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sábado, 24 de setembro de 2011

dusty springfield

dusty springfieldA diva mais pop da Grã-Bretanha, Dusty Springfield, também foi a cantora branca de soul mais famosa de sua época, uma artista emocional notável, que por décadas acompanhou as transformações musicais com consistência e pureza inigualáveis. É aclamada com uma das cinco poderosas divas pop dos anos sessenta, sendo as outras, - Aretha Franklin, Dionne Warwick, Diana Ross e Martha Reeves. Em Amy Winehouse a influência de Dusty: penteado volumoso e rímel preto nos olhos, que fez dela um ícone da ‘swinging sixties’, um termo genérico aplicado ao cenário da moda e cultural que floresceu em Londres, na década de 60. A sensual Dusty abrangeu desde o pop, o soul até o rhythm and blues com profundidade e sofisticação ímpar. Dusty não precisava mostrar seios e pernas. Firmou-se num momento em que às mulheres não era dado muito espaço na indústria da música. Em 1964, ela tornou-se a vocalista mais popular da Grã-Bretanha.

Nascida em uma família irlandesa como Mary Isobel Catherine Bernadette O'Brien em 1939, em Hampstead, Londres, Dusty cresceu em meio a música clássica e jazz. Seu pai a incentivava a ouvir Duke Ellington, Count Basie, Glenn Miller e Cole Porter. Enquanto sua mãe a levava ao cinema e a museus. A sua primeira grande influência foi Peggy Lee. Ao completar seus estudos, juntou-se ao trio pop ‘The Lana Sisters’, onde aprendeu sobre harmonia, técnicas de microfone, gravações, aparições na TV e shows ao vivo. Em 1960, formou o trio folk ‘The Springfields’ com seu irmão Dion O' Brien e seu amigo Tim Feild. Em 1963, atraída pelo rhythm & blues, adotou o nome do grupo para seguir carreira solo. Sozinha, estava livre para explorar a música negra norte-americana. O que ela conseguiu foi nada menos do que uma reinvenção da música soul britânica. Seu primeiro single, ‘I Only Want to Be With You’ rapidamente alcançou as paradas britânicas e norte-americanas e revelou o estilo que a iria consagrar. O primeiro álbum, ‘A Girl Called Dusty’, foi lançado em 1964.

The Lana Sisters    The Springfields

The Lana Sisters | The Springfields

No mesmo ano, hits como ‘Stay Awhile’ e ‘I Just Don’t Know What To Do With Myself’, perderam apenas para os ‘Rolling Stones’ e ‘Beatles’. E foi deportada da África do Sul por se recusar a se apresentar diante de uma platéia racialmente segregada. Em 1965, participou do festival da canção italiana em San Remo, mas não se classificou. Durante a competição ouviu a canção ‘Io Che Non Vivo (Senza Te)’ e gravou a sua versão em inglês, ‘You Don't Have To Say You Love Me’. Até 1969, Dusty chegou às paradas mais de 20 vezes. A década de 60 chegou ao final e muitas cantoras foram consideradas fora de moda, assim Dusty foi para Memphis, Tennessee, em 1968 e assinou contrato com a ‘Atlantic Records’. Com a banda ‘The Memphis Cats’, os backing vocals de ‘The Sweet Inspirations’, o guitarrista Reggie Young, o baixista Tommy Cogbill, e o baterista Gene Chrisman gravou o álbum ‘Dusty in Memphis’, o mais aclamado da carreira e apesar de ser classificado entre os melhores álbuns de todos os tempos, não vendeu bem, nem mesmo na Inglaterra. ‘Dusty in Memphis’ é considerado um marco do soul e do R&B e influenciou Amy Winehouse, Duffy e Adele. Foi nesta época que Dusty indicou o ‘Led Zeppelin’ para a ‘Atlantic Records’, pois conhecia o multi-instrumentista John Paul Jones de gravações anteriores.

Dusty Springfield & Carole PopeNos anos 70, Dusty enfrentou crises tanto em sua música como em sua vida pessoal. Em 1971, frustrada com sua carreira e perseguida pela imprensa, em um ato corajoso, revelou ser homossexual. Mudou-se para os Estados Unidos, e se aposentou, deixando para trás o material de dois discos não lançados. Seu primeiro de muitos retornos foi em 78 com o álbum ‘It Begins Again’, com sucesso mediano. Outros discos vieram, mas os bons tempos de fama ficaram para trás. Nos anos 80, lançou algumas gravações que não chamaram a atenção. Em 1981, em New York, Dusty conheceu Carole Pope, famosa vocalista do movimento punk dos anos 70 no Canadá. Dusty foi morar com Carole em Toronto, em uma fazenda, onde pudesse viver junto aos animais que tanto adorava, principalmente, os gatos. Essa união foi o início de um caso tempestuoso que durou apenas 18 meses. Dusty foi para Los Angeles para começar a trabalhar em um novo álbum. Neste momento, em que o sucesso já não era o mesmo, e o relacionamento com Carole era tênue e começou a desmoronar, Dusty sucumbiu. Alcoólatra e dependente de drogas, foi hospitalizada várias vezes devido à auto-flagelação e foi diagnosticada com depressão maníaca.

Superados os vícios, em 1987, foi convidada pela dupla pop britânica ‘Pet Shop Boys’ para a faixa ‘What Have I Done To Deserve This’, que instantaneamente, se tornou sucesso mundial, chegando a quase todas as paradas, e um jovem público descobriu Dusty Springfield. Ainda com a dupla foram lançadas ‘Nothing Has Been Proved’ e ‘In Private’; e em 1994, um documentário sobre sua vida, ‘Full Circle’. Ainda nesse ano, Dusty foi incluída por Tarantino na trilha sonora de ‘Pulp Fiction’ com o clássico ‘Son Of A Preacher Man’. Em 1995, foi diagnosticada com câncer de mama, e depois de meses de terapia de radiação acreditou-se que a doença estivesse em remissão. No verão de 1996, no entanto, o câncer havia retornado, e em 1999, Dusty Springfield morreu aos 59 anos de idade. Seu amigo Elton John ajudou a introduzi-la ao ‘Rock and Roll Hall of Fame’.

dusty springfield - natchez trace


dusty springfield - a girl called dusty (1964)    dusty springfield - dusty in memphis (1999)    dusty springfield - at her very best (2006)

A Girl Called Dusty (1964)
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Dusty in Memphis (1999) (remastered)
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parte I    parte II
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parte I    parte II

At Her Very Best (2006)
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CD 1    CD 2
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CD 1    CD 2

Tracklist: A Girl Called Dusty
01. Mama Said 02. You Don't Own Me 03. Do Rei Mi 04. When The Lovelight Starts Shining Thru His Eyes 05. My Colouring Book 06. Mockingbird 07. Twenty-Four Hour From Tulsa 08. Nothing 09. Anyone Who Had A Heart 10. Will You Love Me Tomorrow 11. Wishin' And Hopin' 12. Don't You Know 13. I Only Want To Be With You (Alternate Mix) 14. He's Got Something 15. Every Day I Have To Cry 16. Can I Get A Witness 17. All Cried Out 18. I Wish I'd Never Loved You 19. Once Upon A Time 20. Summer Is Over

Tracklist: Dusty in Memphis
01. Just a Little Lovin' 02. So Much Love 03. Son of a Preacher Man 04. I Don't Want to Hear It Anymore 05. Don't Forget About Me 06. Breakfast in Bed 07. Just One Smile Listen 08. The Windmills of Your Mind 09. In the Land of Make Believe 10. No Easy Way Down 11. I Can't Make It Alone 12. What Do You Do When Love Dies 13. Willie & Laura Mae Jones 14. That Old Sweet Roll (Hi-De-Ho) 15. Cherished 16. Goodbye 17. Make It with You 18. Love Shine Down 19. Live Here with You 20. Natchez Trace 21. All the King's Horses 22. I'll Be Faithful 23. Have a Good Life Baby 24. You've Got a Friend 25. I Found My Way

Tracklist: At Her Very Best
CD 1: 01. You Don’t Have To Say You Love Me 02. Son Of A Preacher Man 03. Take Another Little Piece Of My Heart 04. I Wanna Make You Happy 05. I Just Don’t Know What To Do With Myself 06. Will You Love Me Tomorrow 07. Breakfast In Bed 08. Twenty-Four Hours From Tulsa 09. Am I The Same Girl 10. Make It With You 11. Oh No! Not My Baby 12. In The Middle Of Nowhere 13. Stay Awhile 14. That’s How Heartaches Are Made 15. Ain’t No Sunshine Since You’ve Been Gone 16. I Close My Eyes And Count To Ten 17. The Windmills Of Your Mind 18. Give Me Time 19. Some Of Your Lovin’ 20. Island Of Dreams 21. What Do You Do When Love Dies 22. Little By Little 23. Quiet Please There’s A Lady On Stage (Live)
CD 2: 01. The Look Of Love 02. Spooky 03. I Only Want To Be With You 04. Anyone Who Had A Heart 05. You’ve Got A Friend 06. Your Hurtin’ Kind Of Love 07. Wishin’ & Hopin’ 08. How Can I Be Sure? 09. This Girl’s In Love With You 10. (They Long To Be) Close To You 11. Losing You 12. Wish I’d Never Loved You 13. Goin’ Back 14. All I See Is You 15. I’ll Try Anything 16. If You Go Away 17. You Don’t Own Me 18. Brand New Me 19. The Star Of My Show 20. Reputation 21. What Have I Done To Deserve This? – feat. Pet Shop Boys 22. In Private

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

mavis staples

mavis staplesMavis Staples é mais conhecida como a vocalista do ‘The Staple Singers’, um grupo de cantores de gospel, soul e r&b que floresceu a partir da década de 50 até a década de 70. Tem uma voz rica de contralto, sem a improvisação de Aretha Franklin, é verdade, ou o poder de Patti LaBelle, mas de uma profunda sensualidade expressa com emoção. Mavis Staples nasceu em Chicago, Illinois. Seu pai cresceu em Dockery Plantation, no Mississippi, local chave no desenvolvimento do blues, e tinha aprendido a tocar guitarra com o grande bluesman Charley Patton. Depois, mudou-se para norte, até Chicago, e em 1936 ele começou a organizar quartetos gospel. Em 1947, insatisfeito com os hábitos do seu grupo ‘Trumpet Jubilees’, Roebuck Staples, Pops Staples como ele ficou conhecido, recrutou as suas filhas Cleotha e Mavis e seu filho Pervis e se apresentou à platéia de uma igreja. E assim ‘Staple Singers’ nasceu. O grupo se apresentava nas igrejas de Chicago e, em seguida, em um programa semanal de rádio. ‘The Staple Singers’ se destacou não somente por causa da guitarra de Pops Staples, mas também devido ao vocal de Mavis com um pouco mais de 15 anos, que na época considerou ir para a escola de enfermagem, mas finalmente optou por permanecer com o grupo familiar.

 staple singersQuando ‘The Staple Singers’ se desfez, Mavis Staples também lançou uma série de álbuns como artista solo e ganhou outros músicos como admiradores de seu trabalho, incluindo Prince e Bob Dylan que era fã de ‘Staple Singers’ desde que ouviu suas gravações na rádio AM em Minnesota. Um romance aconteceu entre Dylan e Mavis, embora não tenha sido revelado publicamente até muitos anos depois. Dylan lhe propôs casamento, mas foi recusado, apesar de Pops Staples apoiar. Os dois tornaram-se amigos, e mais tarde Mavis lamentou sua decisão. Em 1970, o irmão saiu do grupo sendo substituído pela irmã Yvonne. Até o final dos anos 80, sem contrato de gravação, o grupo estava vivendo em Chicago e enfrentando problemas financeiros quando outro fã do mundo pop, Prince, lhes ofereceu um contrato de sete anos em sua gravadora.

Pops Staples morreu de complicações decorrentes de uma contusão sofrida em 2000. Mavis continuou a tradição da família em seus empreendimentos solo. Em 2005 recebeu um prêmio Grammy por sua obra em nome do ‘The Staple Singers’. Atualmente vive em Chicago perto de suas duas irmãs, um das quais - Cleotha - tem Alzheimer. Infelizmente, Cleotha não reconhece Mavis e sua outra irmã, Yvonne. Apenas sorri quando as ouve cantar as canções de ‘The Staple Singers’. É impressionante como a música persiste em nossas memórias, como ela pode nos levar de volta em algum lugar do passado que achávamos esquecido. A música tem esse poder de desbloquear lembranças do passado, mesmo em mentes que estão falhando.

staple singers‘Staple Singers’ como ativistas musicais no movimento dos direitos civis dos anos 60 eram vozes poderosas de igualdade e de mudança. E mais do que 40 anos após Mavis passar a noite em uma cadeia de West Memphis, Arkansas, a mando de um policial racista, ela ainda se lembra do terror da experiência, assim como o discurso mais famoso e lembrado de Martin Luther King: ‘Eu tenho um sonho’ no qual falava da necessidade de união e coexistência harmoniosa entre negros e brancos no futuro. Esse episódio é a peça central da canção ‘My Own Eyes’ do álbum ‘We'll Never Turn Back’. Um álbum conceitual, de canções da luta racial nos anos 50 e 60, produzido pelo guitarrista Ry Cooder e com o apoio do original ‘Freedom Singers’, um grupo da década de 60 cujas canções de liberdade foram hinos espirituais e frequentemente modificadas para refletir os objetivos políticos do movimento pelos direitos civis; e ‘Ladysmith Black Mambazo’, um grupo vocal masculino sul-africano formado no início da década de 60. Mavis Staples continua a ser uma artista notável, e neste álbum emprega a emoção ligando a injustiça de ontem com a marginalização contínua dos negros na sequência do furacão Katrina. Sua arte e força continuam a brilhar intactas.

mavis staples - my own eyes


mavis staples - we'll never turn back (2007)

We'll Never Turn Back (2007)
parte I    parte II

Tracklist
01. Down in Mississippi 02. Eyes on the Prize 03. We Shall Not Be Moved 04. In the Mississippi River 05. On My Way 06. This Little Light of Mine 07. 99 and a Half 08. My Own Eyes 09. Turn Me Around 10. We'll Never Turn Back 11. I'll Be Rested 12. Jesus Is on the Main Line

mavis staples - don't change me now (1990)    mavis staples - have a little faith (2004)

Don't Change Me Now (1990)    |    Have a Little Faith (2004)

Don't Change Me Now
01. Ready For The Heartbreak 02. Sweet Things You Do 03. You're Driving Me (To The Arms Of A Stranger) 04. The Chokin' Kind 05. A House Is Not A Home 06. Security 07. Pick Up The Pieces 08. Good To Me 09. You Send Me 10. I'm Tired 11. Why Can't It Be Like It Used To Be 12. Chains Of Love 13. You're All I Need 14. I Have Learned To Do Without You 15. How Many Times 16. Endlessly 17. You're The Fool 18. Since I Fell For You 19. What Happened To The Real Me 20. Since You Became A Part Of My Life 21. It Makes Me Wanna Cry 22. Don't Change Me Now

Have a Little Faith
01. Step Into The Light 02. Pops Recipe 03. Have A Little Faith 04. God Is Not Sleeping 05. A Dying Man's Plea 06. Ain't No Better Than You 07. I Wanna Thank You 08. I Still Believe In You 09. At The End Of The Day 10. There's A Devil On The Loose 11. In Times Like These 12. Will The Circle Be Unbroken

mavis staples - live hope at the hide out (2008)    mavis staples - you are not alone (2010)

Hope At The Hideout (2008)    |    You Are Not Alone (2010)

Hope At The Hideout
01. For What It's Worth 02. Eyes On The Prize 03. Down In Mississippi 04. Wade In The Water 05. Waiting For My Child 06. This Little Light 07. Why Am I Treated So Bad 08. Freedom Highway 09. We Shall Not Be Moved 10. Circle Intro 11. Will The Circle Be Unbroken 12. On My Way 13. I'll Take You There

You Are Not Alone
01. You Don't Knock 02. You Are Not Alone 03. Downward Road 04. In Christ There Is No East and West 05. Creep Along, Moses 06. Losing You 07. I Belong to the Band 08. Last Train 09. Only the Lord Knows 10. Wrote a Song for Everyone 11. We're Gonna Make It 12. Wonderful Savior 13. Too Close to Heaven / I'm on My Way to Heaven Anyhow

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

bettye lavette

bettye lavetteBettye LaVette é uma das maiores cantoras da história da 'soul music' norte-americana que ouvi e me lembra muito Tina Turner. Possuidora de uma voz incrivelmente expressiva que exala uma formidável força e intensidade, às vezes reflexiva, magoada, e isso, infelizmente, por causa dos meandros da indústria da música que por quatro décadas manteve Bettye LaVette criminosamente desconhecida. Em 1972, ela foi enterrada viva. Era então uma das mais promissoras jovens vozes do R&B norte-americano, e tinha sido contratada pela poderosa ‘Atlantic Records’, que a levou até o ‘Muscle Shoals Sound Studio’ no Alabama, para gravar um disco. Foi neste estúdio que os Rolling Stones gravaram assim como Aretha Franklin e Etta James. Mas, a gravadora sem nenhuma explicação jamais lançou o disco. Frustrada, Bettye partiu sozinha para ganhar a vida. Fez coro em musicais da Broadway, e também dançou e sapateou, além de participar de sessões de estúdio para todo tipo de músico. Esteve em todos os fronts musicais. Depois de 30 anos viu-se o tamanho do equívoco que foi esquecer essa mulher que nasceu em Muskegon, Michigan, como Betty Haskins e cresceu em Detroit. Tinha apenas 16 anos, em 1962, quando gravou o single ‘My man - He’s a loving man’, que chegou ao top 10 da parada de R&B. O sucesso imediato a levou a dividir turnês com astros do soul, como James Brown e Otis Redding. Em 1965, voltou ao hit parade com ‘Let me down easy’, que se tornou sua marca musical.

bettye lavette - peter townsendFoi apenas em 2000, já então com 54 anos, que Bettye renasceu. Um selo francês descobriu e finalmente lançou o disco esquecido da ‘Atlantic Records’, e Bettye tornou-se um culto instantâneo ao redor do mundo. Em 2003, ganhou o WC Handy Award. Em 2005, o disco ‘I’ve Got My Own Hell to Raise’ tornou-se obrigatório para quem aprecia a boa música. Em 2007, foi indicada para o Grammy por ‘The Scene of the Crime’, no qual canta Elton John e Willie Nelson, entre outros. No final de 2008, no Kennedy Center, ela fez chorar o guitarrista Pete Townshend, durante um tributo a Roger Daltrey e ao próprio Pete Townshend, da banda ‘The Who’, ao interpretar ‘Love Reign O’er Me', composição de Pete Townshend. Ela roubou o show. A platéia silenciou. Foi inacreditável. Finalmente, em 2009, veio a consagração no Lincoln Memorial, quando deixou o mundo estupefato ao cantar na posse de Barack Obama, a canção ‘A Change Is Gonna Come’, de Sam Cooke, dividindo microfones com Jon Bon Jovi. Bettye nasceu sob um regime de segregação. E ama a política. E é claro que torceu muito pela vitória do seu amigo Obama. Neste mesmo ano Bettye foi convidada de honra da 30ª edição do ‘Blues Music Awards’, no ‘Cook Convention Center’ de Memphis. E veio se apresentar no Brasil no auge, aos 64 anos, com sua voz roufenha e cristalina.

bettye lavette - obamaCom o passar dos anos a mágoa da ‘Atlantic’ por não ter lançado o seu disco foi diluída pela sabedoria da idade. As gravadoras avaliam a música como negócio, além do seu estilo musical eclético que combinava elementos do soul, blues, rock and roll, funk, gospel e música country, que a impedia de ser facilmente comercializada, Bettye era cantora de palco e não uma artista de gravação. E teve que sobreviver como ‘back singer’, que no final foi um grande aprendizado, pois ela cantava de tudo, não tinha escolha, cantava o que pediam para cantar, cantou em musicais, cantou rock, cantou pop. Agora, como estrela, pode escolher as canções. Bettye está sempre rindo, mas fala sério quando o assunto é música. A sua maior influência foi Louis Armstrong. Ao cantar, é o teclado que a guia durante as canções, mais do que o baixo ou qualquer outro instrumento. Rudy Robinson, que morreu recentemente, foi o seu tecladista durante 30 anos, e era também o seu diretor musical. Agora trabalha com Alan Hill, que também desempenha os dois papéis. Ela acha uma piada essa tese de que haja um novo e bem fornido lote de cantoras de R&B. As pessoas pensam que, se o artista é negro e não canta nem rap nem soul, então só pode ser R&B o que ele canta. O mais novo trabalho de Bettye LaVette é ‘A change is gonna come sessions’, com seis faixas do mestre da ‘soul music’ Sam Cooke.



Infelizmente a qualidade do vídeo é péssima,
mas foi o único dessa música que encontrei.
Mesmo assim tem-se uma amostra do quão Bettye Lavette é magnífica!





carol franO álbum ‘Bluesoul Belles: The Complete Galla, Port & Roulette Recordings’ traz Betty Lavette e Carol Fran, duas cantoras mais subestimada dos anos 60, a era de ouro da ‘soul music’. O conjunto de faixas, algumas inéditas, oferece um argumento convincente de que realmente foram negligenciadas pelas gravadoras e pela crítica. A versatilidade de Bettye Lavette é clara. As contribuições de Carol Fran com sua voz cristalina e seu marido o guitarrista Clarence Holliman, embora enraizado no blues, foram ideais para a sofisticação do álbum. Por isso, o fracasso dessas gravações é desconcertante para mim. A pianista e cantora de soul e blues Carol Fran, nasceu em Lafayette, LA. Após o início da sua carreira cantando blues com a orquestra de Don Conway, ela finalmente desembarcou em Nova Orleans, e casou-se com o saxofonista Bob François. Ela se tornou uma presença constante no circuito de clubes da ‘Bourbon Street’ antes de uma excursão prolongada pelo México. Em 1957, ela conseguiu um sucesso regional, com seu single de estréia ‘Emmitt Lee’. Ela gravou extensivamente para a ‘Excello’, mas infelizmente, não conseguiu fazer nenhum progresso comercial. Amargurada por suas mal sucedidas experiências com as gravadoras e transações financeiras, ela voltou para a Louisiana e passou mais de uma década limitando as suas apresentações em pequenos clubes. Em 1982, Fran se reuniu com Clarence Holliman, um guitarrista que ela namorou um quarto de século antes, o casal se casou e se mudou para o Texas. Destemida Carol Fran continuou a cantar por quase cinquenta anos. Bettye LaVette e Carol Fran são duas vítimas da política de negócios da música.

Anos depois de Bettye ser abandonada pela gravadora ‘Atlantic’ e seu trabalho arquivado em 1972 o rótulo francês Art & Soul fez o que a ‘Atlantic’ não conseguiu fazer, dar a Bettye Lavette e seu talento prodigioso o respeito que merecem. Em ‘Souvenirs’, Bettye tem a intensidade de Aretha e Tina Turner.

Bettye LaVette & Carol Fran - Bluesoul Belles: The Complete Galla, Port & Roulette Recordings (1964-1967)     bettye lavette - souvenirs (1973)

Bettye LaVette & Carol Fran - Bluesoul Belles: The Complete Galla, Port & Roulette Recordings (1964-1967) (2005)
parte I    parte II

Souvenirs (1973)

Tracklist: Bettye LaVette & Carol Fran - Bluesoul Belles
Bettye LaVette

01. Let Me Down Easy 02. Only Your Love Can Save Me 03. Stand Up Like A Man 04. What I Don't Know (Won't Hurt Me) 05. Cry Me A River 06. She Don't Love You Like I Love You 07. I Feel Good All Over 08. I'm Just A Fool For You
Carol Fran
09. A World Without You 10. It's My Turn 11. Just A Letter 12. Any Day Love Walks In 13. C'mon Let's Make Up 14. So Close 15. Roll With The Punches 16. My Runaway Heart 17. You're My Pleasure 18. A Woman In Love 19. I Was Such A Fool 20. Out Of Sight, Out Of Mind 21. You Can't Stop Me 22. I Know 23. I'm Gonna Try 24. Crying In The Chapel

Tracklist: Souvenirs
01. It Ain't Easy 02. Fortune Teller 03. Owr Own Love Song 04. Soul Tambourine 05. Your Turn To Cry 06. Ain't Nothing Gonna Change Me 07. All The Black And White Children 08. If I Can't Be Your Woman 09. Outside Woman 10. The Stealer 11. My Love Is Showing 12. Souvenirs 13. Heart Of Gold 14. You'll Wake Up Wiser 15. My Man - He's A Lovin' Man 16. Shut Your Mouth 17. You'll Never Change 18. Here I Am

Há um espaço na música americana onde os elementos de blues, folk, pop, jazz, gospel e R&B se fundem em uma alquimia perfeita, onde as fronteiras de gênero não são muito significativas. Este é um espaço muito raramente acessado em gravações mais contemporânea, e é um espaço que Bettye LaVette retomou em ‘I've Got My Own Hell to Raise’. O resultado é um registro de riqueza, de majestade e de profundidade. É emoção pura que arrepia. É também um disco que reflete a sabedoria e perspicácia musical adquirida ao longo de uma carreira de quarenta e três anos.

bettye lavette - a woman like me (2003)    bettye lavette - I've got my own hell to raise (2005)

A woman like me (2003)
parte I    parte II

I've got my own hell to raise (2005)

Tracklist: A woman like me
01. Serves Me Right 02. The Forecast 03. Thru The Winter 04. Right Next Door 05. When The Blues Catch Up To You 06. Thinkin' Bout You 07. A Woman Like Me 08. It Ain't Worth It After A While 09. When A Woman's Had Enough 10. Salton My Wounds 11. Close As I'll Get To Heaven 12. Hey, Hey Baby (Betty's Blues)

Tracklist: I've got my own hell to raise
01. I Do Not Want What I Haven’t Got 02. Joy 03. Down To Zero 04. The High Road 05. On The Surface 06. Just Say So 07. Little Sparrow 08. How Am I Different 09. Only Time Will Tell Me 10. Sleep To Dream

bettye lavette - child of the seventies (2006)    bettye lavette - the scene of the crime [2007]

Child of the Seventies (2006)
parte I    parte II

The Scene Of The Crime (2007)

Tracklist: Child of the Seventies
01. It Ain't Easy 02. If I Can't Be Your Woman 03. Fortune Teller 04. Your Turn to Cry 05. Soul Tambourine 06. All the Black and White Children 07. Our Own Love Song 08. Ain't Nothing Gonna Change Me 09. Outside Woman 10. TheStealer 11. My Love Is Showing 12. Souvenirs 13. Waiting for Tomorrow 14. Livin' Life on a Shoestring 15. Your Turn to Cry (Mono Single Verstion) 16. Soul Tambourine (Mono Single Version) 17. Heart of Gold 18. You'll Wake Up Wiser 19. Here I Am 20. You'll Never Change 21. My Man -- He's a Lovin' Man 22. Shut Your Mouth

Tracklist: The Scene Of The Crime
01. I Still Want To Be Your Baby (Take Me Like I Am) 02. Choices 03. Jealousy 04. You Don't Know Me At All 05. Somebody Pick Up My Pieces 06. They Call It Love 07. Last Time 08. Talking Old Soldiers 09. Before The Money Came (Battle Of Bettye Lavette) 10. I Guess We Shouldn't Talk About That Now

bettye lavette - change is gonna come sessions (2009)    bettye lavette - interpretations (2010)

Change Is Gonna Come Sessions (2009)
Interpretations: The British Rock Songbook (2010)

Tracklist: Change Is Gonna Come Sessions
01. Change Is Gonna Come 02. Round Midnight 03. God Bless the Child 04. Lush Life 05. Ain t No Sunshine 06. Ain t That Lovin You

Tracklist: Interpretations - The British Rock Songbook
01. The Word 02. No Time To Live 03. Don't Let Me Be Misunderstood 04. All My Love 05. Isn't It A Pity 06. Wish You Were Here 07. It Don't Come Easy 08. Maybe I'm Amazed 09. Salt Of The Earth 10. Nights In White Satin 11. Why Does Love Got To Be So Bad 12. Don't Let The Sun Go Down On Me 13. Love Reign O'er Me (Live)

domingo, 19 de setembro de 2010

marlena shaw

Marlena Shaw Marlena Shaw começou sua carreira na década de 1960 e ainda continua forte. É uma das vocalistas de jazz mais versáteis e carismáticas em cena hoje. Sua presença extrovertida no palco lhe dá uma vantagem sobre as outras vocalistas, e cantando ao vivo diante de uma platéia é o lugar onde ela se sente mais confortável. Suas atuações sempre foram marcadas por uma mistura engenhosa e inebriante de jazz, soul, pop e r&b que continua a deslumbrar o público. Sua música atravessou as fronteiras em várias épocas e foi homenageada nas gerações seguintes ao aparecer nas gravações de hip-hop.

Marlena Shaw nasceu Marlina Burgess em 1942, em New Rochelle, Nova York. Sua introdução na música veio através dos discos de Dizzy Gillespie e Miles Davis do seu tio, o trompetista Jimmy Burgess que tocou com o pianista Horace Silver e levou a sobrinha para cantar durante um programa no famoso Apollo Theater no bairro do Harlem de Nova York, quando ela tinha apenas dez anos. Apesar da entusiástica recepção que recebeu em frente a uma das mais difíceis audiências do mundo, a mãe de Marlena se recusou a deixá-la prosseguir como cantora e acompanhar o tio pela estrada do jazz. Entretanto, Marlena foi inscrita para estudar música e apaixonada pelo jazz comprou discos de Al Hibbler, um vocalista que teve grande influência em seu estilo de cantar. Infelizmente, ela desistiu da música, casou-se e teve cinco filhos. Mas, ainda sonhava com uma carreira musical e cantava sem compromisso sempre que podia. Em 1963, fez algumas aparições em clubes de Nova Inglaterra com um grupo de jazz liderado pelo trompetista Howard McGhee. E no mesmo ano iria se apresentar no prestigiado Festival de Jazz de Newport, mas deixou o grupo após uma discussão com um dos membros da banda.

marlena shawEla continuou a cantar em pequenos clubes até que em 1965 atingida por doenças misteriosas perdeu completamente a voz. Recuperada em 1966 fez um show no ‘Playboy Club’, e sua carreira decolou a partir daí. A sua ligação com a empresa Playboy com sede em Chicago levou-a a cruzar com a ‘Chess Records’, com quem assinou um contrato e gravou um hit, uma versão vocal do instrumental de ‘Mercy, Mercy, Mercy’ de Cannonball Adderley e lançou, pela subsidiária ‘Cadet Records’, o seu primeiro álbum ‘Out of Different Bags’ em uma diversidade de estilos, incluindo blues, jazz, pop e soul. Antes de deixar a companhia gravou ‘Spice of Life’ em 1969. Entretanto continuou a aperfeiçoar suas habilidades no jazz ao chamar a atenção do maestro Count Basie, com quem trabalhou por quatro anos. Em 1972, deixou a prestigiada ‘Count Basie Orchestra’ e foi a primeiro vocalista do sexo feminino a assinar contrato com a ‘Blue Note Records’ e viajou por um tempo com Sammy Davis Jr. Gravou cinco álbuns e os críticos a compararam a Dinah Washington e Sarah Vaughan. Em 1977, Marlena estava pronta para uma nova mudança. Primeiro assinou com a ‘Columbia Records’, e por pressão da gravadora partiu para gêneros mais lucrativos, o pop e R&B. Mas, voltou para o seu amor real, o jazz, na década de 1980 com dois álbuns pelo selo ‘Verve’. Viajou em circuitos internacionais e os fãs começaram a se acumular em lugares como Japão e Inglaterra.

marlena shaw - stormy monday


marlena shaw - out of different bags (1967)    marlena shaw - the spice of life (1969)

Out of Different Bags (1967)    |    The Spice of Life (1969)

Tracklist: Out of Different Bags
01. Matchmaker, Matchmaker 02. A Couple Of Losers 03. It Sure Is Groovy 04. Ahmad's Blues 05. I Stayed Too Long At The Fair 06. Eyes Of Love 07. Will I Find My Love Today? 08. Nothing But Tears 09. I've Gotten Over You 10. Somewhere In The Night 11. Alone Together 12. More 13. Let's Wade In The Water 14. Let It Be Me 15. Show Time

Tracklist: The Spice of Life
01. Woman Of The Ghetto 02. Stormy Monday 03. Where Can I Go? 04. I'm Satisfied 05. I Wish I Knew (How It Would Feel To Be Free) 06. Liberation Conversation 07. California Soul 08. Go Away Little Boy 09. Looking Through The Eyes Of Love 10. Anyone Can Move A Mountain 11. Mercy, Mercy, Mercy 12. Waiting For Charlie To Come Home 13. The House That Jack Built 14. Brother Where Are You 15. We Could Have Been Fine

marlena shaw - who is this bitch, anyway (1974)    marlena shaw - it is love (1986)

Who Is This Bitch, Anyway? (1974)

It Is Love (1986)
parte I    parte II

Tracklist: Who Is This Bitch, Anyway?
01. You, Me & Ethel (dialogue) 02. Street Walking Woman 03. You Taught Me How to Speak in Love 04. Davy 05. Feel Like Makin' Love 06. The Lord Giveth and the Lord Taketh Away 07. You Been Away Too Long 08. You 09. Loving You Was Like a Party 10. A Prelude for Rose Marie 11. Rose Marie (Mon Cherie)

Tracklist: It Is Love
01. Day In - Day Out 02. It Is Love 03. Nobody Knows You When You’re Down and Out/That’s Life 04. Unforgettable 05. At Last 06. Them There Eyes 07. Lover of the Simple Things 08. On the Street Where You Live 09. It Might as Well Be Spring 10. Go Away Little Boy 11. Rockin’ Chair Blues: Everyday I Have the Blues/Drink Muddy Water

quarta-feira, 7 de julho de 2010

solomon burke

solomon burkeVocalista e compositor de soul music, Solomon Burke nasceu em Filadélfia, Pensilvânia, em 1936. De família muito religiosa, ele frequentou os cultos desde a infância. Sua estréia musical foi no coro da igreja quando tinha nove anos, logo depois estava pregando e cantando. Aos 12 anos já tinha um programa na rádio gospel local que era transmitido da sua própria igreja que ele denominou ‘Templo de Salomão'. Foi considerado um menino prodígio por isso. Adulto apareceu várias vezes ao lado do pastor Martin Luther King e tem desfrutado de uma relação especial com a Igreja Católica, ele e sua família foram convidados, em 2000, para se apresentarem no ‘Jubileu da Família’ e desde então, participam todos os anos da celebração do Natal no Vaticano. O poder de sua voz como cantor chamou a atenção da esposa de um disc-jóquei de Filadélfia, que por sua vez, convidou Burke para gravar. A estréia de Burke foi em 1955 com uma canção que ele havia escrito para sua avó. Colhendo algumas recompensas financeiras com suas primeiras gravações, investiu em uma cadeia de casas funerárias em Los Angeles. Ele foi treinado como um agente funerário no início de sua vida e tinha trabalhado com seu tio. Em 1960 assinou contrato com a Atlantic Records e o primeiro hit foi ‘Just Out of Reach’. Em 1962 e 1963 com ‘Cry To Me’ e ‘If You Need Me’, Solomon Burke ajudou a pavimentar o caminho do que seria chamado 'soul music'. ‘Cry To Me’ e várias outras canções de sua autoria foram gravadas pelos ‘Rolling Stones’.

solomon burkeAs vendas de discos, no entanto, sempre foram menos importantes para Burke que suas apresentações ao vivo. Burke aparecia no palco com uma capa ou uma jaqueta de lamê dourado, por isso era descrito como uma ‘visão ondulante de cetim’, um apelo sensual que muitas vezes rivalizava com suas raízes gospel. Criticado por isso dizia: ‘seria um pecado deixar passar os prazeres que o Senhor fez só para nós’. Solomon Burke foi pai de 21 crianças. Introduzido no ‘Rock and Roll Hall of Fame’ somente em 2001, sua carreira ressurgiu em 2002, com o lançamento de ‘Don't Give Up On Me’ onde ele canta canções escritas especificamente para o álbum por vários artistas incluindo Bob Dylan, Brian Wilson, Van Morrison, Elvis Costello e Tom Waits. ‘Don't Give Up On Me’ ganhou o Grammy de melhor álbum de blues contemporâneo em 2003. Em 2008, Solomon voltou ao estúdio para gravar o álbum ‘Like a Fire’ com canções escritas por Ben Harper, Eric Clapton, Jesse Harris, Keb 'Mo', Meegan Voss e Steve Jordan. O álbum também foi indicado para um Grammy de melhor álbum de blues contemporâneo de 2008.

solomon burke - cry to me


solomon burke - home in your heart (1992)

Home in Your Heart: The Best of Solomon Burke (1992)
CD 1    CD 2

Tracklist CD 1
01. Home in Your Heart 02. Down in the Valley 03. Looking for My Baby 04. I'm Hanging Up My Heart for You 05. Cry to Me 06. Just out of Reach 07. Goodbye Baby 08. Words 09. Stupidity 10. Can't Nobody Love You 11. Go on Back to Him 12. Baby, I Wanna Be Loved 13. Can't Nobody Love You 14. Got to Get You off My Mind 15. Someone to Love Me 16. You're Good for Me 17. Dance, Dance, Dance 18. Everybody Needs Somebody to Love 19. Tonight's the Night 20. Baby, Come on Home 21. If You Need Me 22. The Price

Tracklist CD 2
01. Get Out Of My Life Woman 02. Save It 03. Take Me (Just As I Am) 04. When She Touches Me (Nothing Else Matters) 05. I Wish I Knew (How It Would Feel To Be Free) 06. Party People 07. Keep a Light in The Window 08. I Feel a Sin Coming On 09. Meet Me in Church 10. Someone is Watching 11. Detroit City 12. Shame on Me 13. I Stayed Away Too Long 14. It's Just a Matter Of Time 15. Since I Met You Baby 16. Time Is a Thief 17. Woman, How Do You Make Me Love You Like I Do 18. It's Been a Change 19. What'd I Say

solomon burke - don't give up on me (2002)

Don't Give Up on Me (2002)
parte I    parte II

Tracklist
01. Don't Give Up On Me 02. Fast Train 03. Diamond in Your Mind 04. Flesh And Blood 05. Soul Searchin' 06. Only a Dream 07. The Judgement 08. Stepchild 09. The Other Side Of The Coin 10. None of Us Are Free 11. Sit This One Out

solomon burke - like a fire (2008)

Like a Fire (2008)

Tracklist
01. Like a Fire 02. We Don't Need It 03. The Fall 04. A Minute to Rest and a Second To Pray 05. Ain't That Something 06. What Makes Me Think I Was Right 07. Understanding 08. You and Me 09. Thank You 10. If I Give My Heart to You

solomon burke - nothing's impossible (2010)

Nothing’s Impossible (2010)

Tracklist
01. Oh What A Feeling 02. Everything About You 03. Dreams 04. Nothings Impossible 05. It Must Be Love 06. You Needed Me 07. Say You Love Me Too 08. Youre Not Alone 09. New Company 10. When Youre Not Here 11. The Error of My Ways12. I’m Leavin

quinta-feira, 13 de maio de 2010

diana ross | the supremes

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diana rossEm 1959, Diane Ross (sem o ‘a’), formou junto com Mary Wilson, Florence Ballard e Barbara Martin um grupo chamado ‘The Primettes’. Em 1961, Barbara Martin saiu do grupo para se casar e as demais assinaram contrato com a gravadora 'Motown'. Em 1963, o nome do grupo foi mudado para ‘The Supremes’. Em 1967, tornaram-se ‘Diana Ross and the Supremes’. Em 1986, Mary Wilson uma das três divas, em seu livro ‘Dreamgirl: My Life As a Supreme’ resolveu publicar suas memórias e mágoas em páginas recheadas com brigas e desavenças. Numa delas faz menção à Florence Ballard fundadora das ‘The Supremes’ que perdeu espaço para Diana Ross quando essa passou de contratada a namorada de Berry Gordy, dono da gravadora. Florence Ballard passou a beber e inchada não conseguia mais entrar nas roupas das supremas. Sem demora foi substituída. Nunca mais conseguiu se reerguer. Pobre, deprimida e alcoólatra faleceu em 1976, de um ataque cardíaco, com 32 anos.

Mark Ribowsky conta em seu livro ‘The Supremes: A Saga of Motown Dreams, Success and Betrayal’ que Diana Ross foi a única que sobreviveu no grupo, e ter sido amante do todo poderoso da gravadora Motown foi o de menos. A diva não poupava nada e ninguém. Escalava a cama de quem lhe servisse e puxava o tapete de quem fosse obstáculo. Mas a dupla Mary Wilson, membro original do grupo, e Cindy Birdsong, que substituiu a falecida Florence Ballard, conseguiu sua vingança quando Diana Ross traçou uma turnê de reencontro das ‘The Supremes’ em 2000 e ofereceu-lhes uma fração dos US$ 15 milhões que iria render o show. De acordo com o livro, as duas se recusaram a dividir os holofotes e Diana tentou substituí-las por duas supremas dos anos 70, mas os fãs estavam interessados apenas na configuração original do grupo e a turnê foi cancelada.

The PrimettesEm outro livro, ‘The Rough Guide to Soul and R&B’, Peter Shapiro diz o seguinte sobre Diana: ‘Você pode amá-la ou odiá-la, mas você não pode negar o seu poder de estrela’. Verdade. Apesar do fracasso da turnê para o reencontro das supremas, de suas atitudes negativas, dos shows decadentes em Las Vegas, dos escândalos e histerismos em aeroportos, por ter sido presa em 2004, ao ser flagrada dirigindo embriagada na contramão, embora tenha sido internada em 2003 numa clínica para dependentes de álcool e drogas, ela é, sem sombra de qualquer dúvida, uma das maiores inspirações para todas as cantoras da soul music e do pop. Ela influenciou mulheres afro-americanas durante várias gerações. Influenciou até o seu pupilo transformista Michael Jackson, que obcecado por sua imagem recorreu a inúmeras cirurgias plásticas no intuito de ficar igual à diva do soul.

Filha de um operário e de uma professora, Diane Ernestine Ross, nasceu em Detroit, Michigan. De 1959 a 1967, período que esteve com as ‘The Supremes’, o grupo atingiu por 12 vezes o primeiro lugar nas paradas de sucesso norte-americanas. Em 1970, sob as asas do amante Berry Gordy Jr., Diana deixou o grupo e a carreira solo iniciou-se com uma mentira orquestrada pela Motown: de que ela teria descoberto os ‘Jackson 5’. Essa farsa magoou a muitos, principalmente Gladys Knight que teria indicado o grupo e o cantor e compositor Bobby Taylor que teria insistido para que Berry Gordy ouvisse os meninos de Indiana. O fato é que Diana Ross transformou-se no maior produto da gravadora abrindo as portas para o mercado internacional. O arranjador da Motown Gil Askey descreveu-a como: ‘ideal do ponto de vista comercial, o instrumento perfeito para as ondas sonoras dos rádios transistorizados do mundo’. Encantado com a mina de ouro a ser explorada, Berry Gordy afroxou o controle férreo exercido sobre os demais contratados como Stevie Wonder e Marvin Gaye que só assim realizaram gravações mais ousadas surgindo assim obras-primas da música popular.

diana ross and berry gordyDiana Ross não compunha, não tocava, apenas cantava e, portanto, era mais fácil transformá-la em produto. E foi ensaiada de como apresentar-se em público, incluindo os gestos, roupas, declarações para a imprensa, e também o repertório musical. O seu primeiro grande êxito, ‘Reach Out And Touch (Somebody's hand)’, antecedeu um conjunto de canções que consolidaram o sucesso obtido anteriormente com as ‘The Supremes’. A carreira de atriz foi meticulosamente planejada por ela e Berry Gordy. Ainda que efêmera, a carreira cinematográfica teve início em 1972, no papel da cantora Billie Holiday, em ‘Lady Sings The Blues’ que lhe valeu a nomeação para o Oscar de melhor atriz. Em 1975, participou do filme 'Mahogany' dirigido pelo próprio Berry Gordy e em 1978 do ‘The Wiz’ ao lado de Michael Jackson, que nem mesmo o diretor Sidney Lumet conseguiu salvar do fracasso comercial que afundou também a carreira de Diana Ross. Ela só voltaria nos anos 90 em duas produções para TV. Na carreira musical, Diana continuou a fazer sucesso apesar dos discos solo não serem bem vistos pelos críticos. O primeiro disco ‘Diana Ross’ é excelente, assim como o ‘Diana!’, de 1971. ‘Diana & Marvin’, gravado com Marvin Gaye em 1973 teve como destaque a música ‘My Mistake’. Com as mudanças na gravadora 'Motown', o desgaste de sua relação com Berry Gordy e a vontade de dirigir a sua própria carreira, fizeram com que Diana fosse para a RCA em 1981. Seu último sucesso foi ‘Chain Reaction’ em 1986. E Diana Ross deixou de ser uma força na indústria da música apesar do público fiel constituído majoritariamente por mulheres e de ser a eterna musa dos gays.

the supremes - baby love


diana ross – The Complete Collection (2009)

The Complete Collection (2009)
CD 1
CD 2: parte I    parte II

Tracklist CD 1
01. Where Did Our Love Go (feat. The Supremes) 02. Baby Love (feat. The Supremes) 03. Come See About Me (feat. The Supremes) 04. Stop! In The Name Of Love (feat. The Supremes) 05. Back In My Arms Again (feat. The Supremes) 06. Nothing But Heartaches (feat. The Supremes) 07. I Hear A Symphony (feat. The Supremes) 08. My World Is Empty Without You (feat. The Supremes) 09. You Can't Hurry Love (feat. The Supremes) 10. You Keep Me Hangin' On (feat. The Supremes) 11. Love Is Here And Now You're Gone (feat. The Supremes) 12. The Happening (feat. The Supremes) 13. Reflections (feat. The Supremes) 14. In And Out Of Love (feat. The Supremes) 15. Forever Came Today (feat. The Supremes) 16. Love Child (feat. The Supremes) 17. I'm Gonna Make You Love Me (feat. The Supremes and The Temptations) 18. I'm Livin' In Shame (feat. The Supremes) 19. The Composer (feat. The Supremes) 20. Someday We'll Be Together (feat. The Supremes) 21. Reach Out And Touch 22. Ain't No Mountain High Enough 23. I'm Still Waiting 24. Touch Me In The Morning 25. You Are Everything (feat. Marvin Gaye)

Tracklist CD 2
01. Theme From Mahogany (Do You Know Where You're Going To) 02. Love Hangover 03. The Boss 04. Upside Down 05. My Old Piano 06. I'm Coming Out 07. It's My Turn 08. Endless Love (feat. Lionel Richie) 09. Why Do Fools Fall In Love 10. Mirror Mirror 11. Work That Body 12. Muscles 13. Touch By Touch 14. Swept Away 15. Eaten Alive 16. Chain Reaction 17. Missing You 18. When You Tell Me That You Love Me

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sharon jones

Sharon JonesHoje, aos 51 anos, Sharon Jones finalmente se tornou um nome conhecido, e para isso contou com um empurrão involuntário de Amy Winehouse. Não que Sharon Jones tenha uma dívida com a britânica, pelo contrário: Winehouse foi atrás de Jones para confeccionar seu pop com forte sotaque da soul music dos anos 60. Após ouvir discos de Jones, Winehouse e o produtor Mark Ronson foram até Nova York e contrataram os ‘Dap-Kings’, a banda de Jones, para tocar no disco ‘Back to Black’, lançado em 2006 por Winehouse. Após o estouro de ‘Back to Black’, muita gente foi atrás da banda responsável por aqueles timbres que remetiam aos clássicos dos selos Motown e Stax e chegaram aos ‘Dap-Kings’ e, consequentemente, a Jones. Até chegar a Amy Winehouse e ao álbum ‘100 Days, 100 Nights’ , seu terceiro e mais recente disco com os ‘Dap-Kings’, a história de Jones passou por igrejas e por empregos como carcereira de prisão e segurança de carro-forte.

Sharon JonesSharon Jones nasceu na Geórgia, EUA, e mudou-se para Nova York ainda criança e começou a cantar em corais de igreja. Na adolescência, foi backing vocal de bandas de funk e disc music. Desde aquela época, já era fanática por soul music e cresceu ouvindo tudo de soul music. Nos anos 70, emprestou a voz a diversos artistas e bandas, mas não conseguiu contrato para um disco próprio. Ninguém a aceitava na indústria da música: diziam que era muito negra, muito gorda, muito nova, que não era bonita o suficiente. Aos 25 anos, disseram que estava velha e então Sharon Jones foi fazer outras coisas. Quando tinha 30 anos, fez um teste na polícia e lhe disseram que estava velha. Então arrumou um emprego como carcereira onde ficou por dois anos na penitenciária de 'Ryker's Island', em Nova York, e um período como segurança de carro-forte do 'Wells Fargo Bank', também em Nova York. Trabalhava armada, colocando dinheiro em caixas eletrônicos. Só depois, em 1996, encontrou dois produtores da ‘Desco’ que se preparavam para gravar um disco com Lee Fields, e Sharon Jones reencontrou a indústria da música.

Sharon Jones & The Dap KingsNa época, os ‘Dap-Kings’ chamavam ‘Soul Providers’ e tocariam naquele disco. Seu ex-marido tocava saxofone no grupo. Os produtores queriam três garotas para fazer vocal de apoio, e seu ex-marido a indicou. E assim a sua carreira finalmente tomou rumo. Antes de Amy Winehouse ‘descobrir’ Sharon Jones e os ‘Dap-Kings’ foram gravados dois álbuns: ‘Dap Dippin’ em 2001 e ‘Naturally’ em 2005. Depois, veio o elogiado ‘100 Days, 100 Nights’ em 2007. O que chamou a atenção de Winehouse, Mark Ronson e tantos outros foi a sonoridade única da banda e de Jones. O que eles fazem é soul music como era feita nos anos 60 e 70. Hoje são usados equipamentos digitais, eletrônicos. Com Sharon Jones e os ‘Dap-Kings’, os instrumentos são gravados todos juntos, ao vivo, e não são usados sintetizadores, gravam tudo de forma analógica. Eles fazem como Otis Redding, Etta James, James Brown e todos os outros grandes faziam. Sharon Jones possui uma voz potente, de alcance profundo, que utiliza, juntamente com os ‘Dap-Kings’, para buscar a pureza perdida da soul music. (por thiago ney)

sharon jones & the dap-kings - be easy


Sharon Jones & The Dap Kings - Dap Dippin' (2001)    Naturally (2005)    Sharon Jones & The Dap Kings - 100 Days, 100 Nights (2007)

Dap Dippin' (2001)
Naturally (2005)
100 Days, 100 Nights (2007)

Tracklist: Dap Dippin'
01. (Introduction) 02. Got a Thing on My Mind 03. What Have You Done for Me Lately? 04. Dap Dip 05. Give Me a Chance 06. Cut that lie 07. Got to Be the Way It Is 08. Make It Good to Me 09. Ain't It Hard 10. Pick It up, Lay It in the Cut 11. Casella Walk

Tracklist: Naturally
01. How Do I Let A Good Man Down? 02. Natural Born Lover 03. Stranded In Your Love (feat. Lee Fields) 04. My Man Is A Mean Man 05. You're Gonna Get It 06. How Long Do I Have To Wait For You? 07. This Land Is Your Land 08. Your Things Is A Drag 09. Fish In The Dish 10. All Over Again

Tracklist: 100 Days, 100 Nights
01. 100 Days, 100 Nights 02. Nobody's Baby 03. Tell Me 04. Be Easy 05. When the Other Foot Drops, Uncle 06. Let Them Knock 07. Something's Changed 08. Humble Me 09. Keep On Looking 10. Answer Me

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

joss stone

joss stoneJanis Joplin assombrou o mundo ao arrancar das entranhas ‘Summertime’ do russo Jacob Gershovitz, aliás, George Gershwin, com sua voz comparada às das maiores cantoras negras do blues. Aliás, ‘Summertime’ baseada em uma canção de ninar ucraniana, não foi composta para Janis Joplin e sim para a ópera ‘Porgy and Bess’ de 1935. Em 2003 foi a vez da inglesinha branca de 16 anos Joss Stone de nos encher de assombro ao cantar como se fosse negra nascida no delta do Mississippi. Considerada fenômeno do soul a cantora inglesa que nasceu em Dover, Kent, Inglaterra e passou a sua adolescência na vila de Ashill, Devon, antes de atingir a idade de 19 anos vendeu milhões de álbuns, foi indicada para quatro Grammys, dividiu o palco com lendas como James Brown, Rolling Stones, Stevie Wonder, Elton John e Donna Summer, foi entrevistada por Oprah Winfrey e estrelou duas campanhas publicitárias. Eclética no repertório, ela vai da soul music ao blues, com muito balanço e tem sido apontada como a mais jovem estrela na tradição musical da Motown, a gravadora das ‘Supremes’ e de ‘Marvin Gaye’. O que mais surpreende os críticos é como uma inglesinha branca nascida em uma cidadezinha pode ter voz, ritmo e experiência para cantar a música negra americana, do soul ao blues?

joss stoneJoss Stone cresceu escutando uma grande variedade de gêneros musicais, incluindo R&B e soul music cantados por artistas como Dusty Springfield e Aretha Franklin. Interpretando a música de Donna Summer ‘On the Radio’ optou pela soul music principalmente por causa dos vocais que exigia. Em 2002, saiu da Inglaterra para uma audição em Nova York com Steve Greenberg, o chefe do setor executivo de uma grande gravadora. Após assinar um contrato foi para Miami para começar a trabalhar no seu primeiro álbum ‘The Soul Sessions’ lançado em 2003. O álbum consiste em covers de soul music pouco conhecidas de Wright, Franklin, Laura Lee e Bettye Swann e alcançou as paradas da Inglaterra e EUA. Após conseguir aclamação crítica, Stone gravou em 2004 o seu segundo álbum ‘Mind, Body & Soul’, dessa vez composto de músicas originais e foi um sucesso ainda maior que seu antecessor. Em 2005, Stone foi indicada a três ‘Brit Awards’, dos quais ganhou dois e também foi indicada a três ‘Grammy Awards’ onde ela cantou descalça no palco com a cantora Melissa Etheridge, em tributo à Janis Joplin, além de emprestar seus talentos vocais à trilha sonora do filme ‘Fantastic Four: The Rise of the Silver Surfer’.

joss stoneO terceiro álbum ‘Introducing Joss Stone’ de 2007 é diferente dos outros por ter um estilo mais pop e soul contemporâneo. Para a divulgação Joss abandonou os cabelos louros, do início da carreira, e o ar de menininha por uma pose mais agressiva, corpo tatuado e cabelos tingidos de vermelho e ondulados. Hoje camaleônica Joss Stone desfila de cabelos negros e alisados. O mais recente disco ‘Colour Me Free’, contou com importantes colaborações, dentre elas a de Jeff Beck em ‘Parallel Lines’. A bonita balada ‘4 and 20’ lembra as ‘girls groups’ dos anos 60. ‘Big Ol’ Game’ vem na mesma linha com vocal de Saadiq. Em tom de protesto político, ‘Governmentalist’ tem rap na voz de Nas. E não faltou o blues com o cover 'I Believe It to My Soul’, de Ray Charles e acompanhada pelo saxofonista David Sanborn. Assim que lançado, o álbum entrou para o top 10 de vendas nos Estados Unidos. Além de ter editado o novo álbum, Joss estreou como atriz na série norte-americana, ‘The Tudors’, onde interpreta o papel de Ana de Cleves, a quarta mulher de Henrique VIII. Joss também encanta com suas atitudes altruístas, como por exemplo, a mensagem que deixou no seu website conclamando algum fã para adotar um cachorro chamado Gogo, que ela recolheu das ruas em Los Angeles. ‘Ele tem por volta de 3 anos, é um adorável garoto, e precisa de um lar’, escreveu.

joss stone & david sanborn - I believe it to my soul


Joss Stone - The Soul Sessions (2003)

The Soul Sessions (2003)

Tracklist
01. The Chokin' Kind 02. Super Duper Love 03. Fell In Love With A Boy 04. Victim Of A Foolish Heart 05. Dirty Man 06. Some Kind Of Wonderful 07. I've Fallen In Love With You 08. I Had A Dream 09. All The King's Horses 10. For The Love Of You

Joss Stone - Mind, Body & Soul (2004)

Mind, Body & Soul (2004)

Tracklist
01. Right to Be Wrong 02. Jet Lag 03. You had me04. Spoiled 05. Don't Cha Wanna Ride 06. Less Is More 07. Security 08. Young at Heart 09. Snakes and Ladders 10. Understand 11. Don't Know How 12. Torn and Tattered 13. Killing Time 14. Sleep Like a Child 15. Daniel

Joss Stone - Introducing Joss Stone (2007)

Introducing Joss Stone (2007)

Tracklist
01. Change (Vinnie Jones Intro) 02. Girl They Won't Believe It 03. Headturner 04. Tell Me `Bout It 05. Tell Me What We're Gonna Do Now feat. Common 06. Put Your Hands On Me 07. Music feat. Lauryn Hill 08. Arms Of My Baby 09. Bad Habit 10. Proper Nice 11. Bruised But Not Broken 12. Baby Baby Baby 13. What Were We Thinking 14. Music Outro

Joss Stone - Colour Me Free (2009)

Colour Me Free (2009)

Tracklist
01. Free Me 02. Could Have Been You 03. Parallel Lines (feat. Jeff Beck & Sheila E.) 04. Lady 05. 4 And 20 06. Big ol Game (feat. Raphael Saadiq) 07. Governmentalist (feat. Nas) 08. Incredible 09. You Got The Love 10. I Believe It To My Soul (feat. David Sanborn) 11. Stalemate (feat. Jamie Hartman) 12. Girlfriend On Demand