baden powell - apelo Os Afro Sambas (1966) | Personalidade (1993) Tracklist: Os Afro Sambas Tracklist: Personalidade O Universo Musical de Baden Powell (2003) Tracklist CD 1 Tracklist CD 2
No final do programa, como de costume, o locutor fez as chamadas para a semana seguinte, e qual não foi a surpresa do menino ao ouvir seu nome entre os calouros que iriam se apresentar no próximo domingo. E com um nome como seu, Baden Powell, havia pouca chance que se tratasse de outro. Ele tinha dez anos e a idéia de inscrevê-lo foi do seu professor de violão Meira. O concurso ‘Papel Carbono’ cuja regra, como indicado no nome do programa, era imitar um grande artista e tinha que tocar como se fosse o próprio. Baden transformou-se no grande violonista Dilermando Reis e o público, fascinado ao ouví-lo tocar ‘Magoado’ deu-lhe o primeiro lugar como solista de violão.
A música era uma velha conhecida na família. Seu avô, Vicente Thomaz de Aquino, era um intelectual, fora o primeiro maestro formado no Rio de Janeiro e fundara, ainda no século XIX, uma Orquestra Negra composta de escravos chegando a se apresentar no elitista Teatro Municipal. Thomaz de Aquino era muito próximo de José do Patrocínio, e se envolvera na luta abolicionista, como militante da causa negra alfabetizava-os preparando-os para a libertação. Seu pai, Lilo de Aquino, mais conhecido como Tic, animava os bailes com seu violino em uma fazenda de café na cidade de Varre-Sai, também era chefe de escoteiros na cidade e devotava a maior admiração pelo britânico Baden Powell, fundador do escotismo, a quem homenageou dando o seu nome ao filho; tocava tuba na banda da cidade e era sapateiro, não de consertar calçados, mas de criar modelos.
Baden Powell cresceu em meio à música. Seu pai tocava seu violino na rua, nos bares e nas praças. Havia também as serenatas e as rodas de choro organizadas pelo pai e que Baden ouvia fascinado atrás da porta. Acordava ouvindo o hino francês do relógio materno impregnando-o da cultura que mais tarde adotaria. Quando ganhou um violão, aos oito anos, demonstrou facilidade em tocá-lo e em um ano seu pai havia lhe ensinado o que sabia, portanto chegara a hora de providenciar um verdadeiro professor. E assim, foi contratado Jaime Florence, mais conhecido como Meira que também o iniciou no violão clássico. Passaram-se cinco anos, no final dos quais, Meira avisou que não tinha mais nada que ensinar a Baden Powell. O aluno sabia mais do que o mestre. E Baden se inscreveu na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro, iniciando o aprendizado da teoria musical, da história da música, da harmonia, da composição e aprender o repertório dos grandes mestres.
A essa altura, sua mãe não entendia por que ele estava tocando uns ritmos estranhos, uns acordes horríveis. Baden já estava firmando sua personalidade como intérprete, criando os seus harpejos característicos e acordes sofisticados. Ao mesmo tempo, ouvia outros estilos musicais e novos ritmos da moda, importados dos Estados Unidos. Além de corresponder ao seu gosto musical, e ao de sua geração, o jazz, com o bebop, o swing, o fox-trot eram os ritmos preferidos nas festas e bailes onde ele tocava. Nessa fase de adolescência, já se revelavam as diferentes facetas de sua personalidade musical e sua incrível versatilidade: o concertista que tocava Bach na igreja, o chorão que agora comandava as rodas de choro, o guitarrista de jazz dos bailes, o sambista nas batucadas nos morros onde vivia o seu lado malandro. Baden gostava desse ambiente marginal.
Com quinze anos e uma autorização das autoridades, Baden estreou sua vida de músico profissional nos prostíbulos e descobriu um mundo novo, gente da noite. Foi nessa vida da noite que começou a beber e fumar. Na década de 50, a música da moda nas classes média e alta era o jazz um dos estilos musicais que Baden Powell mais prezava. Os músicos que acariciavam os ouvidos da platéia, com seus improvisos jazzísticos, eram, na sua maioria, os mesmos que a partir de 1958 se tornariam os músicos da bossa nova. Um dos lugares mais freqüentados era o Hotel Plaza, um lugar aconchegante, onde as pessoas iam tomar um drinque, conversar e escutar jazz. E onde nasceu o ‘Ed Lincoln Trio’ com Baden Powell no violão. E o local tornou-se um ponto de encontro de futuros grandes músicos como Tom Jobim e João Gilberto já cheio de complicações. Ficava esperando o intervalo, porque não queria entrar na escuridão. Aos dezoito anos, Baden era músico de estúdio, contratado pela Philips, e tocava tanto nos discos de artistas importantes como nos dos estreantes. Em 1959 o diretor artístico resolveu gravar um disco com Baden. O primeiro disco solo ‘Apresentando Baden Powell e seu violão’ ficou pronto com um repertório absolutamente eclético: músicas latino-americanas, clássicos do jazz, músicas brasileiras e ‘Samba Triste’, sua primeira composição.
A bossa nova já estava bem implantada e não havia horário para ela, de noite ou de dia, sempre havia um lugar aonde ir com um violão. E Baden Powell freqüentava quase todos. Bossa nova que nasceu do dedilhar de músicos formados nas universidades, cultos e informados que conheciam música clássica, o jazz, a chanson française, a american song, e que possuíam suas próprias raízes: o samba, o choro. Exatamente tudo aquilo que o próprio Baden Powell é. Mas, ele nunca pertenceu a nenhum movimento, ele nunca se ajustou a nenhum molde, nunca seguiu nenhuma orientação e, sobretudo, nunca se limitou a um gênero. Na década de 60, continuou a percorrer todos os ritmos, inclusive da bossa nova, mas com um estilo infinitamente pessoal e original. Participou de suas manifestações, dos shows universitários que a implantaram e também tocou em discos rotulados de ‘bossa nova’. Contudo, jamais se sentiu um músico bossa nova, tanto que nunca foi considerado pelos pesquisadores brasileiros, como sendo um dos integrantes da bossa nova. Isso porque a principal característica de Baden Powell é ser Baden Powell, e ponto final.
Em 1961, gravou o segundo disco ‘Um Violão na Madrugada’. Em 1962, conheceu aquele que se tornaria o seu mais importante parceiro e companheiro de farra: Vinicius de Moraes. E nasceu assim uma forte amizade que com seus altos e baixos só a morte de Vinícius interromperia. Dois imensos artistas, profundamente marginais, sem preconceitos, arredios às regras preestabelecidas, aos moldes, às modas. O que mais encantava o diplomata poeta eram as raízes suburbanas de Baden, regadas a samba e choro e moldadas pelos mestres Pixinguinha e Meira, e na malandragem dos morros. E caiu de amores pelo violão cheio de ginga, de negritude, de raízes. A bebida já fazia parte da vida do violonista suburbano, mas no luxuoso e burguês do novo parceiro, descobriu o uísque escocês. Entre uma composição e outra, as garrafas iam se esvaziando, os cinzeiros se enchendo e a noite avançando. Dessas noitadas resultaram pérolas musicais.
Baden Powell que logo depois visita a Bahia demonstra interesse pelas tradições afro-baianas e é levado às rodas de capoeira onde são interpretados para ele os cânticos e sons dos terreiros de candomblé. Baden fica fascinado pela beleza das harmonias. Ao se reencontrar com Vinicius compõe o samba ‘Berimbau’ e resolvem iniciar uma série de canções sobre a cultura afro-brasileira e assim surge o disco ‘Os Afros Sambas ‘, e uma nova modalidade musical: o afro-samba. Disco antológico onde se misturam instrumentos do candomblé: atabaques, bongô, agogô e afoxé com outros da música tradicional como flauta, violão, sax, bateria e contrabaixo. Ainda em 1966 o seu álbum ‘Tristeza on Guitar’ foi sucesso internacional. Em 1967 foi entusiasticamente aplaudido no concerto ‘Berliner Jazztage’ na Alemanha onde viveu por quatro anos. Em 1970 iniciou sua primeira turnê pela Europa e Japão, mas teve sérios problemas de saúde e em 1983 mudou para Baden-Baden onde viveu em retiro. Em 1988 voltou ao Brasil e gravou o álbum ‘Rio das Valsas’. Morreu em 2000 no Rio de Janeiro. (o livro que recomendo 'O violão vadio de Baden Powell' da escritora e jornalista francesa Dominique Dreyfus foi a minha fonte)
01. Canto de Ossanha 02. Canto de Xangô 03. Bocoché 04. Canto de Iemanjá 05. Tempo de Amor 06. Canto de Pedra Preta 07. Tristeza e Solidão 08. Lamento de Exú
01. Viagem 02. Das rosas 03. Apelo 04. Chão de estrelas 05. Consolação 06. Carinhoso 07. Garota de Ipanema 08. Eurídice 09. Samba triste 10. Lamento 11. É de lei 12. Tempo feliz 13. A lenda do Abaetê 14. Deixa.jpg)
CD 1: parte I parte II
CD 2: parte I parte II
01. Berimbau 02. Garota de Ipanema 03. Deve Ser Amor 04. Samba Triste 05. Jesus Alegria dos Homens 06. Folha Morta 07. Formosa 08. Vou Deitar e Rolar 09. Dora 10. Ingênuo 11. Pai 12. Maritima 13. Choro para Metrônomo 14. Mais Ne Rigole Pas
01. Xangô 02. Samba do Avião 03. A Primeira Vez 04. Eu Vim da Bahia 05. Feitinha pro Poeta 06. Canto de Ossanha 07. Saudades de Marcia 08. Round About Midnight 09. Asa Branca 10. Samba em Prelúdio 11. Samba do Pintinho 12. Coisa Nº 1 13. Discussão 14. Amélia 15. Samba da Bênção
terça-feira, 19 de outubro de 2010
baden powell: músico brasileiro
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
paco de lucia
As três primeiras faixas do álbum ‘Concierto de Aranjuez’ são a sua interpretação de ‘Concierto de Aranjuez’. Poucas peças para violão são tão conhecidas como o 'Concierto de Aranjuez', do espanhol Joaquim Rodrigo, um dos mais honrados e geniais compositores espanhóis do século XX. Joaquim Rodrigo perdeu a visão quando tinha três anos, o que não o impediu de se tornar um dos maiores compositores espanhóis contemporâneos, além de respeitado crítico e professor na Universidade de Madri. 'Concierto de Aranjuez' foi estreado em Barcelona, 1940, e desde então é obra das mais requisitadas no repertório de qualquer bom violonista clássico. Enquanto as faixas 4-5-6 são a sua interpretação de Isaac Manuel Francisco Albéniz y Pascual, compositor e pianista espanhol cujas obras foram transcritas por outros para a guitarra. Ibéria é uma suíte para piano e é a sua obra-prima. paco de lucia - entre dos aguas Passion, Grace & Fire (1983) | Concierto De Aranjuez (1991) | Antologia (1996): CD 1 CD 2 Passion, Grace & Fire (1983) Concierto De Aranjuez (1991) Antologia (1996)
Paco de Lucia foi descrito como o retrato da concentração estudada e perfeição imaculada, que alguns podem interpretar como arrogância, e orgulhoso e majestoso como um cavalo árabe que revela um grande poder por detrás de sua graça e elegância. Paco de Lucia foi capaz de criar a magia mais de uma vez, em vários álbuns, sozinho ou em parcerias e surpreendeu platéias com sua musicalidade genial. Ainda está tocando a música flamenca, que é uma parte da herança cigana, mas de uma maneira acessível ao público de hoje, sem querer ser uma estrela ou um homem rico, mas tocando pelo seu país, pela sua música, pela tradição da arte.
Paco de Lucía nasceu Francisco Sánchez Gómez, em Algeciras, cidade na província de Cádiz, na ponta sul da Espanha, em frente ao Rochedo de Gibraltar. O mais jovem dos cinco filhos do guitarrista de flamenco António Sánchez, irmão do cantor Pepe de Lucía e do guitarrista Ramón. Ele adotou o nome artístico de Paco de Lucía, em homenagem a sua mãe Lucía Gomes. Em Algeciras e, geralmente, na Andaluzia, é costume nomear os meninos, acrescentando o nome da mãe, a fim de identificá-los corretamente. Nasceu na atmosfera adequada para ser treinado como guitarrista flamenco. Recebeu conhecimentos técnicos de seu pai e de seu irmão Ramon e teve como mentores, os guitarristas: Nino Ricardo, seu ídolo, Miguel Borrull, Mario Escudero e Sabicas. Mas, foi seu pai que projetou o plano para fazer de seu filho Paco o maior guitarrista de flamenco da história. Constância e disciplina nos estudos foram às premissas básicas do plano. Paco de Lucia foi criado para ser um músico de primeira grandeza. Depois de um período de treinamento de sete anos, ele tocou pela primeira vez para o público na Rádio Algeciras, aos onze anos. Um ano depois obteve o prêmio especial no Concurso Internacional de Flamenco de Jerez de la Frontera. Foi convidado a integrar a trupe liderada pelo dançarino de flamenco José Greco, com 16 anos, e viajou para os EUA. Em Nova York, ele entrou em contato com os mestres do flamenco Mario Escudero e Sabicas, que impressionado com o talento do jovem insistiu para que ele desenvolvesse um estilo próprio. Paco de Lucia ficou com o grupo por três anos.
E teve início sua carreira controversa e bem sucedida com sua mistura de estilos tradicionais e contemporâneos. Em 1964 mudou-se com a família para Madrid. Seu pai criou um clube de flamenco onde Paco pode ouvir o canto dos mais notáveis cantores de flamenco desse período. E assim conheceu o guitarrista Ricardo Modrego com quem gravou temas populares de Garcia Lorca. Entre 1968 e 1977, gravou dez álbuns com o cantor flamenco Camarón de la Isla. Embora tenha permanecido ligado ao flamenco tradicional em seus dois primeiros álbuns solo ‘La Fabulosa Guitarra de Paco de Lucia’ de 1967 e ‘Fantasia Flamenca’ de 1969 e nos álbuns em que acompanha El Camarón de la Isla, continuou a procurar uma abordagem pessoal. Tendo já dominado os aspectos técnicos da música flamenca começou a incorporar acordes e escalas que geralmente eram associados ao jazz, explicando que o sentimento é muito semelhante em ambos os gêneros, a única diferença é que o flamenco é muito mais anárquico. Os puristas ficaram indignados. Paco defendeu o seu conceito, afirmando que permaneceria fiel à forma tradicional, mas que também deveria haver espaço para mudanças. Paco não podia fazer com o flamenco tudo o que gostaria, pois ele perderia a identidade, mas continuou a explorar e expandido novos territórios.
E assim, o papel do violão flamenco evoluiu através da reprodução de Paco de Lucia. As suas colaborações incluíram o trabalho com o pianista Chick Corea e com os guitarristas John McLaughlin, Larry Coryell, e Al DiMeola. Contrariando ainda mais os tradicionalistas. Apesar das críticas de seus mentores, Paco forjou um novo estilo que foi muito bemvindo pelo público. Em 1979, com John McLaughlin e Larry Coryell formou o ‘Guitar Trio’ e juntos fizeram uma breve turnê pela Europa, e divulgaram o vídeo ‘Meeting of Spirits’ gravado no ‘Royal Albert Hal’ em Londres. Larry Coryell foi mais tarde substituído por Al Di Meola e surpreenderam platéias com sua musicalidade genial que pode ser ouvida no álbum ‘Passion, Grace and Fire’. Além do trio Paco de Lucía tinha sua própria banda, o ‘Paco de Lucía Sextet’ que inclui seus irmãos Ramón e Pepe com vários álbuns gravados que englobam tanto os tradicionais como os modernos estilos de flamenco.
Nos álbuns seguintes retornou ao flamenco puro e homenageou o compositor clássico Manuel de Falla. Em 1991, interpretou e executou o ‘Concierto de Aranjuez’ de Joaquín Rodrigo. Sem saber ler uma nota musical sequer, Paco de Lucía deu maior ênfase e precisão rítmica em sua interpretação do Concierto em detrimento do tom perfeito e preferido pelos guitarristas clássicos. Joaquín Rodrigo, o autor, declarou que ninguém jamais havia visitado sua composição de forma tão brilhante. Em 1995, com Bryan Adams gravou a canção ‘Have You Ever Really Loved a Woman’ da trilha sonora do filme ‘Don Juan DeMarco’. Em 1998, lançou o álbum ‘Luzia’ que revela a capacidade do guitarrista de mesclar os aspectos tradicionais do flamenco, jazz e música clássica. A Universidade de Cádiz reconheceu a contribuição musical e cultural de Paco de Lucía, atribuindo-lhe o título de Doctor Honoris Causa em 2007.
Tracklist: 01. Aspen 02. Orient Blue 03. Chiquito 04. Sichia 05. David 06. Passion, Grace and Fire
Tracklist: 01. Concierto de Aranjuez (Allegro con Spirito) 02. Concierto de Aranjuez (Adagio) 03. Concierto de Aranjuez (Allegro Gentile) 04. Iberia (Triana) 05. Iberia (El albaicin) 06. Iberia (El puerto)
Tracklist CD 1: 01. Almoraima Bulerias 02. Cancion De Amor 03. Gloria Al Nino Ricardo Solea 04. Solo Quiero Caminar Tangos 05. Punta Umbria Fandangos 06. Rio Ancho Rumba 07. Danza Ritual Del Fuego "El Amor Brujo" 08. Compadres Bulerias 09. Fuente Y Caudal Taranta 10. Casilda Tanguillos 11. Cepa Andaluza Buleria 12. Rumba Improvisada
Tracklist CD 2: 01. Zyryab "Melodia Del Puente" de J. A. Amargos 02. Guajiras De Lucia 03. Cobre Sevillanas 04. Monasterio De Sal Colombianas 05. Cana De Azucar Rumba 06. Barrio La Vina Alegrias 07. Tio Sabas Tarantas. Homenaje A Sabicas 08. La Barrosa Alegrias 09. La Cueva Del Gato Rondena 10. Chiquito 11. En La Caleta Malaguenas 12. Entre Dos Aguas Rumba 13 Aranjuez. Allegro Con Spirito
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
guitar fingerstyle
• acoustic alchemy
• alex fox
• raphael rabello
A guitarra pode solar e acompanhar ao mesmo tempo, como o piano? E ainda fazer o baixo simultaneamente? Sim, e é assim que pensam os adeptos do ‘fingerstyle’, o estilo dos guitarristas que fazem uma abordagem pianística da guitarra e que não tocam com a palheta, e sim com os dedos. Os precursores mais notáveis deste estilo foram George Van Eps e Barney Kessel. Mas quem explorou muito o ‘fingerstyle’ e ficou fortemente associado a ele foi o grande mestre Joe Pass que elevou definitivamente a guitarra à condição de instrumento solista, na acepção mais completa da palavra. Com o tempo o estilo foi se desenvolvendo mais, principalmente graças à grande contribuição do incrível Lenny Breau até sua morte precoce no final de 1984, seguido do ultravirtuoso inglês Martin Taylor e do mestre Tuck Andress. Esses dois álbuns apresentam um conjunto de gravações individuais de um dos mais versáteis e expressivos instrumentos, o violão. Com contribuições dos melhores violonistas do rótulo ‘Narada’ em uma esplêndida combinação de técnica brilhante, melodia, imaginação e arte. Fundada em 1983 como uma alternativa de qualidade para as variantes musicais tradicionais, ‘Narada’ tornou-se uma opção para os mestres do violão, para a música celta, flamenco, jazz, new age e gêneros do piano. eric tingstad & nancy rumbel - la fagota Tracklist Tracklist CD 1 Tracklist CD 2 Narada Guitar: 15 Years of Collected Works (1998)
A idéia do ‘fingerstyle’ é que, se tocar utilizando ao menos os dedos p, i, m e a da mão direita (Lenny Breau usava fluidamente o mindinho), é possível sincronizar a melodia com o acompanhamento e, com um pouco mais de estudo, com o baixo também. Para isso é necessário pensar como um pianista, que precisa concatenar esses três itens o tempo todo, podendo tocar um ou dois deles por vez ou os três itens simultaneamente. E isso não apenas ao executar a melodia, ao improvisar também. Aliás, o desafio de tocar o baixo junto com o solo motivou o excepcional Charlie Hunter a unir os dois instrumentos, tocando uma guitarra de 8 cordas em que as três cordas superiores são de baixo mesmo. O ‘fingerstyle’ também pode ser utilizado, adaptando técnicas de violão erudito para a guitarra. (fonte: revista Guitar Player)
01. Little Martha - Tim Farrell
02. Crow - Edward Gerhard
03. South by Winterwest - Billy McLaughlin
04. Daisy Goes a Dancing - Pat Kirtley
05. That'll Be the Phone - Don Ross
06. Soul Discovery - Benjamin Woolman
07. Lunar Eclipse - Laurence Juber
08. To B or Not To B - Muriel Anderson
09. Perestroika - Stephen Bennett
10. If Only I Had Wings - D. R. Auten
11. The First Ride - Don Ross
12. It Never Gets Easier - Muriel Anderson
13. Helms Place - Billy McLaughlin
14. Only My Heart - Tommy Jones
15. Angela - D. R. Auten
16. Grandpa's Lullaby - Pat Kirtley
01. Desperate Love - Oscar Lopez
02. Sunday at Home, A - Ralf Illenberger
03. Magnolia - Eric Tingstad
04. Breeze from Saintes Maries - Jesse Cook
05. Lover's Promise - David Arkenstone
06. November Winds - Friedemann
07. Ferry - Randy Roos
08. Amber - Matthew Montfort
09. Leaving Home - Sheldon Mirowitz
10. Simpatico - William Ellwood
11. Beloved - John Doan
12. Fall Dreams - Gabriel Lee
01. Barcelona - Andrew White
02. Fingerdance - Billy McLaughlin
03. Mori Sonando - Miguel de la Bastide
04. Walking With Alfredo - David Lanz/Paul Speer
05. Fagota, La - Tingstad & Rumbel
06. Horizons I - Ralf Illenberger
07. Bye Bye Lullaby - Martin Kolbe
08. Man from Caesaria, The - Friedemann
09. New Face - Nando Lauria
10. My Sky at Twilight - Peter Maunu
11. Chameleon's Dance - Randy Roos
CD 1: parte I parte II
CD 2: parte I parte II.jpg)
terça-feira, 13 de julho de 2010
paulo moura - os gênios não morrem jamais
• raphael rabello | paulo moura | dino 7 cordas
paulo moura - ingênuo Hepteto (1968) | Quarteto (1969) Hepteto Quarteto Gafieira Etc & Tal (1986) | Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas (1998) Tracklist: Gafieira Etc & Tal Tracklist: Pixinguinha - Paulo Moura e os Batutas K-XIMblues (2001) | Paulo Moura e Cliff Korman – Gafieira Jazz (2006) Tracklist: K-XIMblues Paulo Moura e Cliff Korman – Gafieira Jazz Interpreta Radames Gnattali (1959) | Interpretam Vivaldi, Webber, Purcell e Villa Lobos (1977) Paulo Moura Interpreta Radames Gnattali Paulo Moura, Formiga, Altamiro Carrilho e Abel Ferreira - Interpretam Vivaldi, Webber, Purcell e Villa Lobos com Orquestra Sinfônica Brasileira
No dia 12 de julho de 2010, partiu o saxofonista, clarinetista, compositor e arranjador Paulo Moura. Os gênios não morrem jamais como observou o pintor surrealista espanhol Salvador Dali. Paulo Moura era considerado um dos principais nomes da música instrumental no Brasil, para mim o maior instrumentista brasileiro. Paulo Moura faria 78 anos nesta quinta-feira, dia 15 de julho. Dono de uma carreira exemplar e músico respeitado mundialmente, ele tinha formação clássica, foi músico da orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, escreveu temas musicais para cinema e televisão. Fã do jazz também trafegava com desenvoltura pelos ritmos regionais brasileiros como o samba, choro e maxixe. Era o caçula de dez irmãos, seis deles músicos, ensaiados pelo pai, Pedro Moura, marceneiro de profissão que tocava clarineta e saxofone em São José do Rio Preto, cidade do interior do Estado de São Paulo. Paulo Mouta ganhou sua primeira clarineta aos nove anos. Aos quatorze anos começou a tocar na banda do pai. Em 1945, a família se mudou para o Rio de Janeiro. Deixou a escola e passou a dedicar-se totalmente à música, estudando clarineta, teoria musical e solfejo. Passou a tocar profissionalmente em clubes e voltou a estudar. Incluiu o sax alto em seus estudos musicais. Em 1951 foi contratado para ser o primeiro saxofonista solista de uma orquestra de rádio e passou a gravar com grandes cantores brasileiros.
O maestro Leonard Bernstein quando veio ao Rio de Janeiro convidou Paulo Moura para tocar sob sua regência interpretando obras de George Gershwin. Fascinado pelo jazz, que dominava as noites do Rio de Janeiro e São Paulo, e sob influência de Dizzy Gillespie e Stan Kenton foi premiado como o melhor clarinetista e melhor saxofonista no concurso ‘Em tempo de Jazz’ de um programa de rádio. Em uma viagem com a orquestra de Ary Barroso, Paulo Moura conheceu Gillespie em New York. De volta ao Brasil, em 1956, cria sua primeira orquestra, inspirada nas big bands americanas. Aos 23 anos, escrevia os arranjos, escolhia o repertório e ensaiava músicos que depois se tornariam como ele, destaques da musica instrumental. No mesmo ano gravou seu primeiro disco, ‘Moto Perpetuo’. Em 1959, executando a ‘Primeira Rapsódia’, de Debussy, classificou-se em primeiro lugar no concurso do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Apaixona-se pela música clássica e toca sob a regência de grandes maestros. Em 1968, grava ‘Hepteto’ e no ano seguinte ‘Quarteto’.
A promissora carreira na música popular não o afastou da música clássica, ele entrou nos anos 60 em grande estilo, e lançou ‘Paulo Moura Interpreta Radamés Gnatalli’, um disco com músicas feitas pelo famoso maestro especialmente para sua clarineta. Nas gravações, Radamés o acompanha ao piano e Baden Powell no violão. Em 1962, formou com Sergio Mendes o ‘Bossa Rio’, que tocou no Carnegie Hall, em Nova York com Tom Jobim, Stan Getz e João Gilberto. Paulo Moura conheceu o pianista norte-americano Cliff Korman em 1981, quando foi a Woodstock, no estado de New York, para dar aulas. Cliff, na época um jovem pianista, foi o primeiro a levantar a mão quando o clarinetista perguntou se alguém gostaria de tocar um pouco com ele. Desde então, estabeleceu-se uma parceria que resultou em vários shows e discos gravados, entre eles ‘Gafieira Jazz’, um encontro de culturas e criações, Paulo Moura e Cliff Korman promovem uma gafieira com sabores do jazz. Gafieira é o local onde, por volta do fim do século XIX e início do século XX em diante, tradicionalmente as classes mais humildes podiam freqüentar para dançar o samba de gafieira ou samba sincopado. Não chegava a ser um clube e sim uma alternativa para essas pessoas. Paulo Moura ganhou o primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com o trabalho ‘Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas’, em 2000. E foi indicado novamente ao Grammy em 2008, na categoria Melhor CD Instrumental, como disco ‘Pra cá e Pra Lá’.
Personnel: Paulo Moura (alto sax, musical) Oberdan Magalhaes (tenor sax) Darcy da Cruz (trompete) Cesário Constâncio (trombone) Luiz Carlos (baixo) Wagner Tiso (piano) Paschoal Meirelles (bateria)
Tracklist: 01. Bonita 02. Travessia 03. Das Tardes Mais Sós 04. Homem do Meu Mundo 05. Bitucada 06. Nem Precisou Mais Um Sol 07. No Brilho da Faca 08. Wave 09. Três Pontas 10. Outubro
Personnel: Paulo Moura (sax alto) Wagner Tiso (piano) Luis Carlos (baixo) Paschoal Meirelles (bateria)
Tracklist: 01. Lamento do Morro 02. Eu e a Brisa 03. Meu Lugar 04. Aos Pés da Santa Cruz 05. Yardbird Suíte 06. Sá Marina 07. Retrato de Benny Carter 08. Razão 09. Feitio de Oração 10. Terra
01. Diálogo (Para a paz mundial) 02. Ao velho Pedro 03. Rio Negro 04. Alma brasileira 05. Nada além 06. Fibra/Magia do samba/Jogada/MRA
01. Ainda me recordo 02. Segura ele 03. Proezas de Solon 04. Cochichando 05. Ingênuo 06. Lamentos 07. Carinhoso 08. Mistura e manda 09. Batuque na cozinha 10. Oito batutas 11. Pelo Telefone 12. Rosa 13. Naquele tempo 14. Vou vivendo 15. Um a zero 16. Urubu malandro
01. Sempre 02. K-Xintema 03. Auto plágio 04. Catita 05. Sonoroso 06. Sonhando 07. Ternura 08. Just walking 09. K-Ximbodega / Eu quero sossego 10. Velhos companheiros
Personnel: Paulo Moura (sax alto) Cliff Korman (piano) David Fink (baixo) Paulo Braga (bateria) Mestre Zé Paulo (cavaquinho)
Tracklist: 01. Saxofone, porque choras 02. Sozinha 03. Noites cariocas 04. Pedacinhos do céu 05. Manhã de carnaval 06. Tarde de chuva 07. 1 X 0 08. Mulatas 09. Alma brasileira
Personnel: Paulo Moura (sax alto) Radames Gnattali (piano) Baden Powell (violão) Trinca (bateria) Vidal or Paulo (baixo)
Tracklist: 01. Monotonia 02. Devaneio 03. Nostalgia 04. Carioca 1959 05. Sempre a Sonhar 06. Valsa Triste 07. Penumbra 08. Romance
Personnel: Paulo Moura (Fantasia para Sax Soprano e Orquestra - Villa-Lobos) Maestro Formiga (Fantasia para Trompete em Re e Orquestra - Purcell) Abel Ferreira (Concertino para Clarinete e Orquestra - Webber) Altamiro Carrilho (Concerto para Flautim e Orquestra - Vivaldi) Maestro Julio Medalha (Orquestra Sinfônica Brasileira)
Tracklist:
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - A. Fanfarra
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - B. Aria
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - C. Magestoso
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - D. Adagio
01. Henry Purcell - Fantasia para Trompete - E. Fanfarra
02. Carl Maria Von Weber - Conc.p.Clarinete e Orquestra
03. A.Vivaldi - Concerto para Flautim e Orquestra - A.Allegro
03. A.Vivaldi - Concerto para Flautim e Orquestra - B. Largo
03. A.Vivaldi - Concerto para Flautim e Orquestra - C. Allegro Molto
04. Villa-Lobos - Fantasia para Saxofone Soprano e Orquestra - A. Animé
04. Villa-Lobos - Fantasia para Saxofone Soprano e Orquestra - B. Lent
04. Villa-Lobos - Fantasia para Saxofone Soprano e Orquestra - C. Trés Animé
terça-feira, 18 de maio de 2010
raphael rabello | paulo moura | dino 7 cordas
raphael rabello - luiza Tracklist paulo moura & raphael rabello - tarde de chuva Dois Irmãos (1992) Tracklist dino 7 cordas & raphael rabello - sons de carrilhoes Raphael Rabello & Dino 7 Cordas (1991) Tracklist
Raphael Rabello foi um dos mais notáveis violonistas brasileiros de todos os tempos. Com interpretações vibrantes e técnica exuberante, a sua contribuição foi essencial para a história do violão brasileiro. Vindo de uma família musical, sua irmã se tornou conhecida com o seu cavaquinho, e seu primeiro professor de violão foi o irmão mais velho, Raphael começou a tocar violão aos 12 anos, profissionalmente aos 14 anos, quando participou de uma gravação com o violonista clássico Turibio Santos. Logo depois formou o conjunto ‘Os Carioquinhas’, que tocava choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Teve aulas com o lendário violonista ‘Dino 7 Cordas’, e por algum tempo adotou o nome ‘Rafael 7 Cordas’ ao dedicar-se a esse instrumento, o violão de 7 cordas, um instrumento genuinamente brasileiro em uso, técnica e linguagem. Considerado um virtuose do violão de 6 e 7 cordas, tocou com os maiores nomes do choro e do samba. Em 1989, um acidente de carro resultou em uma fratura múltipla em seu braço direito que pôs sua carreira em risco. Porém, quatro meses depois o violonista estreava em shows de samba e choro.
Suas interpretações para clássicos do choro como ‘1 x 0’ de Pixinguinha e ‘Desvairada’ são consideradas antológicas. Também ddesenvolveu um ritmo de samba para violão que é reproduzido por diversos violonistas. Raphael tocava muitos estilos distintos, mas era especializado em choro. Sua genialidade e virtuosismo, o fez ser considerado o ‘Mozart do choro’. Em 1992 lançou um disco-tributo a Tom Jobim, ‘Todos os Tons’, com participações do flamenco Paco de Lucia, de Jacques Morelenbaum e o próprio Jobim. Atuou em discos de diversos artistas, e foi um dos mais requisitados violonistas dos anos 80 e 90, famoso por aliar técnica impecável a sensibilidade interpretativa, em qualquer estilo, fosse erudito, choro, flamenco ou bossa nova. Teve morte precoce, aos 32 anos, por ter sido contaminado pelo vírus do HIV quando precisou de uma transfusão de sangue por causa do acidente. Desesperado tornou-se viciado em cocaína, anfetaminas e álcool. Em 1994 foi para os Estados Unidos e lecionou em uma universidade de música em Los Angeles e se libertou das drogas. Precisou voltar ao Brasil para um trabalho aprovado pela Fundação Cultural Banco do Brasil e também voltou para as drogas. Em 1995 foi internado para tratamento de desintoxicação e acabou morrendo. Várias foram as versões para sua morte: infecção generalizada, Aids, overdose, suicídio ou apnéia. .jpg)
01. Samba do Avião 02. Samba de uma nota só 03. Passarim 04. Retrato Em Branco E Preto 05. Modinha 06. Garota de Ipanema 07. Anos Dourados 08. Garoto 09. Pois E 10. Luiza
Paulo Moura, filho de um mestre de banda e irmão de outros músicos, começou a tocar piano e clarineta em São José do Rio Preto (SP), onde nasceu. Mudou-se mais tarde para o Rio de Janeiro, onde começou a tocar em cassinos, bailes e festas, como integrante de famosas orquestras da época. Concluiu o curso de clarineta na ‘Escola Nacional de Música’, onde aprendeu também teoria musical, harmonia, regência, orquestração e arranjo. Foi primeiro clarinetista da ‘Orquestra do Teatro Nacional’ por 17 anos. Nesse período, viajou pelo México e Rússia, onde chegou a reger a ‘Orquestra Sinfônica de Moscou’. Excursionou até pelo Japão. Sua ligação com o jazz é muito forte, e formou uma das primeiras ‘jazz bands’ do país, tocando saxofone além de clarineta. Transitando entre o popular e o erudito, freqüentava o ‘Beco das Garrafas’, reduto da bossa nova, e atuou como arranjador para Elis Regina e Milton Nascimento. Gravou ‘Dois Irmãos’ ao lado de Raphael Rabello em 1992, ano em que ganhou o prêmio Sharp de melhor instrumentista popular. Sua música é recebida com grande repercussão na imprensa internacional que o considera embaixador da música instrumental brasileira..jpg)
Paulo Moura & Raphael Rabello
01. Ronda 02. Chorando baixinho 03. Domingo no Orfeão Portugal 04. Violão vadio 05. Morena boca de ouro 06. Tempos felizes 07. Um a zero 08. Tarde de chuva (Paulo Moura) 09. Luiza 10. Um chorinho em aldeia
Horondino José da Silva, o Dino 7 Cordas, violonista nascido no Rio de Janeiro, começou a tocar violão por causa do pai, músico amador, e dos irmãos, que tocavam cavaquinho e percussão. Entre 1952 e 53 Dino mandou fazer seu primeiro violão de 7 cordas, adicionando um bordão grave afinado em dó ao violão de 6 cordas, inspirado no instrumento do recém-falecido violonista Tute, que tocava no grupo de Pixinguinha. Desde então Dino não abandonou mais o 7 cordas, incorporando-o ao seu nome artístico e tornando-se a maior referência no instrumento, para o qual criou uma linguagem específica servindo de escola para todos os outros violonistas que empunham o instrumento desde então. É reverenciado por muitos músicos sobre sua virtuose e inventividade e por posicionar o violão de 7 cordas em lugar de destaque na nossa música. Acompanhou todos os grandes nomes da era do rádio e era figura constante em inúmeras gravações de samba e choro. Na década de 60, as gravações e shows escassearam por causa da ‘Jovem Guarda’, e Dino viu-se obrigado a tocar guitarra em conjuntos de bailes. Voltou na década de 70, gravando com cantores e cantoras de samba. Em 1991 gravou seu único disco, ao lado do pupilo Raphael Rabello. ‘Raphael Rabello & Dino 7 Cordas’ traz no repertório, clássicos do choro e do samba. Até os 88 anos de idade, quando morreu de pneumonia, continuou atuando, dando aulas e gravando, e não escondia a satisfação por ter sido o maior divulgador do instrumento. .jpg)
01. Conversa de Botequim 02. Jongo 03. Escovado 04. Alma de Violinos 05. Um a Zero 06. Odeon 07. Sons de Carrilhões 08. Segura Ele 09. Desvairada 10. Graúna 11. Sonho de Magia
terça-feira, 30 de março de 2010
pixinguinha

O compositor e arranjador Alfredo da Rocha Vianna, nascido em 1897, além de ser um virtuose como instrumentista, é considerado um dos fundadores da música moderna brasileira. Desde cedo, a música foi sua companheira. Quase todos da sua família eram musicistas, o pai era flautista, Henrique e Léo, dois irmãos, o ensinaram a tocar cavaquinho. Isso o levou a acompanhar o pai em bailes e eventos. Com 11 anos compôs em uma flautinha sua primeira peça, um choro. Tocando em festas e quermesses o garoto causava admiração. Foi então presenteado com uma flauta importada pelo orgulhoso pai. Aos 14 anos seu irmão Otávio, levou-o para tocar nos bares da Lapa, no Rio de Janeiro. Os boêmios ficaram encantados com a técnica do garoto. Sua fama crescia com ele. Certo dia, enquanto empinava pipa, recebeu um convite para substituir o flautista na Banda do Corpo de Bombeiros. Ele não perdeu a oportunidade e seu talento brilhou com intensidade. pixinguinha - ingênuo ‘Pixinguinha 70’, álbum lançado em homenagem ao aniversário de 70 anos de Pixinguinha. Foi gravado por Jacob do Bandolim; Radames Gnattali; ‘Conjunto Epoca de Ouro’ (Jacob do Bandolim no bandolim, Dino 7 Cordas no violão 7 cordas. Cesar Faria e Carlos Leite no violão, Jonas no cavaquinho, Gilberto na percussão); ‘Os Boêmios’ (Homero Gelmim no violino, Sandoval Dias no tenor sax, Eugenio Martins na flauta, Gabriel Henriques no baixo, Carlos Lentini e Artur Duarte no violão, Waldemar Melo no cavaquinho, Cabore na percussão); Trio de Flautas do Teatro Municipal (Carlos Rato, Eugenio Martins, Maria do Carmo); Orquestra do Teatro Municipal dirigida por Radames Gnattali Tracklist Este álbum faz o resgate da parceria antológica entre Benedito Lacerda e Pixinguinha, dois gênios de um dos gêneros musicais brasileiros mais reconhecidos em todo o mundo: o choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero musical, uma música popular e instrumental brasileira, com mais de 130 anos de existência. Os conjuntos que o executam são chamados de regionais e os músicos, compositores ou instrumentistas, são chamados de chorões. Surgiu provavelmente em meados de 1870, no Rio de Janeiro. O dia internacional do choro é dia 23 de Abril, dia do nascimento do Pixinguinha. O álbum é um apanhado de gravações de Benedito Lacerda e de Pixinguinha de 1948 até 1950. Benedito Lacerda e Pixinguinha (1966) Tracklist ‘Agô Pixinguinha’ é um projeto artístico do compositor, escritor e produtor Hermínio Bello de Carvalho. O lançamento foi uma justa homenagem a Pixinguinha. Nos dois CDs, grandes nomes reverenciam o mestre do chorinho no aniversário do seu centenário. Agô - Pixinguinha 100 Anos (2004) Tracklist CD 1: Sambando, Chorando Tracklist CD 2: Tocando, Tocando
Em 1919, o cinema era uma grande atração e havia no Rio de Janeiro, então capital federal, um elegante cinema chamado ‘Palais’ onde o público aguardava o início do filme ouvindo música. Pixinguinha e mais sete companheiros foram contratados para se apresentarem. Seriam conhecidos como os ‘Oito Batutas’, ele na flauta. A notoriedade ganhou amplitude e o grupo foi convidado a fazer excursões pelo país. E o preconceito se fez presente quando o grupo, em 1922, foi representar o Brasil em Paris. Os racistas esbravejaram com o fato do Brasil ser representado por um ‘bando de negros’. Pixinguinha foi aclamado pelo seu virtuosismo na flauta. Nessa excursão ele teve um maior contato com o saxofone, um símbolo das ‘jazz-bands’. Neste mesmo ano é lançada a composição ‘Carinhoso’, talvez a mais conhecida de Pixinguinha.
Os anos 40 foram duros para Pixinguinha, o mundo entrou em guerra, sua esposa adoeceu, o orçamento era escasso, e para complicar havia o vício da bebida. Em 1946 ele trocou a flauta pelo saxofone e uniu-se a Benedito Lacerda, exímio flautista e líder de um grupo que gerava lucro. Gravaram juntos 34 discos até o ano de 1950. Nos anos 50 gêneros como o bolero e o samba-canção foram ganhando terreno e a música de Pixinga e de Lacerda, perderam adeptos. Durante os anos 60, com o rock, a bossa nova, a Jovem Guarda e a Tropicália o ambiente ficou difícil para o trabalho do elegante Pixinguinha e seus mais de 50 anos de contribuições à música popular brasileira, empurrando-o para a aposentadoria. Apesar disso, em 1967, chegou a participar do II Festival Internacional da Canção com a música ‘Fala Baixinho’ interpretada por Ademilde Fonseca, classificando-se em 5ª posição. Em 1971 ele faz a gravação derradeira, o projeto ‘Som Pixinguinha’ de Hermínio Belo de Carvalho. No mesmo ano foi escolhido paraninfo da primeira turma de músicos da Universidade de Brasília. Em 1973, em pleno carnaval, o seu coração parou.
É muito difícil pensar em Pixinguinha de outra forma senão como gênio. A genialidade de Pixinguinha é reconhecida até por jovens roqueiros. Os gênios, afinal, são eternos. Em qual de suas atividades ele foi mais importante? Como maestro teve papel importantíssimo na música popular brasileira, nunca ergueu a voz, com gestos suaves e olhares, ele conseguia fazer com que aqueles sob sua batuta jamais emitissem uma nota fora de lugar. Como arranjador foi um mestre e um dos primeiros do Brasil. Ele e Radamés Gnattali eram os melhores arranjadores brasileiros da década de 30. O flautista Pixinguinha, citando Orestes Barbosa, era um ‘Pan negro entre ninfas assustadas’. Soprando sua flauta mágica encantava homens e mulheres que iam ouvi-lo nos cinemas e teatros onde tocava. Infelizmente, tudo o que sobrou da sua flauta está em velhos discos de 78 rotações por minuto, gravados em estúdios precários e microfones idem. Pixinguinha está entre os quatro maiores flautistas da música popular brasileira, os outros são Patápio Silva, Benedito Lacerda e Altamiro Carrilho.
Até hoje é um mistério os motivos que o levaram a aposentar a flauta, um instrumento de que gostava tanto e que tocava com magia de um Pan. Há muitas versões sobre a troca da flauta pelo sax, uma delas foi o abuso do álcool que tornou suas mãos trêmulas que o impediam de ter a mesma agilidade de antes. Uma outra versão tem Benedito Lacerda como vilão. Como Pixinquinha não conseguia mais nem gravar, Benedito Lacerda, - flautista, regente e compositor - lhe propôs parceria, mas com uma condição: que Pixinguinha nunca mais tocasse sua flauta. Benedito nunca escondeu a inveja do flautista Pixinguinha, que graças a ele, Benedito continuava sendo sempre o segundo melhor do Brasil e não o primeiro. Nos discos gravados, os solos de flauta de Benedito Lacerda são soberbos, mas o brilho dos solos do sax coadjuvante de Pixinguinha, Benedito Lacerda não conseguiu ofuscar. Por fim o compositor Pixinguinha, o mais genial de todos. Dizem que ele não sabia explicar como conseguia criar suas obras-primas. Falava delas como ‘coisinhas simples’, sem importância. Era sincero na modéstia. Era um gênio. .jpg)
01. Carinhoso 02. Uma Rosa para o Pixinguinha 03. Vou pra Casa 04. Os Cinco Companheiros 05. Lamento 06. Ingenuo 07. Passatempo 08. Gargalhada 09. Rosa 10. Marreco quer Agua 11. Pixinguinha.jpg)
01. André de Sapato Novo 02. Atraente 03. 1 X 0 04. Ainda Me Recordo 05. O Gato e o Canário 06. Naquele Tempo 07. Língua de Preto 08. Vou Vivendo 09. Devagar e Sempre 10. Displicente 11. Sofres Porque Queres 12. Soluços .jpg)
CD 1 CD 2
01. Carinhoso - Nana Caymmi
02. Mundo Melhor - Alcione
03. Rosa - Caetano Veloso
04. Lamentos - Chico Buarque, MPB-4
05. Fala Baixinho - Maria Bethânia
06. Cochichando - Zezé Gonzaga, Eduardo Dusek
07. Gavião Calçudo - Zeca Pagodinho
08. 1 X 0 (um a Zero) - Arranco de Varsóvia
09. Vou Vivendo - Cristina Buarque, Sérgio Ricardo
10. De Mal pra Pior - Paulinho da Viola
11. Página de Dor - Ney Matogrosso
12. Benguelê/yaô - João Bosco
13. Ingênuo - Simone, Baden Powell
14. Patrão, Prenda Seu Gado (com Depoimento de Pixinguinha) - Grupo Fundo de Quintal
01. Carinhoso - Tom Jobim
02. Rosa - Hermeto Pascoal
03. Tapa Buraco - R.Gnattali & Camerata Carioca
04. 1 X 0 (um a Zero) - Paulo Moura, Raphael Rabello
05. Ingênuo - Radamés Gnattali,Seu Sexteto
06. Naquele Tempo (ao Vivo) - Baden Powell
07. Marreco Quer Água - Camerata Carioca
08. Pula Sapo - Pixinguinha
09. Urubatan - Pixinguinha
10. O Gato e o Canário - Água de Moringa
11. Samba do Urubú - Pixinguinha
12. Lamentos - Conjunto Época De Ouro, Jacob Do Bandolim
13. Proezas de Solón - Conjunto Época De Ouro, Jacob Do Bandolim
14. Sofres Porque Queres - Conjunto Época De Ouro, Jacob Do Bandolim
15. Carinhoso - Orquestra Radamés Gnatalli
domingo, 31 de janeiro de 2010
yngwie malmsteen
yngwie malmsteen - flamenco diablo The Yngwie Malmsteen Collection (1991) Tracklist Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra (1998) Tracklist Anthology 1994-1999 (1999) Tracklist G3: Rocking In The Free World (2003) Tracklist CD 1 Tracklist CD 2
Yngwie Malmsteen é sem dúvida o guitarrista mais técnico que surgiu durante os anos 80. Combinando uma técnica deslumbrante aperfeiçoada durante anos de prática obsessiva até que seus dedos sangrassem e muito amor por compositores clássicos reescreveu a música da guitarra heavy metal e foi o grande catalisador para o fenômeno da guitarra tocada incrivelmente rápida nos anos 80. Malmsteen lançou uma série de álbuns ao longo dos anos 80 e para os críticos que o acusaram de apresentar apenas pequenas diferenças na abordagem e execução entre um álbum e outro, Yngwie respondeu que uma vez que ele tocava a música que ele amava, ele não tinha desejo de desenvolver ainda mais o seu estilo e características. Malmsteen também caiu em desgraça entre o público do heavy metal, e após uma série de contratempos pessoais, tragédias, e até mesmo graves ferimentos, continuou a tocar a sua música neo-clássica. Depois de vários anos na obscuridade Malmsteen voltou às manchetes em 2002, quando passageiros de um avião jogaram água sobre ele depois de ter feito uma observação insultuosa sobre os homossexuais. Embora sua popularidade tenha se desvanecido, principalmente nos EUA, Malmsteen ainda encontra platéias na Europa e é mais popular na Ásia, principalmente no Japão.
Lars Johann Yngwie Lannerback nasceu em Estocolmo, Suécia, e criou um estilo misturando o bombástico rock e a beleza da música clássica. Exposto à música erudita pela mãe Rigmor que ouvia Bach, pela irmã Ann Louise que tocava flauta e piano, pelo pai, um capitão do Exército, que tocava guitarra e o irmão Bjom bateria, piano, violino e acordeão, Yngwie teve aulas de piano e trompete. A maior influência de Malmsteen foi Paganini quando na adolescência ouviu pela primeira vez a sua música sendo executada pelo violinista russo Gideon Kremer em um programa de TV sueca, tornando-se assim o seu ídolo. Aos cinco anos ganhou seu primeiro violão que ficou esquecido até que viu na TV, em 1970, um especial sobre a morte de Jimi Hendrix. O que lhe chamou a atenção não foi a técnica de Hendrix, mas o momento em que ele pôs fogo em sua guitarra após quebrá-la sendo influenciado mais por essa imagem do que pela sua música. Para Yngwie, Jimi Hendrix era um ator fantástico. Aos 10 anos adotou o sobrenome Malmsteen, nome de um ex-namorado de sua mãe e passou a se dedicar a música. Na escola era considerado um pesadelo comportamental, brigava frequentemente e só gostava das aulas de inglês e artes. Sua mãe percebendo o dom de Yngwie para a música permitiu que ele ficasse em casa ouvindo os discos de ‘Deep Purple’, admirado pelas influências clássicas de Ritchie Blackmore, e tocando o seu violão.
Aos 15 anos, como assistente em uma oficina de guitarra aprendeu a trabalhar com madeira. Foi lá que ele encontrou pela primeira vez um alaúde do século XVII com o pescoço recortado. Intrigado, Yngwie fez o mesmo com o pescoço de uma velha guitarra e ficou surpreso com os resultados. Era um pouco mais difícil de tocar, mas o controle de Yngwie sobre as cordas melhorou tanto que ele adotou como uma mudança permanente. Yngwie Malmsteen começou a tocar em várias bandas e aos 18 anos gravou uma demo e enviou para várias pessoas, inclusive para o fundador da gravadora Shrapnel. Terminou sendo chamado para tocar na banda ‘Steeler’ em Los Angeles. Com a banda gravou um álbum e depois foi para o ‘Alcatrazz’, uma banda no estilo do ‘Rainbow’ fundada por Graham Bonnett. Apesar de ter feito nessa banda alguns dos seus melhores solos, seu trabalho ainda era limitado e insatisfeito formou sua própria banda, ‘Rising Force’, com o amigo de longa data e tecladista Jens Johansson. O primeiro álbum da nova banda, todo instrumental, também chamado ‘Rising Force’, de 1984, com harmonias poderosas de Jens Johansson, ex ‘Stratovarius’, é considerado por muitos como o documento definitivo do rock neo-clássico e recebeu uma indicação para o Grammy e Yngwie obteve várias votações em revistas como revelação e de melhor guitarrista. ‘Rising Force’ tornou-se o álbum do ano. As composições neo-clássicas de Yngwie alcançaram novo status em 1986 com o álbum ‘Trilogy’. Até hoje considerado um dos seus discos favoritos, tanto nas letras quanto musicalmente.
Em 1987, Yngwie bateu seu Jaguar em uma árvore e feriu a cabeça surgindo um coágulo no cérebro que danificou os nervos motores do seu braço direito. Depois de ficar em coma por uma semana e de perder alguns movimentos da mão começou um tratamento muito doloroso para regenerar os nervos. Enquanto estava se recuperando, soube que sua mãe, a principal inspiração de sua vida, havia morrido de câncer na Suécia. Ao invés de desistir Yngwie voltou à música. O resultado foi o aclamado álbum ‘Odyssey’ com o ex-vocalista do ‘Rainbow’, Joe Lynn Turner. Começando com uma nova fase de sua carreira, Yngwie se mudou para Miami, Flórida e recrutou uma nova banda com músicos suecos pouco conhecidos fora do país. O primeiro álbum com a nova formação foi ‘Eclipse’ que mostrou um lado mais comercial, mas sem abandonar o estilo neo-clássico. Em 1991, em uma nova gravadora, é lançado ‘Fire and Ice’, um álbum com composições não comercial e construído sobre as estruturas do barroco. Em 1997, depois de meses de intenso trabalho em seu estúdio em Miami, Yngwie produziu seu primeiro álbum totalmente clássico, ‘Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra in Eb menor, Op.1’ gravado com a famosa Orquestra Filarmónica de Praga..jpg)
01. Black Star 02. Far Beyond the Sun 03. I'll See the Light, Tonight 04. You Don't Remember, I'll Never Forget 05. Liar 06. Queen in Love 07. Hold On 08. Heaven Tonight 09. Deja Vu 10. Guitar Solo (Trilogy Suite/Spasebo Blues) 11. Spanish Castle Magic 12. Judas 13. Making Love (with extended guitar solo) 14. Eclipse.jpg)
01. Icarus Dream 02. Fanfare Cavalino 03. Rampante Fugue 04. Prelude To April 05. Toccata 06. Andante 07. Sarabande 08. Allegro 09. Adagio 10. Vivace 11. Presto Vivace 12. Finale
parte I parte II
01. Gimme gimme gimme 02. Never die 03. Brothers 04. Seventh sign 05. Crash and burn 06. Vengeance 07. Fire in the sky 08. Like an angel-for april 09. My resurrection 10. Another time 11. Rising force (live) 12. I'll see the light tonight (live) 13. Wield my sword 14. Hangar 18 area 51 15. Flamenco diablo 16. Amadeus quattro valvole.jpg)
(Joe Satriani/Steve Vai/Yngwie Malmsteen)
CD 1 CD 2
01. The Extremist (Joe Satriani) 02. Crystal Planet (Joe Satriani) 03. Always With Me, Always With You (Joe Satriani) 04. Midnight (Joe Satriani) 05. The Mystical Potato Head Groove Thing (Joe Satriani) 06. You Here (Steve Vai) 07. The Reaper (Steve Vai) 08. Whispering (Steve Vai) 09. Blitzkrieg (Yngwie Malmsteen) 10. Trilogy Suite Opus 3 - Movement One (Yngwie Malmsteen) 11. Red House Blues (Yngwie Malmsteen) 12. Fugue (Yngwie Malmsteen) 13. Finale (Yngwie Malmsteen)
01. Voodoo Child (Satriani, Vai, Malmsteen) 02. Little Wing (Satriani, Vai, Malmsteen) 03. Rockin' In The Free World (Satriani, Vai, Malmsteen)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
mccoy tyner
mccoy tyner - blue monk Nights of Ballads and Blues (1963) McCoy Tyner & Carlos Santana (1983) Quartet (2007) Guitars (2008) Tracklist
McCoy Tyner nasceu e cresceu na Filadélfia e já na adolescência, encorajado pela mãe, que também era pianista, liderava grupos de jazz tocando em barzinhos. Estudou piano de maneira sistemática por vários anos e no início da carreira, deixou-se influenciar por Thelonious Monk, Art Tatum e seu ídolo Bud Powell, porém logo desenvolveu um estilo próprio. Com uma carreira de mais de 50 anos, ainda adolescente, em 1960, ficou famoso como companheiro de John Coltrane, como integrante do mítico quarteto. O encontro com Coltrane ocorreu aos 17 anos, quando Tyner tocava num clube de Filadélfia e o saxofonista integrava a banda de Miles Davis. O entrosamento entre os dois foi tão grande que, quando o saxofonista abandonou o grupo de Miles para fundar o seu, em 1960, chamou McCoy Tyner para acompanhá-lo, iniciando uma colaboração que se prolongou até 1965.
McCoy começou a carreira solo, ainda estando com Coltrane, com o álbum ‘The Real McCoy’, considerado um dos melhores do seu tempo. E mesmo após deixar o inesquecível quarteto seu prestígio continuou crescendo. Seu estilo se tornou talvez mais extrovertido, mais desenvolto. Desde então, Tyner tem trabalhado regularmente em formações variadas, nomeadamente quarteto, big band ou trio. A marca registrada de Tyner é o uso magistral dos acordes, principalmente da mão esquerda. À medida que a música se encaminha para seu clímax, Tyner, ao contrário de muitos pianistas, não começa com um frenesi de notas rápidas, essa é outra característica sua. No seu currículo contam quatro Grammys (1992, 1994, 1995 e 2004), cerca de 80 álbuns editados e uma distinção de ‘Jazz Master’, atribuída pela ‘National Endowment for the Arts’..jpg)
Personnel: McCoy Tyner (piano); Steve Davis (bass); Lex Humphries (drums)
Tracklist: 01. Satin Doll 02. We'll Be Together Again 03. Round Midnight 04. For Heaven's Sake 05. Star Eyes 06. Blue Monk 07. Groove Waltz 08. Days of Wine And Roses.jpg)
Personnel: McCoy Tyner (piano); Ron Carter (bass); Elvin Jones (drums); Joe Henderson (sax)
Tracklist: 01. Passion Dance 02. Contemplation 03. Four by Five 04. Search for Peace 05. Blues on The Corner .jpg)
Live at the Kool Jazz Festival, San Francisco
Personnel: McCoy Tyner (piano); Carlos Santana (guitar); John Blake (violin); John Lee (bass); Wally Fletcher (drums); Armando Peraza (percussion); Orestes Vilato (percussion)
Tracklist: 01. Untitled 02. Band intro 03. Prelude To A Kiss 04. Uncle Bubba 05. Santana intro 06. Senor Carlos 07. Hannibal 08. Brotherhood
parte I parte II
Personnel: McCoy Tyner (piano); Joe Lovano (tenor); Christian McBride (bass); Jeff “Tain” Watts (drums)
Tracklist01. Walk Spirit, Talk Spirit 02. Mellow Minor 03. Sama Layuca 04. Passion Dance 05. Search For Peace 06. Blues On The Corner 07. For All We Know
parte I parte II
01. Improvisation 2 (with Marc Ribot)
02. Passion Dance (with Marc Ribot)
03. 500 Miles (with Marc Ribot)
04. Mr. P.C. (with John Scofield)
05. Blues On The Corner (with John Scofield)
06. Improvisation 1 (with Marc Ribot)
07. Trade Winds (with Bela Fleck)
08. Amberjack (with Bela Fleck)
09. My Favorite Things (with Bela Fleck)
10. Slapback Blues (with Derek Trucks)
11. Greensleeves (with Derek Trucks)
12. Contemplation (with Bill Frisell)
13. Boubacar (with Bill Frisell)
14. Baba Drame (with Bill Frisell)
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