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terça-feira, 7 de junho de 2011

magna carta

Magna Carta‘Magna Carta’ é uma banda britânica, de Yorkshire, Londres, e foi fundada em 1969. É uma das bandas mais antigas e, indiscutivelmente, uma das maiores bandas acústicas no mundo, que sobreviveu por surpreendentes 40 anos. Teve uma série de mudanças de pessoal, mas o fator comum sempre foi Chris Simpson. Depois da faculdade, ele trabalhou em uma estranha variedade de tarefas, desde engenheiro de tráfego a assistente de necrotério. À noite ele tocava guitarra em vários locais e com uma orquestra apresentava-se nas casas de ricos e famosos, grandes hotéis de Londres e até para a Família Real. Compositor, poeta, violonista e vocalista, ele tem sido amplamente responsável pela sonoridade única da banda, e teve sucesso em reunir músicos de alta qualidade ao seu redor.

Chris Simpson fundou a banda com o guitarrista Lyell Tranter e Glen Stuart, um extraordinário vocalista. ‘Magna Carta’ fez parte da primeira onda do rock progressista que surgiu no fim da década de 60 na Inglaterra, mas sem realmente entrar totalmente no reino progressivo. O estilo, no Reino Unido, recebeu influências da música clássica e do jazz fusion, em contraste com o rock estadunidense, historicamente, influenciado pelo rhythm and blues e música country. E Bob Dylan tinha desembarcado na Grã-Bretanha com Joan Baez, tocando as mudanças que estavam por vir para moldar uma geração inteira. O primeiro show profissional da banda foi em ‘Cambridge Folk Festival’. Um ano depois a banda lançou o primeiro de seus 30 álbuns, dos quais seis foram de ouro e três de prata. A música de ‘Magna Carta’ é em grande parte inspirada e influenciada pela conhecida dupla norte-americana de folk rock dos anos 60, Simon & Garfunkel. Uma música acústica suave, por vezes com um toque tradicional e boas harmonias.

magna carta

Além de Simon & Garfunkel as influências vieram de grupos similares como, ‘Fairport Convention’, a primeira banda inglesa de electric folk; Kevin Ayers guitarrista britânico da cena de Canterbury e influente na música psicadélica; ‘Moody Blues’ originalmente uma banda britânica de rhythm and blues e posteriormente conhecida através da música psicadélica; ‘Amazing Blondel’ banda acústica de folk progressivo; ‘Caravan’ banda britânica de rock progressivo; e o músico, cantor e compositor britânico Al Stewart. ‘Carta Magna’ se apresentou em diversos países, atravessando desertos e mares, passou por cidades e bairros onde a sua música foi ouvida. E as canções falam por si e vêm do coração, pois não há outra maneira. Eles foram toda a história da música popular contemporânea o que é uma conquista estupenda apesar do desprezo de alguns, como o de Bob Dylan, que ao ser perguntado sobre o que achava de ‘Carta Magna’ respondeu: Magna who?

magna carta

Entre 1969 e 1975, ‘Magna Carta’ fez alguns álbuns maravilhosos, como os belos ‘Seasons’ e ‘Lord Of The Ages’, destaques absolutos. Também o álbum ao vivo ‘In Concert’, gravado em 1971 em Amsterdam não é para ser desconsiderado. O primeiro álbum, auto-intitulado, lançado em 1969, com Danny Thompson no baixo revela um grande trabalho, com algumas composições muito bonitas, belas harmonias e guitarras sensíveis. Um álbum totalmente imerso em poesia. O trio lançou ‘Seasons’ em 1970 antes de Lyell Tranter retornar para a Austrália. O álbum também conhecido como ‘Music for the Millions’ é um clássico absoluto e Chris Simpson é um compositor incrivel. Mistério e sentimentos emanam de suas músicas. E Glenn Stuart tem uma voz mágica. Instrumentalmente Chris Simpson e Lyell Tranter na guitarra acústica e elétrica, respectivamente, são apoiados por uma série de músicos de qualidade, incluindo Rick Wakeman nos teclados. A canção ‘Seasons’ dura mais de 22 minutos, utilizando poesia através das quatro estações do ano. O restante do álbum é dedicado a diferentes estilos de folk contemporâneo e a música ‘Airport Song’ foi um sucesso mundial.

Davey Johnstone, futuro guitarrista de Elton John, entrou para substituir Lyell Tranter, na gravação de ‘Songs from Wasties Orchard’ em 1971, com verdadeiras jóias musicais. Para qualquer pessoa familiarizada com os dois primeiros álbuns, o estilo do grupo se mantém intacto, uma magnífica coleção de baladas folk cantadas delicadamente o que resultou em constantes comparações com Simon & Garfunkel. ‘Songs from Wasties Orchard’ é um daqueles discos raros e foi proclamado como o auge da banda. Ele inclui o single ‘Time For The Leaving’ com Rick Wakeman mais uma vez no piano. ‘In Concert’, lançado em 1972, foi a primeira gravação ao vivo, gravado em Amsterdam. A música ‘Sea and Sand’ é assombrosamente bela com a cítara como o principal instrumento. Em ‘Time For The Leaving’ o guitarrista Davey Johnson tem um dos solos mais inspirados no final da canção. O disco termina com um épico magnífico, ‘Ring of Stones’. Davey Johnstone, infelizmente, parte para tocar com Elton John. Chris Simpson e Glen Stuart então se unem a Stan Gordon, lançando o conceituado ‘Lord Of The Ages’ em 1973, um álbum fabuloso, com nenhum ponto fraco. Cada música é pura magia. Os arranjos vocais são sempre perfeitos. Graham Smith foi também adicionado ao line-up, mas logo depois ele e Stan Gordon deixaram a banda.

Chris Simpson, Linda Taylor e Matt Barnhoorn

Chris Simpson, Linda Taylor e Matt Barnhoorn

Segue-se um período de grandes mudanças e Glen Stuart não se sente confortável com a nova direção. Entra Tommy Hoy, ex-Natural Acoustic Band, antes de Glen Stuart sair e abrir uma loja de animais em Richmond, Surrey. Nigel Smith se juntou a eles para a gravação de ‘Took a long Time’ em 1976. A banda sempre teve um fascínio pelo folk americano e country music, mesmo em discos anteriores, mas neste está com um som muito mais convincente do país norte-americano, que nos leva a pensar em James Taylor e outros grupos e artistas que trabalharam nesse período. Apesar do álbum incluir o impressionante baterista Pick Withers, as músicas demonstram uma falta gritante de inspiração. Em relação aos outros, é de fato um álbum medíocre. Pick Withers permanece por pouco tempo, preferindo aderir ao Dire Straits.

Em 1977, outro ex-membro da ‘Natural Acoustic Band’, Robin Thyne se juntou à banda. E ‘Prisoners on the Line’ é lançado em 1978. Um dos trabalhos mais bem realizados do grupo depois de ‘Lord Of The Ages’. ‘Wild Horses’, composta inicialmente por Mick Jagger e Keith Richards, tem um excelente trabalho de baixo de Roy Babbington. ‘No Truth in the Rumour’ de 1979, é um álbum bastante comum, e o grupo inclui apenas um membro original, Chris Simpson na guitarra e vocais, e a nova formação é composta por Doug Morter na guitarra, Tom McConville no violino, Jeff Bannister nos teclados, Terry Stanyon e Frank Rocotti na bateria, Lee Abbott e Alan Schmidt no baixo. ‘Midnight Blue’, lançado em 1982, é um esforço concentrado do grupo a se mover em uma direção mais comercial.

magna carta 4

Em 1988, ‘One To One’, é o primeiro álbum que inclui a cantora Linda Taylor, e os demais são: Gynn Jones, Paul Burgess e Will Jackson. Pouco depois, a gravadora fecha e o álbum cai no esquecimento. Gynn Jones deixou a banda no mesmo ano. Em 1990, Chris Simpson e Linda Taylor se casaram. A essência de ‘Magna Carta’, nos últimos 20 anos é Chris e Linda que se juntaram a Matt Barnhoorn, um violinista holandês. Álbuns de estúdio se tornaram raros e gravações ao vivo acontecem, em toda a Europa. Em 2006, Chris e Linda Simpson anunciaram que o casamento acabou e a banda decidiu que iria se separar principalmente pela deterioração da relação dos Simpsons. Em 2009, Chris e Linda, juntamente com Matt Barnhoorn se apresentam no último concerto no Koninklijk Teatro Carré em Amsterdã. A eles se juntaram alguns ex-membros. (Sugestão de António Bonifáccio do site O Sítio)

magna carta - airport song


magna carta (1969)    seasons (1970)    songs from wasties orchard (1971)

Magna Carta (1969)

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parte I    parte II
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parte I    parte II


Personnel: Chris Simpson (guitar, vocals); Lyell Tranter (guitar, vocals); Glen Stuart (vocals); Danny Thompson (bass); Harold McNair (flute); Johnny van Derek (fiddle)
Tracklist: 01. Times of Change 02. Daughter Daughter 03. Old John Parker 04. I Am No More 05. Ballad of Francis Alabadalejo 06. Spinning Wheels of TIme 07. Romeo Jack 08. Mid Winter 09. Shades of Grey 10. Emily Thru' the Window Pane 11. Sea and Sand (The Isle of Pabay)12. Seven O'Clock Hymn

Seasons (1970)
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Tracklist
01. Seasons (Prologue, Winter Song, Spring Poem, Spring Song, Summer Poem, Summer Song, Autumn Song, Epilogue, Winter Song (Reprise) 02. Goin' My Way (Road Song) 03. Elizabethan 04. Give Me No Goodbye 05. Ring of Stones 06. Scarecrow 07. Airport Song

Songs from Wasties Orchard (1971)
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Tracklist
01. The Bridge at Knaresborough Town 02. White Snow Dove 03. Parliament Hill 04. Wayfaring 05. Down Along Up 06. Country Jam 07. Time for the Leaving 08. Beyond The Isle Of Skye 09. Sponge 10. Sunday on the River 11. Good Morning Sun 12. Home Groan

magna carta - in concert (1972)    lord of the ages (1973)    prisoners on the line (1978)

In Concert (1972)

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parte I    parte II
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parte I    parte II

Tracklist
01. Airport Song 02. Time for the Leaving 03. The Boatman 04. Sea and Sand 05. Banjo 06. Old John Parker 07. Seven O'Clock Hymn/Midwinter 08. Country Jam 09. Ring of Stones

Lord of the Ages (1973)
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Personnel: Chris Simpson (guitar, vocals); Glenn Stuart (vocals); Stan Gordon (guitar, vocals); Gordon Huntley (steel guitar); Graham Smith (bass); Danny Thompson (bass); Gerry Conway (drums)
Tracklist: 01. Wish It Was 02. Two Old Friends 03. Lord of the Ages 04. Isn't It Funny (And Not a Little Bit Strange) 05. Song of the Evening 06. Father John 07. That Was Yesterday 08. Falkland Grene

Prisoners on the Line (1978)
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Tracklist
01. Overture 02. Soliloquy 1 03. Wild Horses 04. Ain’t No Turning Back 05. Faces of London 06. When You Fall 07. Soliloquy 2 08. Forever 09. In Tomorrow 10. Song for John 11. Rainy Day Companion 12. Nothing So Bad (It Can’t Get Better) 13. Idle Wind 14. C’est La Vie (That’s Life)

terça-feira, 8 de março de 2011

camel

camelAs raízes de ‘Camel’ podem ser encontradas em 1964, quando os irmãos Andrew e Ian Latimer reuniram-se com os amigos Alan Butcher e Richard Over para formar o ‘The Phantom Four’. Logo a banda adquiriu notoriedade local e o guitarrista Graham Cooper substituiu Richard Over e o nome da banda mudou para ‘Strange Brew’. Tocavam covers até 1968 quando Ian Latimer saiu para casar e logo depois Graham Cooper fez o mesmo. Andrew Latimer e Alan Butcher então colocaram um anúncio no jornal à procura de um baixista e Doug Ferguson respondeu e na audiência impressionou com a sua Fender. Assim, sob a influência do blues, em 1969, o guitarrista, flautista e vocalista Andrew Latimer com 22 anos, o baixista Doug Ferguson de apenas 14 anos e o baterista Andy Ward encurtaram o nome da banda para ‘The Brew’. Em 1970, ao trio juntou-se o tecladista Phillip Goodhand que mudou o nome da banda para ‘Tait’.

The Phantom Four 64-68No final do mesmo ano, Phillip saiu da banda e em 1971, Peter Bardens, também tecladista, veio fazer parte do trio de órfãos. Bardens tocou com Peter Green, Mick Fleetwood, e também com o lendário Van Morrison. O novo quarteto formado em Surrey, um condado situado ao sul da Inglaterra, escolheu o nome de ‘Camel’ e se apresentou como banda de apoio para ‘Wishbone Ash’, famosa no rock britânico no início da década de 70. Apesar de muitos lançamentos de álbuns a partir de 1972, ‘Camel’ nunca alcançou a devida popularidade como outras bandas britânicas de rock progressivo da época, como ‘Alan Parsons Project’ por exemplo. Ao longo de sua existência de 40 anos, tanto escalou as alturas da fama, como desceu às profundezas do inferno, principalmente devido ao escárnio da mídia especializada.

camel - Peter BardensComo tantas outras, ‘Camel’ nunca se curvou às exigências comerciais das gravadoras e durante todos esses anos, através de diferentes integrantes, continuou a produzir a sua própria marca original e cultivou uma legião de fãs dedicados. E durante esses anos Andrew Latimer manteve a liderança da banda. No final de 1973, o grupo lançou ‘Camel’ seu álbum de estréia. Em 1974, a banda mudou de rótulo e gravou ‘Mirage’. A capa inspirada em um maço de cigarros homônimo atraiu a não desejada atenção da empresa americana, que obrigou a mudança da capa, caso contrário, iria processar a banda e Peter Bardens sarcasticamente renomeou a música título para ‘Twenty Sticks of Cancer’, e por ironia do destino Peter veio a falecer de câncer no pulmão anos mais tarde. Como resultado de um acordo comercial a gravadora rapidamente desenvolveu uma nova capa muito parecida com o maço do cigarro Camel. O álbum é um dos mais lembrados do grupo e é também uma vitrine para a flauta de Andrew Latimer, principalmente em ‘Supertwister’.

the brew 1969Em 1975, veio o primeiro álbum de sucesso, que entrou nas paradas britânicas. A banda decidiu gravar um álbum conceitual baseado na história de algum livro. O baixista Doug Ferguson sugeriu ‘The Snow Goose’ de Paul Gallico. A história gira em torno de Rhayader, um faroleiro deformado que vive em um canto remoto da Inglaterra. Mantido à distância pelos moradores ele faz amizade com a menina Fritha que traz em seus braços um ganso canadense ferido por caçadores. Os três tornam-se amigos e são enredados à brutalidade da guerra. O álbum é totalmente instrumental, pois, originalmente o planejado era inserir trechos do livro, mas a banda não conseguiu obter permissão de Gallico. A guitarra e o trabalho de Latimer recorda ‘Genesis’ ou ‘Pink Floyd’, mas com mais flauta. ‘Moonmadness’ de 1976, foi mais bem sucedido nos Estados Unidos. Depois desse álbum o baixista Doug Ferguson deixou a banda e foi substituído por Richard Sinclair ao mesmo tempo em que o grupo adicionou o saxofonista Mel Collins.

A tensão entre Latimer e Bardens durante a gravação de ‘Rain Dances’ de 1977 resultou em conflito e Bardens deixou a banda logo após ‘Breathless’ de 1978. E antes da banda gravar o próximo álbum, Bardens foi substituído por dois tecladistas: Kit Watkins e Jim Schelhaas e o baixista Sinclair por Colin Bass. Em 1979 o rock’n’roll tinha sido alterado com o surgimento do punk rock, que resultou em uma diminuição do interesse pelo rock progressivo e consequentemente na venda de discos. E ‘I Can See Your House From Here’ recebeu menos atenção do que qualquer dos lançamentos da banda desde a sua estréia.

camel - 1976Latimer voltou a escrever álbuns conceituais e em 1981 foi gravado ‘Nude’ que descreve a história de um soldado esquecido em uma ilha durante a Segunda Guerra Mundial. Tanto a gravação deste álbum quanto a turnê mundial tiveram um efeito destrutivo na banda: Andy Ward sucumbiu ao álcool e as drogas e tentou o suicídio. Ele foi salvo, mas a gravadora, no entanto, não estava interessada nos problemas internos da banda e queria que o contrato fosse cumprido. Com a ajuda de vários músicos foi gravado ‘The Single Factor’ que também falhou na tentativa de ser mais acessível. Andy Ward após quase 13 anos deixou a banda definitivamente. ‘Stationary Traveller’ de 1984 foi outro álbum conceitual.

camel - Andrew LatimerApós o lançamento do álbum ao vivo, ‘Pressure Points’, de 1984, ‘Camel’ entrou num longo período de hibernação que durou até o início dos anos 90. Já em 1985, a gravadora tinha retirado a banda de sua lista e Latimer não foi capaz de encontrar um novo rótulo, por estar envolvido em uma difícil batalha juridica com o ex-empresário Geoff Jukes. Finalmente a banda ganhou a ação no final dos anos 80. Durante esse período, não foi produzida nenhuma música nova. Em 1988, Latimer vendeu sua casa na Inglaterra e se mudou para a Califórnia, onde fundou o selo independente ‘Camel Productions’ e ‘Dust and Dreams’ foi o seu primeiro lançamento em 1991. E seguiram-se várias turnês com outros componentes. Em 2002, o primeiro tecladista do ‘Camel’, Peter Bardens, morreu de câncer no pulmão. Além de uma fértil carreira solo, Bardens esteve envolvido com vários outros projetos de rock progressivo. Através da empresa ‘Camel Productions’, Andrew Latimer permanece vivo e bem.

camel - mother road


camel - echoes (1993)

Echoes (1993)

CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Never Let Go (Camel - 1973)
02. Freefall (Mirage - 1974)
03. Lady Fantasy: Encounter/Smiles For You/Lady Fantasy (Mirage - 1974)
04. Rhayader (The Snow Goose - 1975)
05. Rhayader Goes To Town (The Snow Goose - 1975)
06. Song Within a Song (Moonmadness - 1976)
07. Air Born (Moonmadness - 1976)
08. Lunar Sea (Moonmadness - 1976)
09. Unevensong (Rain Dances - 1977)
10. Tell Me (Rain Dances - 1977)
11. Elke (Rain Dances - 1977)
12. Skylines (Rain Dances - 1977)

Tracklist CD 2
01. Breathless (Breathless - 1978)
02. Echoes (Breathless - 1978)
03. The Sleeper (Breathless - 1978)
04. Your Love is Stranger than Mine (I Can See Your House From Here - 1979)
05. Hymn To Her (I Can See Your House From Here - 1979)
06. Ice (I Can See Your House From Here - 1979)
07. Drafted (Nude - 1981)
08. Lies (Nude - 1981)
09. Sasquatch (The Single Factor - 1982)
10. You Are The One (The Single Factor - 1982)
11. Refugee (Stationary Traveller - 1984)
12. West Berlin (Stationary Traveller - 1984)
13. Mother Road (Dust And Dreams - 1991)
14. Whispers In The Rain (Dust And Dreams - 1991)

Rainbow's End: Anthology 1973-1985 (2010)

Rainbow's End: Anthology 1973-1985 (2010)

CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II
CD 3: parte I    parte II
CD 4: parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Slow Yourself Down (Camel - 1973)
02. Never Let Go (Camel - 1973)
03. Curiosity (Camel - 1973)
04. Mystic Queen (Camel - 1973)
05. Nimrodel /The Procession /The White Rider (Mirage - 1974)
06. Freefall (Mirage - 1974)
07. Earthrise (Mirage - 1974)
08. Lady Fantasy (Original Mix)
09. Liggmg At Louis (A Live Record - 1978)
10. Arabaluba (Camel - 1973)
11. Supertwister (Mirage - 1974)

Tracklist CD 2
01. Homage To The God Of Light (Marquee Club - 1974)
02. The Great Marsh (The Snow Goose - 1975)
03. Rhayader (The Snow Goose - 1975)
04. Rhayader Goes To Town (The Snow Goose - 1975)
05. Preparation (The Snow Goose - 1975)
06. Dunkirk (The Snow Goose - 1975)
07. Aristillus (Moonmadness - 1976)
08. A Song Within A Song (Moonmadness - 1976)
09. Air Born (Moonmadness - 1976)
10. Spirit Of The Water (Moonmadness - 1976)
11. Chord Change (Moonmadness - 1976)
12. Another Night (Moonmadness - 1976)
13. First Light (Rain Dances - 1977)
14. Elke (Rain Dances - 1977)

Tracklist CD 3
01. Tell Me (Rain Dances - 1977)
02. Metrognome (Rain Dances - 1977)
03. Unevensong (Rain Dances - 1977)
04. Lunar Sea (Moonmadness - 1976)
05. Rain Dances (Rain Dances - 1977)
06. Echoes (Breathless - 1978)
07. Starlight Ride (Breathless - 1978)
08. Breathless (Breathless - 1978)
09. Rainbow's End (Breathless - 1978)
10. Survival (I Can See Your House From Here - 1979)
11. Hymn To Her (I Can See Your House From Here - 1979)
12. Ice (I Can See Your House From Here - 1979)
13. City Life (Nude - 1981)
14. Nude (Nude - 1981)
15. Drafted (Nude - 1981)
16. Lies (Nude - 1981)

Tracklist CD 4
01. Docks (Nude - 1981)
02. Beached (Nude - 1981)
03. Captured (Nude - 1981)
04. Summer Lightning (Breathless - 1978)
05. Sasquatch (The Single Factor - 1982)
06. Heroes (The Single Factor - 1982)
07. Selva (The Single Factor - 1982)
08. A Heart's Desire (The Single Factor - 1982)
09. End Piece (The Single Factor - 1982)
10. In The Arms Of Waltzing Fraulines (Stationary Traveller - 1984 Bonus Tracks)
11. Cloak And Dagger Man (Stationary Traveller - 1984)
12. Stationary Traveller (Stationary Traveller - 1984)
13. Long Goodbyes (Stationary Traveller - 1984)
14. Pressure Points (Stationary Traveller - 1984)
15. West Berlin (Stationary Traveller - 1984)
16. Fingertips (Stationary Traveller - 1984)
17. Rhayader (The Snow Goose - 1975)
18. Rhayader Goes To Town (The Snow Goose - 1975)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

gentle giant

gentle giant‘Gentle Giant’ foi uma banda britânica e ocupa um lugar digno entre os grupos progressistas importantes do início dos anos setenta, no entanto, o grupo nunca fez muito sucesso. Formada no início da era do rock progressivo em 1969, a banda parecia pronta para sair do seu estatus de banda cult, mas nunca deu o salto. Sua multiplicidade de estilos musicais é quase impossível de categorizar: jazz parece ser a mais óbvia influência. Uma mistura única de hard rock e blues, música clássica e jazz aos madrigais renascentistas. Além de incluírem passagens curtas e longas de folk, punk dos estágios finais ou pop com órgão de igreja parecia ser esse o caminho normal para o grupo. Um pouco mais para ‘Yes’ e ‘King Crimson’ do que para ‘Emerson, Lake & Palmer’. As canções são ritmicamente complexas, as letras ricas e inteligentes. Eram conhecidos por seu inédito multi-instrumentalismo, os integrantes se alternavam o tempo todos entre os diversos instrumentos. ‘Gentle Giant’ é uma banda única. Isso, talvez explique porque nunca conseguiu grande avanço comercial como ‘Yes’ e ‘Emerson, Lake & Palmer’ ou que muitos fãs de rock progressivo não são conscientes de sua existência e importância. A ‘Rolling Stone’, nem sequer se preocupou em incluir ‘Gentle Giant’ em sua lista de intérpretes. Ironicamente, no final dos anos 70, a banda escolheu um caminho mais pop, e por isso, seus álbuns mais recentes são frequentemente odiados, mesmo sendo esses álbuns, infinitamente melhores do que os produtos similares do grupo ‘Genesis’ por exemplo.

gentle giant‘Gentle Giant’ nasceu das ruínas de ‘Simon Dupree & the Big Sound’ liderada pelos irmãos Derek, Ray e Phil Shulman. E como ‘Gentle Giant’ o grupo abandonou as orientações R&B e psicodélicas da banda anterior; Derek cantava e tocava guitarra e baixo, Ray cantava e tocava baixo e violino, e Phil o saxofone, acompanhados por Kerry Minnear nos teclados e Gary Green na guitarra. Sua formação original também contou com Martin Smith na bateria, mas nos primeiros anos houve uma troca constante de bateristas. Em 1970, o grupo assinou com a gravadora 'Vertigo', e lançou o seu primeiro álbum auto-intitulado, uma obra espantosamente ousada que misturava hard rock e elementos clássicos, famoso pela capa e pelo rosto do gigante, marca até hoje do grupo. O disco rendeu boas críticas e o estilo parecia um pouco com o ‘King Crimson’ de Robert Fripp, mas não tão poderoso. O segundo, ‘Acquiring The Taste’, foi um pouco mais acessível e depois de uma turnê ao lado do ‘Jethro Tull’ lançam o terceiro ‘Three Friends’, com Malcolm Mortimore na bateria, e o primeiro disco lançado nos EUA. Seu quarto álbum, ‘Octopus’, parecia que levaria o grupo ao sucesso, eles haviam encontrado a mistura ideal de hard rock e sons clássicos que os críticos e o público poderiam aceitar, e eles finalmente tiveram um baterista fixo, John Weathers.

gentle giant Em 1973, no entanto, ‘Gentle Giant’ começou a desmoronar. Phil Shulman decidiu desistir da música depois da turnê do álbum ‘Octopus’, e tornou-se um professor. Em seguida, o grupo gravou o álbum ‘In a Glass House’ que enfrentou problemas na América, já que a gravadora considerava o disco anti-comercial. O disco realmente não foi lançado nos Estados Unidos, e teve que ser importado pelos fãs. ‘Free Hand’, mais comercial, apesar dos tantos problemas com empresários e gravadoras era um disco otimista e fez um grande sucesso, que acabou resultando em uma imensa excursão mundial. Com uma produção cuidadosa, o grupo lançou ‘Interview’ e saíram em excursão que renderia um novo disco, o ótimo ‘Playing The Fool: The Official Live’. Mas, apesar do auge técnico, no final da década sua popularidade estava em queda livre, uma nova geração surgia, a dos punks, que odiavam não apenas os ‘Gentle Giant’, mas todas as bandas do rock progressivo e do hard rock. Começaram a ser desprezados e havia a pressão para serem comercialmente viáveis. E gravaram ‘Giant For A Day’, o pior disco da banda que quase destruiu toda a reputação do grupo. A sensação era de derrota. Ainda gravaram mais um disco, ‘Civilian’, antes de Kerry Minnear, que desempenhava um papel cada vez mais importante desde meados dos anos 70, deixar a banda em 1980. Ray Shulman mais tarde se tornou um produtor e teve um sucesso considerável na Inglaterra, trabalhando com o grupo islandês ‘Sugarcubes’ que revelou a exótica Björk. Enquanto Derek Shulman tornou-se um executivo em Nova York. ‘Gentle Giant’ foi mais uma banda que sucumbiu às pressões das gravadoras.

gentle giant - black cat


‘Gentle Giant’ é o auto-intitulado álbum de estréia. Nele é explorado vários estilos, desde o jazz ao blues rock, passando pelo hard rock e puro rock progressivo com toques medievais. É uma estranha e deliciosa miscelânea de idéias. Algumas canções soam quase exatamente como o inicio de King Crimson, é o caso de ‘Alucard’. ‘Funny Ways’, toda encharcada de violões e violoncelos é um dos destaques do álbum. É um casamento perfeito das ambições progressivas com influência pop.

O segundo álbum ‘Acquiring the Taste’ se afasta um pouco do blues e do jazz, há mais espaço para experimentações e variação maior nos instrumentos, sendo que os integrantes tocam mais de 30 no total. Um grande avanço da banda com um som mais unificado e elegante musicalidade, misturando hard rock e cantos gregorianos. ‘Pantagruel’s Nativity’ é um épico medieval majestoso. ‘Black Cat’ acaricia o pop-jazz. Um álbum digno, com momentos inspirados.

gentle giant - gentle giant (1970)    gentle giant - acquiring the taste (1971)

Gentle Giant (1970)    |    Acquiring The Taste (1971)

Tracklist: Gentle Giant
01. Giant 02. Funny Ways 03. Alucard 04. Isn't It Quiet & Cold 05. Nothing At All 06. Why Not? 07. The Queen

Tracklist: Acquiring The Taste
01. Pantagruel’s Nativity 02. Edge Of Twilight 03. The House, The Street, The Room 04. Acquiring The Taste 05. Wreck 06. The Moon Is Down 07. Black Cat 08. Plain Truth

O terceiro álbum ‘Three Friends’ foi outro avanço, desta vez na direção de um som mais rock, principalmente as guitarras, o baixo e os teclados eletrônicos. O álbum quase sacrificou as intenções progressistas do grupo, no entanto, há alguns momentos mais suaves como em ‘Schooldays’, onde as harmonias e arranjos ainda tinham uma sensação medieval, e as melodias bastante envolventes. Neste álbum, ‘Gentle Giant’ decidiu que iria expandir seus horizontes conceituais e acabou escrevendo quase uma ópera-rock.

‘Octopus’ marcou a mudança na bateria de Malcolm Mortimore para John Weathers. Para muitos foi provavelmente o melhor álbum da banda, com exceção, talvez de ‘Acquiring the Taste’. Um dos destaques é a intrincada ‘Knots’, inspirada na obra de Ronald David Laing, psiquiatra escocês que escreveu extensamente sobre doenças mentais, em particular, as psicoses.

gentle giant - three friends (1972)    gentle giant - octopus (1974)

Three Friends (1972)    |    Octopus (1972)

Tracklist: Three Friends
01. Prologue 02. Schooldays 03. Working All Day 04. Peel The Paint 05. Mister Class And Quality? 06. Three Friends

Tracklist: Octopus
01. The Advent Of Panurge 02. Raconteur Troubadour 03. A Cry For Everyone 04. Knots 05. The Boys In The Band 06. Dog's Life 07. Think Of Me With Kindness 08. River

A banda foi reduzida a um quinteto em ‘In a Glass House’ com a saída do irmão mais velho Phil Shulman, e mesmo sem a presença de seu saxofone, o som não foi alterado. Há o rock e todos os tipos de pequenas experiências com instrumentos de percussão em ‘An Inmate's Lullaby’, assim como a música medieval em ‘Way of Life’ num estilo novo. A banda volta ao conceitualismo, o álbum inteiro é dedicado à idéia de que você não deve atirar pedras ao viver em uma casa de vidro. As letras do álbum são na maior parte pessimistas, condenando tanto a sociedade em 'The Runaway’ quanto o indivíduo que vive nessa sociedade em ‘Experience’. O álbum apresenta indiscutivelmente o melhor conjunto de letras da banda e, no geral, é um bocado triste. Começa de forma brilhante, com o som de vidro quebrando, que se transforma em um padrão rítmico, que sem dúvida, lembra o toque de caixa de ‘Pink Floyd’ em 'Money'.

Depois do excelente ‘In a Glass House’ o grupo desenvolveu ainda mais a sua abordagem renascentista medieval em ‘Free Hand’, produzindo uma das gravações mais criativas e complexas da história do rock progressivo. Sua abordagem vocal em ‘On Reflection’ foi revolucionária para a época e é encarada como um dos momentos de definição do gênero. A maioria do material no ‘Free Hand’ pode ser chamado de tudo menos ‘pop de vanguarda’, isto é, as canções são bastante complexas, mas apesar da complexidade dos arranjos, a música não soa acadêmica, é acessível. A combinação de uma musicalidade fantástica e composições criativas tornam este álbum essencial e histórico.

gentle giant - in a glass house (1973)    gentle giant - free hand (1975)

In a Glass House (1973)    |    Free Hand (1975)

Tracklist: In a Glass House
01. The Runaway 02. An Inmate’s Lullaby 03. Way Of Life 04. Experience 05. A Reunion 06. In A Glass House

Tracklist: Free Hand
01. Just The Same 02. On Reflection 03. Free Hand 04. Time To Kill 05. His Last Voyage 06. Talybont 07. Mobile

‘Playing The Fool’ foi gravado na turnê européia de 1976, o repertório inclui várias músicas que estão fora de seus primeiros álbuns, incluindo os não lançados nos EUA.

gentle giant - playing the fool (1976)

Playing The Fool (live) (1976)

Tracklist: Playing The Fool
01. Introduction 02. Just The Same 03. Proclamation 04. Valedictory 05. On Reflection (Rearranged) 06. The Boys In The Band 07. Funny Ways 08. The Runaway 09. Experience 10. So Sincere 11. Drum And Percussion Bash 12. Free Hand 13. Sweet Georgia Brown 14. Peel The Paint 15. I Lost My Head

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

electric light orchestra

electric light orchestra‘Electric Light Orchestra’ ou ELO, abreviatura adotada pela própria banda, foi um dos grupos mais inovadores da década de 1970, e teve suas origens no grupo ‘The Move’, uma das bandas mais enigmáticas e controversas da Inglaterra do final dos anos 60. É difícil imaginar que um grupo tão invulgar, famoso por quebrar aparelhos de televisão e pianos, daria origem ao ‘Electric Light Orchestra’. Roy Wood, conhecido por suas extravagâncias, Jeff Lynne e Bev Bevan, estavam à frente do ‘The Move’ quando surgiu a idéia de um novo caminho, com um som mais complexo, aproveitando a onda progressiva que tomava conta do rock nessa época. Ao invés de usar teclados ou mellotron, a idéia era misturar rock com sons de música clássica, traços de música medieval e folk, e muita psicodelia. Jeff Lynne tocava guitarra, piano, e era vocalista. Rick Price era o baixista. Roy Wood além de guitarra acrescentou violoncelo, fagote, flauta doce, clarinete e até oboé. O trompetista Bill Hunt e o violinista Steve Woolam foram convidados a fim de explorar a sonoridade e os arranjos clássicos.

roy woodDisputas contratuais levaram à extinção do ‘The Move’, mas antes que a banda terminasse, o trio remanescente gravou em 1971, o que se tornaria o primeiro álbum do ELO, o ‘Electric Light Orchestra’, um clássico do rock progressivo que alcançou as paradas britânicas, atingindo o Top 10 da época com a música ‘10538 overture’. Bem avaliado pela crítica, o álbum não obteve boas vendas como também, a turnê da nova banda não foi bem sucedida. Nos shows perdia-se muito tempo com a troca de instrumentos e as turbulências surgiram entre os dois líderes, resultando com a saída de Roy Wood, o mentor e principal líder e o que executava a maioria dos instrumentos. Wood saiu para fundar sua banda ‘Wizzard’. Mas Jeff Lynne mostrou a sua força, assumiu os vocais e com novos membros entre os quais o tecladista e esporadicamente guitarrista Richard Tandy e o baixista Kelly Grouncut, importante também nos vocais de apoio, a banda lançou em 1973, o segundo álbum ‘ELO II’ o último registro progressivo do grupo. Nesse álbum eles regravaram o clássico de Chuck Berry: ‘Roll Over Beethoven’. Em 1974 gravaram o famoso ‘Eldorado’ que apesar do sucesso alcançado, a banda continuava conhecida por poucas pessoas e apreciada por menos pessoas ainda.

 Jeff LynneOs shows eram intensos, com cenários grandiosos e efeitos de muitas luzes, mas os integrantes eram pacatos, não seguiam os padrões glam da época, não usavam roupas rasgadas e não tinham tatuagens. Em 1975 lançaram ‘Face the Music’. Em 1977, ‘Out of the Blue’ (leia mais aqui), considerado uma obra prima do ELO. Em 1979 é lançado com grande sucesso o ‘Discovery’. Logo depois Jeff Lynne faz a trilha sonora para o filme ‘Xanadu'. Nos anos 80 Lynne auxiliou na produção e gravação do disco ‘Cloud Nine’ de George Harrison. Colaborou também com Roy Orbisom, Bob Dylan e Tom Petty. Em 1988 Bev Bevan formaria o ‘Eletric Light Orchestra II’ com Neil Lockwood, o tecladista Eric Troyer e o baxista Pete Haycock e uma série de álbuns ao vivo foi lançada com a banda tocando com a ‘Orquestra Sinfônica de Moscou’. Na década de 90 Jeff Lynne lançou seu primeiro disco solo, e passou o resto da década produzindo material para artistas como Joe Cocker, Tom Jones e Paul McCartney, além de ter trabalhado no projeto ‘Beatles Anthology’. O último álbum feito pelo ELO foi o ‘Zoom’, lançado em 2001.

electric light orchestra - alright


Electric Light Orchestra - The Gold Collection (1996)

The Gold Collection (1996)
parte I    parte II

Tracklist
01. 10538 Overture 02. Mr. Radio 03. All Over the World (Showdown Early Version) 04. Look at Me Now 05. Manhattan Rumble (49th. Street Massacre) 06. In Old England Town (Boogie No.2) 07. My Woman (Ma Ma Ma Belle Early Version) 08. Roll Over Beethoven 09. The Battle of Marston Moor (July 2nd. 1644) 10. Queen of The Hours 11. Showdown (Single Version) 12. First Movement (Jumping Biz) 13. Whisper on The Night 14. Momma

Electric Light Orchestra - The Essential  (2003)

The Essential (2003)

Tracklist
01. Evil Woman 02. Do Ya 03. Can't Get It Out Of My Head 04. Mr. Blue Sky 05. Strange Magic 06. Livin' Thing 07. Turn to Stone 08. Sweet Talkin' Woman 09. Telephone Line 10. Shine A Little Love 11. Hold On Tight 12. Calling America 13. Rock and Roll Is King 14. Don't Bring Me Down 15. Roll over Beethoven

Electric Light Orchestra – Greatest Hits (Star Mark Compilations)

Greatest Hits (Star Mark Compilations) (2008)
CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Alright 02. Turn To Stone 03. Twilight 04. Secret Messages 05. Ticket To The Moon 06. Evil Woman 07. Livin’ Thing 08. Just For Love 09. Xanadu [New Version] 10. Love Changes All 11. Ordinary Dream 12. Last Train To London 13. Now You’re Gone 14. Moment In Paradise 15. Four Little Diamonds 16. Strange Magic 17. Showdown 18. Telephone Line 19. Don’t Bring Me Down 20. Mr. Blue Sky

Tracklist CD 2
01. Helpless 02. Sweet Talkin’ Woman 03. Shine A Little Love 04. A Long Time Gone 05. So Serious 06. All Over The World 07. I’m Alive 08. Calling America 09. Can’t Get It Out Of My Head 10. The Diary Of Horace Wimp 11. Confusion 12. Melting In The Sun 13. Every Little Thing 14. Stranger On A Quiet Street 15. Don’t Say Goodbye 16. It Really Doesn’t Matter 17. Great Balls Of Fire 18. Rock & Roll Is King 19. Hold On Tight 20. Do Ya 21. 10538 Overture 22. Roll over Beethoven

domingo, 22 de novembro de 2009

kin ping meh

kin ping mehNão, ‘Kin Ping Meh’ não é uma banda chinesa, é alemã e embora seja rotulada como krautrock é uma banda de rock progressivo e hard rock formada em 1970 em Manheim, cujo embrião era o grupo escolar ‘Thunderbirds’ e tinha Werner Stephan nos vocais; Joachim Schafer na guitarra, piano e vocais; Fritz Schmitt no órgão e piano; Torsten Herzog no baixo e Kalle Weber na bateria. O gênero krautrock deriva da palavra krauts (chucrute) que era um termo depreciativo usado para os soldados alemães na Segunda Guerra Mundial, e foi criação de John Peel, apresentador de destaque de uma estação de rádio britânico em 1968, que o utilizava para designar as bandas de rock da Alemanha Ocidental que se destacavam internacionalmente.

O nome ‘Kin Ping Meh’, que significa ‘um ramo de flor de ameixa em um vaso de ouro’ foi retirado de um romance chinês do século 16 que retrata a vida e os costumes da época e os integrantes tinham como modelo as bandas inglesas ‘Deep Purple’, ‘Uriah Heep’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1970, deram o primeiro concerto e nos meses seguintes participaram de sete concursos importantes. Foram descobertos pelos caçadores de talentos da ‘Polydor’ em 1971, e antes da gravação do primeiro álbum Joachim Schafer, que deixou a banda, foi prontamente substituído por Willie Wagner. O ano de 1972 foi um ano muito bom para ‘Kin Ping Meh’, participaram de um musical anti-drogas, compuseram a trilha sonora para um seriado, abriram os Jogos Olímpicos de Vela de Kiel, saíram em turnê com Rory Gallagher e lançaram o segundo álbum ‘Nº 2' que conta com um cover dos Beatles: Come Together. Mas o grupo pagou um alto preço por estar constantemente na estrada: Willie Wagner, Werner Stephan e Torsten Herzog saíram para serem substituídos por Gerhard ‘Gagey’ Mrozeck, Uli Gross, o baixista britânico Alan Joe Wroe e seu conterrâneo Geff Harrison. Com essa formação gravaram ‘Kin Ping Meh 3’ que contou com um coro feminino.

kin ping meh - Kalle WeberE foi principalmente por causa do vocalista Geff Harrison que a banda desenvolveu uma imagem de hard rock e apareceu em alguns programas de televisão com ‘Deep Purple’ e ‘Slade’. O quarto álbum ‘Virtues & Sins’ recebeu comparações com os ‘Rolling Stones’ e ‘Spooky Tooth’. Em 1976 lançaram ‘Concrete’, um álbum ao vivo. Após o término do contrato com a gravadora, Geff Harrison e Alan Joe Wroe deixaram a banda, os outros integrantes ainda tentaram um novo começo, mas foram incapazes de continuar a história de sucesso, principalmente por causa do fraco desempenho vocal. No verão de 1977, a banda finalmente foi extinta. Em novembro de 1982 aconteceu um show revival de ‘Kin Ping Meh’ na Universidade de Berlim, mas o grupo era constituído principalmente por membros da banda de Geff Harrison, Gerhard Mrozeck e Kalle Weber não participaram. Kalle Weber, da formação original da banda, morreu de um ataque cardíaco em 1995.

kin ping meh - fairy tales


Kin Ping Meh - Kin Ping Meh (1971)

Kin Ping Meh (1971)

Tracklist
01. Fairy Tales 02. Sometime 03. Don't You Know 04. Too Many People (Live) 05. Drugsen's Trip 06. My Dove 07. Everything 08. My Future 09. Everything's My Way 10. Woman 11. Every Day 12. Alexandra 13. Too Many People

Kin Ping Meh - Nº 2 (1972)

Kin Ping Meh Nº 2 (1972)

Tracklist
01. Come Down To The Riverside 02. Don't Forget Your Horse 03. Come Together 04. Together Jam 05. Livable Ways 06. Day Dreams 07. Very Long Ago 08. I Wonna Be Lazy 09. Sometime 10. Sunday Morning Eve

Kin Ping Meh - Kin Ping Meh 3 (1973)

Kin Ping Meh 3 (1973)

Tracklist
01. Come On In 02. Random 03. Love Is The Day 04. Rock Is The Way 05. Circus 06. Mrs. Holmes

Kin Ping Meh - Virtues & Sins (1974)

Virtues & Sins (1974)

Tracklist
01. Good Time Gracie 02. Your're A Liar 03. Night-Time Glider 04. When Summer's Gone 05. Whisky Flyer 06. Rich Kid Blues 07. Living Your Lies 08. Virtue And Sins

Kin Ping Meh – Concrete (1976)

Concrete (1976)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Light Entertainment 02. Come Together 03. Too Many People 04. Me and I 05. I Want to Die A Millionaire 06. Night-Time Glider 07. East Winds

CD 2
01. High Time Whiskey Flyer 02. Blue Horizon 03. Dancing in the Street 04. Don't Force Your Horse 05. Good Time Gracie 06. Rock Is the Way

Kin Ping Meh - Fairy Tales and Cryptic Chapters (1998)

Fairy Tales and Cryptic Chapters (1998)
CD 1
CD 2: parte I    parte II
CD 3    CD 4

CD 1: Take Five Dreams Until Kissing Time
01. Fantasy I 02. I Love You More Than You'll Ever Know 03. Something 04. You've Made Me So Very Happy 05. Light My Fire (Doors) 06. Spinning Wheel 07. My Future 08. Too Many People 09. Haze 10. In A Better Way 11. Old Man From Peru 12. Woman (Live) 13. Organ Intro 14. My Dove 15. Fairy Tales 16. Fantasy II

CD 2: Live Lessons At Bier's Dancing School
01. I Believe, that I'm a Winner 02. Help 03. Forget It, I Got It 04. Everyday (Live) 05. Don't You Know (Live) 06. I'm a Man (Live) 07. Progressive Blues Jam 08. Everything's My Way 09. Child in Time 10. Alexandra (Live) 11. Salty Dog 12. Happy Song 13. Killing Time

CD 3: Sometime Beside Drugson's Trip
01. Good Morning Kin Ping Meh 02. Everything's My Way (Live) 03. Everything's My Way (Alternate Instrumental) 04. My Future (Alternate Instrumental) 05. Too Many People (Alternate Instrumental) 06. Theme From Fairy Tales (Alternate Instrumental) 07. Don't You Know (Alternate Instrumental) 08. Final Blues (Alternate Instrumental) 09. The Ballad Of Drugson's Trip (Live) 10. Sometime (Live 1971) 11. Don't Get Confused (Live Early Fairy Tales) 12. Help (Live) 13. Too Many People 14. Do It Babe (Early Dove Version) 15. Drugson's Trip

CD 4: Final Cuts From Bier Conventions
01. Stage Announcements 02. Everything's my Way 03. Haze 04. Witch Craft 05. In a Better Time 06. Salty Dog 07. I'm a Man 08. Child in Time 09. Stage Announcement by Joachim Schafer 10. Everything's My Way 11. Salty Dog 12. Alexandra (Rehearsal for a Musical Called Rausch)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

the moody blues

The Moody BluesSim, eles faziam parte do ‘british invasion’. Sim, eles tiveram um sucesso considerável na década de 1980. ‘The Moody Blues’ era originalmente uma banda britânica de rhythm and blues, depois tornaram-se conhecidos através da música psicodélica e do rock progressivo que foi definido pela Imprensa britânica como o ‘encontro da sofisticação e lirismo da música erudita com a energia e simplicidade da música jovem moderna (leia-se rock'n roll)'. A banda foi formada em 1964, em Birmingham, Inglaterra, por Ray Thomas (sopros e vocal), Mike Pinder (teclados e vocal), Denny Lane (guitarra e vocal), Graeme Edge (bateria) e Clint Warwick (baixo e vocal) que mais tarde gravariam o que é considerado por críticos o primeiro LP de rock progressivo da história, o ‘Days Of Future Passed’. Foram os pioneiros a usar música erudita, foram igualmente pioneiros no uso do ‘mellotron’, instrumento de teclado que tem em seu interior um arquivo de sons gravados em fita, cada tecla comanda uma fita com uma nota musical, gravada, por exemplo, de um violino.

the moddy blues 1968Apesar do sucesso com a música ‘Go Now’, e boas colocações nas paradas inglesas e norte-americanas, a banda entrou em declínio. Com isso, Clint Warwick e Denny Laine partiram. Laine passou um bom tempo no anonimato, para ressurgir, na década de setenta, com os ‘Wings’ de Paul McCartney. Quanto ao Clint Warwick, nunca mais se ouviu falar dele. ‘The Moody Blues’ só retornou em 1967, com Justin Hayward (guitarra e vocal), John Lodge (baixo e vocal), mais Mike Pinder, Ray Thomas e Graeme Edge. Foi quando entrou em cena o ‘mellotron’ e os integrantes passaram a agir como se a banda não tivesse uma história anterior, um passado. O LP do retorno foi ‘Days Of Future Passed’. Essa segunda formação seguiu firme até 1972, quando a banda se dispersou, e no período de cinco anos foi lançado apenas uma coletânea e um álbum contendo gravações antigas ao vivo. Em 1978, o quinteto entrou em estúdio para gravar ‘Octave’. Depois desse LP, Mike Pinder deixou a banda e foi substituído por Patrick Moraz (ex Refugee, Yes). A banda ainda existe e o único integrante original é Graeme Edge.

Os álbuns de ‘The Moody Blues’ tiveram certas características, como um tema central para cada álbum, em torno do qual as músicas eram desenvolvidas, temas que abordavam questões fundamentais para a vida humana, como por exemplo em ‘A Question of Balance’, que defende a preservação do meio ambiente; era comum um texto recitado, principalmente na abertura do álbum. Com arranjos e melodias incrivelmente belos, o álbum ‘Days Of Future Passed’ representa até hoje uma das mais perfeitas fusões entre o erudito e o rock, particularmente, na obra-prima ‘Nights In White Satin’. Concebido para ser apenas uma releitura da ‘Sinfonia do Novo Mundo’ de Dvorak, acabou sendo uma obra inédita com as partes orquestrais executadas pela ‘London Festival Orchestra’ a cargo do Maestro Peter Knight e a das partes do ‘rock’ com os membros da banda.

the moody blues - nights in white satin


the moody blues - go now (1964)

Go Now (1965)

Tracklist
01. I Go Crazy 02. And My Baby's Gone 03. Go Now 04. It's Easy Child 05. Can't Nobody Love You 06. I Had a Dream 07. Let Me Go 08. I Don't Want to Go on Without You 09. True Story 10. It Ain't Necessarily So 11. Bye Bye Bird 12. From the Bottom of My Heart (I Love You)

The Moody Blues - Time Traveller (1994)

Time Traveller (1994)
CD 1    CD 2    CD 3    CD 4    CD 5

Tracklist CD 1
01. Fly Me High 02. Love and Beauty 03. Cities 04. Tuesday Afternoon (Forever Afternoon) 05. Nights in White Satin 06. Ride My See-Saw 07. Legend of a Mind 08. House of Four Doors 09. Voices in the Sky 10. Best Way to Travel 11. Actor 12. In the Beginning 13. Lovely to See You 14. Dear Diary 15. Never Comes the Day 16. Are You Sitting Comfortably? 17. Dream 18. Have You Heard, Pt. 1 19. Voyage 20. Have You Heard, Pt. 2

Tracklist CD 2
01. Higher and Higher 02. Gypsy (Of a Strange and Distant Time) 03. Eyes of a Child 04. Never Thought I'd Live to Be a Hundred 05. Beyond 06. Out and In 07. Candle of Life 08. Never Thought I'd Live to Be a Hundred 09. Watching and Waiting 10. Question 11. Don't You Feel Small 12. It's Up to You 13. Minstrel's Song 14. Dawning Is the Day 15. Melancholy Man 16. Procession 17. Story in Your Eyes 18. One More Time to Live 19. You Can Never Go Home 20. My Song

Tracklist CD 3
01. Lost in a Lost World 02. New Horizons 03. For My Lady 04. Isn't Life Strange 05. You and Me 06. I'm Just a Singer (In a Rock & Roll Band) 07. This Morning 08. Remember Me, My Friend 09. My Brother 10. Saved by the Music 11. I Dreamed Last Night 12. When You Wake Up 13. Blue Guitar 14. Steppin' in a Slide Zone 15. Driftwood 16. Day We Meet Again

Tracklist CD 4
01. Forever Autumn 02. Voice 03. Talking Out of Turn 04. Gemini Dream 05. Blue Worl 06. Sitting at the Wheel 07. Running Water 08. Your Wildest Dreams 09. Other Side of Life 10. I Know You're Out There Somewhere 11. No More Lies 12. Say It With Love 13. Bless the Wings (That Bring You Back) 14. Lean on Me (Tonight) 15. Highway

Tracklist CD 5 (bonus)
01. This Is The Moment 02. The Story In Your Eyes (Live) 03. Voices In The Sky (Live) 04. New Horizons (Live) 05. Emily's Song (Live) 06. Bless The Wings (That Bring You Back ) (Live) 07. Say It With Love (Live) 08. Legend Of A Mind (Live) 09. Gemini Dream (Live)

the moody blues - Days Of Future Passed (1967) remastered

Days of Future Passed (1967)

Tracklist
01. The Day Begins
02. Dawn: Dawn Is a Feeling
03. The Morning: Another Morning
04. Lunch Break: Peak Hour

05. The Afternoon
a) Forever Afternoon (Tuesday?)
b) Time To Get Away

06. Evening
a) The Sun Set
b) Twilight Time

07. The Night
a) Nights In White Satin
b) Late Lament

Bonus Tracks
08. Don't Let Me Be Misunderstood
09. Fly Me High
10. I Really Haven't Got The Time
11. Love And Beauty
12. Leave This Man Alone
13. Cities

Alternative Versions & Out-Takes
14. Tuesday Afternoon
15. Dawn Dawn Is A Feeling
16. The Sun Set
17. Twilight Time


terça-feira, 29 de setembro de 2009

alan parsons project

Alan ParsonsUm dos rótulos que surgiu ainda antes da virada da década de 70 foi o rock progressivo, fortemente influenciado pela música clássica e pelas inovações tecnológicas. ‘Alan Parsons Project’ não era exatamente uma banda, e sim, conforme o próprio nome indica, uma idéia criada na Inglaterra por Alan Parsons, produtor e engenheiro. Nascido em Londres no ano de 1949, ele começou sua carreira musical como engenheiro assistente nos estúdios EMI, e conquistou fama na indústria musical através de seu trabalho na obra-prima 'Abbey Road' dos Beatles em 1969. Depois disto, Parsons trabalhou com Paul McCartney e também supervisionou gravações de Al Stewart e de outros artistas, mas solidificou sua reputação trabalhando com o ‘Pink Floyd’ no ‘Dark Side of the Moon’. Influenciado pelo conceitual ‘Time Passages’ de Al Stewart, Parsons decidiu começar a criar suas próprias gravações temáticas e juntamente com o compositor Eric Woolfson fundou o ‘Alan Parsons Project’.

Alan Parsons Project – eric woolfsonO grupo era bastante incomum na continuidade dos seus membros. As vocalizações principais eram alternadas entre Eric Woolfson, principalmente nas canções lentas e melancólicas, e uma grande variedade de vocalistas e músicos de estúdio convidados e escolhidos devido às suas características para interpretar e tocar a magnífica e conceitual música de Parsons e Woolfson. Para cada canção Eric gravava uma interpretação vocal que servia de referência para o cantor que fosse convidado para gravar a faixa. O próprio Eric foi o vocalista principal de várias das canções de maior sucesso do grupo, como ‘Time’, ‘Don't Answer Me’ e ‘Eye in the Sky’. A alma do ‘The Alan Parsons Project’, criado em 1975, estava em Alan Parsons e Eric Woolfson, os dois estabeleceram um tipo de colaboração até então inédito na música popular. Essa colaboração uniu a habilidade de Alan Parsons como engenheiro de som e produtor musical com o talento de Eric, nascido em 1945 em Glasgow, que era um advogado, por profissão, mas também um compositor clássico treinado e pianista. Entre 1976 e 1987, os dois artistas colaboraram na concepção, criação e composição de dez álbuns, vendendo mais de 40 milhões de discos. Depois de desfeita a parceria, Woolfson desenvolveu carreira como músico teatral.

Alan Parsons Project - alan parsons & eric woolfsonO ‘Project’ estreou em 1975 com ‘Tales of Mystery and Imagination’, uma coleção inspirada no trabalho de Edgar Allen Poe. De maneira similar, a ficção científica de Isaac Asimov serviu como matéria prima para a gravação de ‘I Robot’, em 1977. Com o álbum de 1980 ‘The Turn of a Friendly Card’, uma meditação sobre o jogo, o ‘Alan Parsons Project’ conseguiu sucesso com o hit ‘Games People Play’. Seu ‘Eye in the Sky’, de 1982, foi sua mais bem-sucedida realização, com a música título. Enquanto ‘Ammonia Avenue’ de 1984 ganhava disco de ouro, os discos posteriores passaram despercebidos. Muitos dos seus títulos, principalmente os primeiros, tinham traços comuns com ‘The Dark Side of the Moon’ dos ‘Pink Floyd’, talvez influenciado pela participação de Alan Parsons como engenheiro de som na produção deste álbum em 1973. Eram álbuns conceituais que começavam com uma introdução instrumental e terminavam com uma canção calma, melancólica e poderosa. Alan Parsons e Eric Woolfson trabalharam juntos para conceber canções notáveis e com uma fidelidade impecável. É o rock como forma de arte.

alan parsons project - eye in the sky


The Essential Alan Parsons Project (2007)

The Essential Alan Parsons Project (2007)

CD 1: parte I    parte II
CD 2: parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Raven 02. (The System Of) Dr. Tarr and Professor Fether 03. To One in Paradise 04. I Robot 05. I Wouldn't Want to Be Like You 06. Some Other Time - Alan Parsons 07. Day After Day (The Show Must Go On) 08. What Goes Up 09. Eagle Will Rise Again 10. In the Lap of the Gods 11. Lucifer 12. Damned If I D 13. Games People Play14. Time 1. Turn of a Friendly Card: The Turn of a Friendly Card, Pt. 1 16. Turn of a Friendly Card: Snake Eyes17. Turn of a Friendly Card: The Ace of Swords 18. Turn of a Friendly Card: Nothing Left to Lose 19. Turn of a Friendly Card: The Turn of a Friendly Card, Pt. 2

Tracklist CD 2
01. Sirius 02. Eye in the Sky 03. Silence and I 04. Old and Wise 05. Mammagamma 06. Prime Time 07. Ammonia Avenue 08. Don't Answer Me 09. Let's Talk About Me 10. Days Are Numbers (The Traveller) 11. No Answers Only Questions 12. Stereotomy 13. Limelight 14. Sagrada Familia 15. Standing on Higher Ground