Hunchback of Notre Dame (1996) - Out There
05. James and the Giant Peach (1996) - Family
06. The Little Mermaid (1989) - Les Poissons
07. Pocahontas (1995) - Mine,Mine,Mine
08. The Nightmare Before Christmas (1993) - Jack's Lament
09. James and The Giant Peach (1996) - My Name is James
10. Winnie the Pooh (1968) - Heffalumps And Woozies
11. Beauty and the Beast (1991) - The Mob Song
12. BedKnobs and Broomsticks (1971) - Portobello Road
13. Mary Poppins (1964) - Stay Awake
14. The Jungle Book (1967) - I Wanna Be Like You
15. Robin Hood (1973) - Oo-De-Lally
16. The Happiest Millionaire (1967) - Are We Dancing
17. Sleeping Beauty (1969) Once Upon a Dream
18. Lady and The Tramp (1955) - Bella Notte
19. Peter Pan (1953) - Following the Leader
20. The Jungle Book (1967) - Trust in Me
21. Davey Crockett (1955) - The Ballad of Davey Crockett
22. The Wonderful World of Color (1961) - I'm Professor Ludwig von Drake
23. Dumbo (1941) - Pink Elephants on Parade
24. Bambi (1942) - Little April Shower
25. Snow White and the Seven Dwarfs (1937) - The Silly Song
01. Hercules (1997) - One Last Hope
02. The Hunchback Of Notre Dame (1996) - A Guy Like You
03. A goofey Movie (1995) - On The Open Road
04. Pocahontas (1995) - Just Around the River Beend
05. Beatuy and The Beast/Broadway Musical (1994) - Home
06. Disneyland (1992) - Fantasmic!
07. The Nightmare Before Christmas (1993) - Oogie Boogie's song
08. Toy Story (1995) - I Will Go Sailing No More
09. BedKnobs and Broomsticks (1971) - Substitutiary Locomotion
10. Mickey Mouse Club (1956) - Stop Look Listen-I'm No Fool
11. Robin Hood (1973) - Love
12. The Aristocats (1970) - Thomas Omalley Cat
13. The Jungle Book (1967) - Thats What Friends Are for
14. Winnie The Pooh and The Honey Tree (1966) - Winnie The Pooh
15. Summer Magic (1963) - Feminity
16. The One and Only.Genuine,Original Family Band (1968) - Ten Feet Off The Ground
17. Lady and The Tramp (1955) - The Siamese Cat
18. In Search of the Castaways (1962) - Enjoy it!
19. WaltDisney Wonderful World of Color (1961)- Although I dropped $100,000]
20. Pinnochio (1940) - Give Alittle Whistle
21. Cinderella (1950) - Oh,Sing Sweet Nightingale
22. Sleeping Beauty (1959) - I Wonder
23. Bambi (1942) - Looking for Romance(I Bring You a Song)
24. Dumbo (1941) - Baby Mine
25. Snow White and the Seven Dwarfs (1937) I'm Wishing-One Song
01. Mulan (1998) - I'll Make a man out of You
02. Hercules (1997) - I Wont Say(I'm in Love)
03. The Hunchback of Notre Dame/Broadway Musical (1996) - God Help The Oucasts
04. Beauty and The Beast (1994) - If I cant Love Her
05. Pocahontas (1995) - Steady as The Beating Drum
06. Beauty and the Beast (1991) - Belle
07. Toy Story (1995) - Strange Things
08. 101 Dalmations live action (1996) - Cruella DeVille
09. James and The Giant Peach (1996) - Eating The Peach
10. Newies (1992) - Seize The Day
11. The Nightmare Before Christmas (1993) - Whats This
12. So Dear To My Heart (1949) - Lavender Blue(dilly dilly)
13. Winnie The Pooh and the Blustery Day (1968) -The Rain,Rain,Rain came Down,Down,Down
14. BedKnobs and Broomsticks (1971) - A Step in the Right Direction
15. Pete's Dragon (1977) - Boo Boo Bopbop Bop(I love you,too)
16. Pirates of the carribean (1967) - Yo HO (a Pirates Life for Me)
17. The Jungle Book (1967) - My own Home
18. The Aristocats (1970) - Ev'rybody wants to be a cat
19. Alice in Wonderland (1951) - In A World Of My Own
20. The Three Cabelleros (1945) - You Belong to My Heart
21. In The Bag(1956) - Humphery Hop
22. Lady and the Tramp (1955) - He's a Tramp
23. Song of The South (1946) - Song Of The South
24. Dumbo (1941) - When I See An Elephant Fly
25. Pinocchio (1940) - I've Got No Strings
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
lost in translation
the jesus and mary chain - just like honey Tracklist
‘Lost in Translation’ é um filme de Sofia Coppola sobre o desencanto que com suavidade vai dando lugar ao encantamento. Um filme sensível que nos leva a refletir sobre a solidão e o amor repentino. ‘Lost In Translation’ é sobre estar sozinho em meio à multidões. O filme explora temas como a solidão, a alienação, a insônia, o tédio existencial, e choque cultural no contexto de uma paisagem urbana moderna. Tal é o caso de Bob Harris (Bill Murray) e Charlotte, ilhados em Tóquio, e que formam uma aliança inesperada. Bob e Charlotte se sentem à deriva na cidade cheia de neon. Sozinhos em seus respectivos quartos de hotel perguntam-se por que estão ali. Através de amplas janelas envidraçadas do hotel, Charlotte, casada com John (Giovanni Ribisi), um fotógrafo bem sucedido, observa a selva de pedra e busca conforto, imersa no silêncio solitário que é a sua vida. Recém formada e frustrada com o casamento recente encontra Bob Harris (Bill Murray), um conhecido ator em crise da meia idade, mergulhado em um casamento emocionalmente atrofiado e que está em Tóquio para um comercial do uísque ‘Suntory’. Cada um é percebido pelo outro sem o saber, e quando se encontram, entre diferenças e semelhanças, se identificam e a harmonia é fácil e imediata. São duas almas perdidas com quase o mesmo temperamento e nível de depressão, e eles se atraem instintivamente e com alívio. E começam um laço de amizade através de aventuras pela cidade, enquanto experimentam as diferenças entre a cultura japonesa e a americana, e entre as suas próprias gerações. E a solidão é compartilhada em meio ao caos de belas imagens de Tóquio, megalópole invadida por McDonald's, cassinos e Coca-Cola.
Depois de fazer uma estréia surpreendente na direção com sua adaptação para as telas de ‘The Virgin Suicides’, Sofia Coppola oferece uma história de amor e amizade que floresce em circunstâncias improváveis neste drama e comédia. Uma história discreta, ao mesmo tempo delicada e tranqüila, mas emocionalmente penetrante que contém uma infinidade de sentimentos que revelam a profundidade da infelicidade. ‘Lost in Translation’ recebeu elogios da crítica e Bill Murray foi indicado ao Oscar. Sofia Coppola também recebeu uma indicação de melhor diretor e recebeu o prêmio de melhor roteiro original. Além de ser um excelente filme, ‘Lost in Translation’ é famoso por sua trilha sonora. A música serve como a terceira estrela da imagem que define a atmosfera e os sentimentos de saudade que elas evocam, juntamente com a beleza da tristeza. Refletem as emoções e estados de espírito ao longo do filme e essas emoções estão preservadas na trilha sonora. Com uma excelente coleção de músicas, ‘Lost in Translation’ prova mais uma vez que o talento considerável de Coppola se estende além de roteirista e da cadeira de diretora. E como Tarantino, o que ela tem é um ouvido extraordinário para a música e como pode trabalhar em conjunto com o filme.





01. Yellow Generation - Intro - Tokyo
02. Kevin Shields - City Girl
03. Sebastian Tellier - Fantino
04. Squarepusher - Tommib
05. Death In Vegas - Girls
06. Kevin Shields - Goodbye
07. Phoenix - Too Young
08. Happy End - Kaze Wo Atsumete
09. Brian Reitzell & Roger J. Manning Jr. - On The Subway
10. Kevin Shields - Ikebana
11. My Bloody Valentine - Sometimes
12. Air - Alone In Kyoto
13. Brian Reitzell & Roger J. Manning Jr. - Shibuya
14. Kevin Shields - Are You Awake?
15. The Jesus And Mary Chain - Just Like Honey
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
betty blue
gabriel yared - betty et zorg Tracklist
‘Betty Blue’, como ficou conhecido, é um drama erótico, sombrio, assustador e cheio de violência ou sexo. De 1986, ‘Bety Blue’ foi um grande sucesso, recebeu vários prêmios internacionais, incluindo uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro e imortalizou o seu diretor, o francês Jean-Jacques Beineix. Seu título original é ’37,2° Le Matin’. 37,2°C ou 99ºF é a temperatura normal de uma mulher grávida pela manhã. O filme foi baseado no livro de mesmo nome do escritor francês Philippe Djian que escreve com humor irônico, em um cenário não identificado, sobre a intimidade pessoal e sexual de desajustados como Betty Blue (Béatrice Dalle), uma mulher encantadora, com um transtorno de humor grave, mentalmente desequilibrada e agressiva sexualmente que conquista o amor de Zorg (Jean-Hugues Anglade). Amantes apaixonados vivem em um barraco na praia. Ele faz vários serviços braçais para pagar as contas. Ela deixou seu último emprego como garçonete, porque estava sendo assediada sexualmente por seu chefe. Depois de uma semana de apaixonado relacionamento, durante uma briga, Betty acidentalmente descobre uma série de cadernos que contêm um romance que Zorg escreveu anos atrás. E ela toma para si a missão de publicá-lo enquanto a devoção à Zorg torna-se uma destrutiva relação obsessiva.
Combinando suspense, comédia, erotismo e ironia, Jean-Jacques Beineix molda a realidade ao seu gosto, tornando-a mais bizarra em um mundo de malucos. E Betty pode ser nada mais do que uma invenção da mente imaginativa de Zorg, uma personagem do romance que está escrevendo para recuperar algum sentido de estar vivo. E Betty, ferozmente independente, completa Zorg em todos os sentidos. Com 20 anos de idade, é apaixonada por tudo, mas ainda é uma criança, faz birras quando as coisas não saem do seu jeito e quando explode em raiva intensa por não alcançar os resultados desejados é auto-destrutiva e parte para a auto-mutilação. Desde o início, essa força instável ficou clara à Zorg, mas apaixonado, ele apenas observou a descida de Betty à loucura. Depois vieram as suas tentativas desesperadas para proteger este amor frágil. Ele a ama incondicionalmente, e faz de tudo para mantê-los juntos e não voltar à sua vida vazia de solitário. E age como louco, como Betty, para tentar salvá-la e a eles. Afinal, ela é a única que acredita nele, e a sua presença alegra e anima a sua vida de várias maneiras.
A sedutoramente vampiresca atriz francesa Béatrice Dalle recebeu sua grande chance no cinema quando vista em Champs Élysées por um fotógrafo que por sua vez, apresentou-a ao diretor de cinema Jean-Jacques Beineix que estava procurando uma atriz para o papel da instável heroína. Um bom exemplo de estar no lugar certo na hora certa. A belíssima trilha sonora é do libanês Gabriel Yared. Conhecido por suas melodias eróticas injetou combustível neste filme perturbador. Yared busca inspiração em vários gêneros e estilos, que vão de clássicos a folk, rock e jazz. ‘Betty Blue’ é uma mistura sexy de piano, sax e uso interessante e não enjoativo da eletrônica. A popularidade do compositor libanês aconteceu somente com os filmes ‘The Talented Mr Ripley’ e ‘The English Patient’, com o qual foi premiado com um Oscar.




01. Betty Et Zorg 02. Des Orages Pour La Nuit 03. Cargo Voyage 04. La Poubelle Cuisine 05. Humecter La Monture 06. Le Petit Nicolas 07. Gyneco Zebre 08. Comme Les Deux Doights De La Main 09. Zorg Et Betty 10. Chile Con Carne 11. C' Est Le Vent, Betty 12. Un Coucher De Soleil Accroche Dans Les Arbes 13. Lisa Rock 14. Le Coeur En Skai Muave 15. Bungalow Zen 16. 37-2 Le Matin 17. Maudits Maneges


