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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

the ultimate jazz archive: swing to bebop, modern jazz 31

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 lou donaldson

Lou Donaldson (1926) é saxofonista e é mais conhecido por sua abordagem soulful e bluesy de tocar o saxofone alto, embora em seus anos de formação ele tenha sido fortemente, como muitos do bebop o foram, influenciado por Charlie Parker. Lou Donaldson foi um dos primeiros discípulos do lendário Charlie Parker. Suas primeiras gravações foram com emissários do bop, o vibrafonista Milt Jackson e o pianista Thelonious Monk em 1952, e participou de vários pequenos grupos com outros luminares do jazz como o trompetista Blue Mitchell, o pianista Horace Silver, e o baterista Art Blakey. Ele era membro do quinteto de Art Blakey e apareceu em alguns dos seus melhores álbuns como o ‘A Night At Birdland’, Vols. I & II, gravação ao vivo com Clifford Brown, Horace Silver, Art Blakey e Tommy Potter. Em 1953, ele também gravou sessões com o trompetista Clifford Brown, e o baterista Philly Joe Jones. Lou Donaldson gravou nos gêneros bop, hard bop e jazz soul. Hoje, com 79 anos de idade ainda toca com o mesmo estilo que o estabeleceu como um dos saxofonistas mais populares de sempre e continua em turnê pela Europa, Japão e EUA.



art farmer

Art Farmer (1928 – 1999) nascido Arthur Stewart Farmer foi trompetista e tocou flugelhorn, instrumento de bronze semelhante a uma trombeta. Tocou também o flumpet, uma combinação de trompete e flugelhorn projetado para ele por David Monette, artesão que desenha e constrói instrumentos de bronze e bocais para músicos. Seu irmão gêmeo idêntico, Addison Farmer foi baixista. Filho de um metalúrgico Art Farmer trabalhou como músico dos anos 40 em diante. Morando em Los Angeles, ele tocou nas bandas do saxofonista Benny Carter e do pianista Jay McShann entre outros. Juntou-se à orquestra de Lionel Hampton por volta de 1953, quando os trompetistas Clifford Brown e Quincy Jones estavam também com Hampton na época. Tendo se mudado para New York, trabalhou mais tarde com o saxofonista Gigi Gryce, o pianista Horace Silver e o saxofonista e clarinetista Gerry Mulligan, entre outros. Na mesma década se apresentou em gravações de arranjadores mais importantes da época e formou o ‘The Jazztet’ com o compositor e saxofonista tenor Benny Golson, o grupo não teve compromissos suficientes para durar além de 1962, mas ajudou na carreira do pianista McCoy Tyner e do trombonista Grachan Moncur III. No início de 1960, Art Farmer formou um trio com o guitarrista Jim Hall e o baixista Steve Swallow, mais tarde com o baterista Pete La Roca e o pianista Steve Kuhn. Em seguida mudou-se para a Europa, para Viena, onde tocou com ‘Kenny Clarke-Francy Boland Big Band’, uma das bandas de jazz mais notáveis formadas fora dos Estados Unidos. Com o saxofonista Benny Golson reviveu a ‘The Jazztet’ na década de 80 para uma série de compromissos com Curtis Fuller no trombone.



tal farlow

Tal Farlow (1921 - 1998) nascido Talmage Farlow Holt foi guitarrista. Farlow nasceu em Greensboro, North Carolina, e era quase tão famoso por sua relutância em tocar publicamente como por suas incríveis habilidades. Seu pai lhe deu um bandolim e ensinou alguns acordes, a partir daí Tal Farlow foi autodidata. Ele trocou o bandolim por uma guitarra quando adolescente, na mesma época em que trabalhava como pintor. Após vários anos de trabalho como músico começou a tocar profissionalmente em 1948 com a banda do famoso vibrafonista e pianista Marjorie Hyams. Com ‘Red Norvo Trio’ do vibrafonista Red Norvo, que originalmente incluía Charles Mingus, entre 1049-1953, Tal Farlow se tornou famoso no mundo do jazz. Suas mãos enormes e a capacidade de espalhá-las sobre o braço da guitarra lhe valeu o apelido de ‘Octopus’, e fez dele um dos melhores guitarristas da época. Depois de seis meses com ‘Artie Shaw's Gramercy Five’ em 1953, Farlow montou seu próprio grupo, que por um tempo incluiu o pianista Eddie Costa. Em 1958, aposentou-se em tempo integral e se estabeleceu em New Jersey, retornando para a carreira de pintor de sinais. No entanto, continuou a tocar em datas ocasionais em clubes locais. Em 1962, a ‘Gibson Guitar Corporation’, com a participação de Farlow, produziu a guitarra ‘Tal Farlow’. Tal Farlow morreu de câncer com 77 anos.



charles mingus

Charles Mingus (1922-1979) é o mais influente contrabaixista do jazz moderno. Nascido numa base militar em Nogale, Arizona, cresceu em Los Angeles. Tendo começado a estudar música ainda criança, depois de tentativas sem muito sucesso com o trombone e o violoncelo, acabou por se decidir pelo contrabaixo na época do colégio. Seu talento logo foi percebido, e Mingus tocou nos anos 40 nos grupos de Barney Bigard, Louis Armstrong e Lionel Hampton. Participou do trio do vibrafonista Red Norvo com o guitarrista Tal Farlow em 1950-1951. Nos anos 50 tocou com grandes músicos: Stan Getz, Art Tatum, Charlie Parker, Dizzy Gillespie, Bud Powell, Max Roach e Duke Ellington, a quem admirava muito. Em 1956 Mingus gravou o disco ‘Pithecanthropus Erectus’, reconhecido como uma obra-prima, que estabeleceu definitivamente seu nome como um dos líderes do jazz moderno. Nos dez anos seguintes, ele compôs e gravou discos antológicos. Durante a década de 60, porém, problemas psicológicos e dificuldades financeiras fizeram a carreira de Mingus entrar em colapso, não sem antes gravar mais uma de suas obras-primas, ‘The Black Saint and The Sinner Lady’, e também o disco solo como pianista, ‘Mingus Plays Piano’. A vida profissional e pessoal melhorou apenas em 1971, com o recebimento de uma bolsa de composição da fundação Guggenheim; a venda das matrizes do selo ‘Debut’, que fora fundado por Mingus e Max Roach, para a ‘Fantasy’; e a publicação da surpreendente autobiografia ‘Beneath the Underdog’. A partir daí, começou a haver um reconhecimento maior por parte do público, mas o fogo criador havia atenuado. Em 1977, Mingus foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica. Em 1978, realizou-se um concerto em sua homenagem na Casa Branca, ao qual Mingus compareceu já numa cadeira de rodas. O fim viria em 1979, depois de uma série desesperada de tentativas de cura usando diversos tipos de medicina não-convencional. Depois de sua morte, seu prestígio cresceu ainda mais, e os grupos ‘Mingus Dinasty’ e ‘Mingus Big Band’ levaram seu legado adiante. Mingus possuía uma personalidade complexa e mesmo agressiva, não são poucas as histórias de Mingus tendo agredido outros músicos. Foram diversas interrupções na produção musical por conta de sua instabilidade emocional. Sentia com intensidade o drama do preconceito racial, usando diversas vezes a música como veículo de protesto. Nos anos 50 e 60, Mingus abriu novos caminhos para o jazz e para o contrabaixo. Seu toque ao contrabaixo é nervoso, veloz e irregular, e seus solos são longos e intensos. Ele fez com o contrabaixo o que Max Roach e Art Blakey fizeram com a bateria, trouxe-o para o primeiro plano. As composições de Mingus revelam um pensamento musical sofisticado. Em certo sentido, ele pode ser considerado um precursor do free jazz. No entanto, nunca deixou de cultivar, mesmo em peças mais profundamente radicais, as raízes do jazz. Ora vanguardista, ora tradicionalista, ora lírico, ora feroz, porém sempre inovador e profundamente musical, Mingus criou, ao longo de seus 56 anos, uma obra profunda, que tem servido de inspiração para gerações de músicos. Leia +...



the ultimate jazz archive 31

evening in paris
art farmer



31-1: Lou Donaldson (1952-1954)
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parte I    parte II
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parte I    parte II

Tracklist
01. Roccus 02. Lou's blues 03. Cheek to cheek 04. The things we did last summer 05. Sweet juice 06. Down home 07. The best things in life are free 08. If I Love again 09. Caracas 10. The stroller 11. Moe's bluff 12. After you've gone 13. Blues 14. Split kick

31-2: Art Farmer (1953-1956)
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Tracklist
01. Mau Mau 02. Work of Art 03. The Little Bandmaster 04. Up in Quincy's Room 05. Wildwood 06. Evening in Paris 07. Elephant Walk 08. Tiajuana 09. When Your Lover Has Gone

31-3: Tal Farlow (1952-1955)
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parte I    parte II

Tracklist
01. Strike up the band 02. Skylark 03. Have you met miss jones? 04. Tenderly 05. And she remembers me 06. My old flame 07. Cherokee 08. Autumn in New York 09. Tal's blues 10. I like to recognize the tune 11. There will never be another you 12. Just one of those things 13. Tenderly 14. It's you or no one

31-4: Charles Mingus (1954)
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Tracklist
01. What Is This Thing Called Love 02. Spur of the Moment 03. Thrice Upon A Theme 04. Four Hands 05. Minor Intrusions



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

the ultimate jazz archive: big band 33

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bennie moten

Bennie Moten (1894 - 1935), pianista e bandleader ajudou a estabelecer o que é chamado o estilo de Kansas City. Como também ajudou a desenvolver o riff que viria a definir muitas das big bands dos anos 30. Bennie Moten aprendeu a tocar piano com a sua mãe. E tornou-se um pianista talentoso que se apresentava nos pequenos clubes que pontilham a 18th Street. Em 1922, Bennie Moten formou o ‘B.B. & D. Trio’ (Beenie, Bailey e Dude), popularmente conhecidos como ‘Big, Black and Dirty’ e fez sua estréia musical em 1923, quando sua banda acompanhou a cantora de blues Ada Brown na música ‘Evil Mama Blues’. Suas primeiras gravações foram feitas em 1923 para a ‘OKeh Records’, e foram interpretações bem típicas do estilo de New Orleans de King Oliver e outros. E também mostraram a influência do ragtime que ainda era popular na área. Essas gravações são algumas das mais valiosas da época e continuam a ser preciosos registros em muitas coleções de jazz. Em 1926, as gravações de ‘Bennie Moten's Kansas City Orchestra’ foram para a ‘Victor Records’ e influenciadas pelo estilo mais sofisticado de Fletcher Henderson. Em 1928 o piano de Moten foi mostrando algumas influências do boogie woogie, mas a verdadeira revolução veio em 1929 quando ele recrutou Count Basie, Walter Page e Oran 'Hot Lips' Page. Outro boom da banda foi a adição de James Rushing como vocalista principal. ‘The Blue Devils’ foi a primeira banda de Kansas City, em 1928, Jimmy Rushing e Count Basie se juntaram à banda, e tocaram com eles até o ano seguinte, quando Bennie Moten atraiu Count Basie para a sua banda. Com Basie foram Jimmy Rushing, Hot Lips Page, Eddie Durham e Ben Webster, formando assim o núcleo da futura ‘Count Basie Orchestra’. ‘The Blue Devils’ se reagrupou e contratou Lester Young, mas depois de uma série de desventuras Bennie Moten acabou de absorver os outros integrantes, incluindo Lester Young e o fundador da banda Walter Page. Depois da morte de Bennie Moten em 1935, Count Basie assumiu o ‘Kansas City Orchestra’. Sob sua liderança, a banda surgiu como uma das maiores bandas de jazz de todos os tempos.



jimmie lunceford

Jimmie Lunceford (1902 - 1947) nascido James Melvin Lunceford foi saxofonista e líder de banda na era do swing. Jimmie nasceu no Mississippi, mas estudou em Denver onde gradou-se como bacharel em artes. Em 1927, enquanto lecionava em Memphis, organizou uma banda de estudantes, a ‘Chickasaw Syncopators’, que depois teve seu nome alterado para ‘Jimmie Lunceford Orchestra’ quando entrou em turnê. A orquestra fez sua primeira gravação em 1930 e aceitou um convite para tocar no prestigioso nightclub do Harlem, ‘The Cotton Club’, em 1933. O Cotton Club já apresentava Duke Ellington e Cab Calloway, que começavam a conquistar a fama graças aos shows para os fãs brancos do Cotton Club. A orquestra de Lunceford, com fina musicalidade e humor em sua música e letras, tornou-se a banda do clube, e a reputação de Lunceford começou a crescer rapidamente. A comédia e o vaudeville faziam parte das apresentações de Lunceford. As músicas no estilo swing tinham arranjos de Sy Oliver e as letras eram um tanto bizarras. Os shows incluiam fantasias, pequenas peças humorísticas, e desafios às bandas brancas de jazz como as orquestras de Paul Whiteman e Guy Lombardo. Apesar da veia cômica da banda, Lunceford sempre manteve o profissionalismo apropriado a um professor durante o ápice do swing, nos anos 30, e sua orquestra foi considerada igual à de Duke Ellington, Earl Hines ou à de Count Basie. A precisão dos músicos e o arranjador e trompetista Sy Oliver deram à orquestra sua marca registrada. A notável seção de saxofones era liderada pelo saxofonista Willie Smith. A orquestra de Lunceford excursionou extensivamente pela Europa em 1937, mas tiveram de cancelar uma segunda turnê em 1939, por conta da eclosão da Segunda Guerra Mundial. A ‘Columbia Records’ quebrou o contrato em 1940 devido às poucas vendagens. Sy Oliver abandonou a orquestra para se juntar a Tommy Dorsey como arranjador. Em 1947, Lunceford entrou em choque e morreu de parada cardiorrespiratória durante uma sessão de autógrafos. Alegações e rumores circularam dizendo que Jimmie foi envenenado por um dono de restaurante de peixes que ficou infeliz de ter servido a um negro em seu estabelecimento. Eddie Wilcox e Joe Tomas mantiveram a banda por um tempo, mas a ‘Jimmie Lunceford Orchestra’ parou de tocar em 1949. Em 1999, o saxofonista holandês e líder da ‘Aces of Syncopation’, Robert Veen, e um time de músicos dedicados conseguiram permissão para usar os arranjos e músicas originais da orquestra de Jimmie Lunceford. Eles reconstituíram a banda e asseguraram os direitos autorais do uso do nome de Lunceford. A estréia oficial da ‘The Jimmie Lunceford Legacy Orchestra’ aconteceu em 2005, no ‘North Sea Jazz Festival’.



fletcher henderson

Fletcher Henderson (1897 - 1952), nascido James Fletcher Henderson Hamilton Jr. foi pianista, bandleader, arranjador e compositor, e liderou um das bandas de maior sucesso comercial de 1920. E o som suave de sua orquestra deu à luz ao estilo swing da próxima década. Henderson era de uma família de classe média e freqüentou a Universidade de Atlanta. Após a formatura mudou-se para New York na intenção de fazer a pós-graduação em química. Enquanto trabalhava como químico, no entanto, ele descobriu que as perspectivas eram muito restritas devido à sua raça, e buscou a música para viver. Ele deixou a empresa para se tornar gerente da ‘Black Swan Recording Company’ e organizou uma banda de suporte para a cantora de blues Ethel Waters e foi pianista para muitos cantores de blues. Em 1922, Fletcher liderou a sua própria banda no ‘Club Alabam’ em seguida, no ‘Roseland Ballroom’ e rapidamente se tornou conhecida como a melhor da banda de afro-americanos em New York. Em 1923, Coleman Hawkins tocou saxofone na banda e é geralmente considerado o primeiro grande saxofonista de jazz. Em 1924, ele contratou Louis Armstrong importando-o de Chicago, onde ele tocava com a ‘King Oliver's Creole Jazz Band’. Por um tempo suas idéias de arranjo foram fortemente influenciadas por Paul Whiteman, mas quando Louis Armstrong se juntou a sua orquestra percebeu que poderia ter um potencial muito mais rico para a orquestração da banda. No início em 1930, o seu irmão mais novo, Horace Henderson contribuiu para a banda. Em momentos diferentes ele foi pianista de Billie Holiday e Lena Horne. A orquestra continuou a fazer turnês e gravar até 1939 quando se desfez, e Fletcher Henderson se juntou à orquestra de Benny Goodman, primeiro como pianista e arranjador. Esta foi a primeira vez que uma banda de brancos contratou um músico negro para se apresentar no palco com uma orquestra. E a banda se tornou uma das mais populares bandas de swing. Muitos dos sucessos de Goodman foram tocados por Fletcher Henderson. Em 1943, Henderson deixou Goodman e voltou apenas como arranjador pessoal em 1947. E viajou como pianista para Ethel Waters em 1948 e 1949. Em 1950 ele sofreu um derrame e nunca mais foi capaz de tocar novamente. Ele morreu em Nova York dois anos depois.



chick webb

Chick Webb (1905 - 1939), nascido William Henry Webb foi baterista, bem como bandleader. Webb nasceu em Baltimore, e desde a infância, ele sofria de tuberculose que afetou a sua coluna vertebral, deixando-o com baixa estatura e a coluna deformada. Ele vendia jornal quando menino para economizar dinheiro suficiente para comprar uma bateria, e aos 11 anos tocou profissionalmente pela primeira vez. Com 17 anos, mudou-se para New York e em 1926, ele já estava conduzindo sua própria banda no Harlem. O baterista de jazz Tommy Benford dava aulas a Webb quando ele chegou a New York. Em 1931, a banda tornou-se a banda da casa no ‘Savoy Ballroom’. No clube, a banda de Chick Webb sempre competia com outras bandas de topo como a orquestra de Benny Goodman ou a de Count Basie. Ao final das batalhas da noite os que lá iam para dançar votavam sempre na banda de Chick como a melhor. Como resultado Webb foi considerado o destinatário mais digno de ser coroado o primeiro ‘rei do swing’. Título que perdeu para Duke Ellington em 1937, e para Count Basie, em 1938. Em 1935, a adolescente Ella Fitzgerald começou como vocalista em sua banda. Apesar dos rumores em contrário, Ella não foi adotada por Webb, nem foi morar com ele e a sua esposa, Martha Loretta Ferguson também conhecida como Sallye. Em 1938, a saúde de Webb começou a declinar, embora por um tempo, ele continuasse a tocar, recusando-se a desistir das turnês, desconsiderando seu próprio desconforto e fadiga, que muitas vezes o levaram a exaustão física, de modo que a sua banda continuou empregada durante a grande depressão. Finalmente, em 1939, ele teve que ser submetido a uma grande cirurgia. Chick Webb morreu no mesmo ano, com apenas 34 anos de idade e consta que suas últimas palavras foram: ‘Eu sinto muito, eu tenho que ir’. A sua morte foi muito difícil para a comunidade do jazz e Ella Fitzgerald assumiu a banda e a deixou em 1942, para se concentrar em sua carreira solo. Gene Krupa creditou a Chick Webb a pavimentação do caminho para que bateristas conduzissem suas próprias bandas.




the ultimate jazz archive 33

imagination
bennie moten



33-1: Bennie Moten (1930-1932)
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parte I    parte II

Tracklist
01. New Moten Stomp 02. As Long As I Love You 03. When I'm Alone 04. Professor Hot Stuff 05. Get Goin' (Get Ready To Love) 06. The Count 07. Liza Lee 08. Somebody Stole My Gal 09. Now That I Need You 10. Bouncin' Round 11. I Wanna Be Around My Baby All The Time 12. Ya Got Love 13. Toby 14. Moten Swing 15. The Blue Room 16. Imagination 17. New Orleans 18. The Only Girl I Ever Loved 19. Milenberg Joys 20. Lafayette 21. Prince Of Wails 22. Two Times

33-2: Jimmie Lunceford (1930-1934)
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Tracklist
01. In Dat Mornin' 02. Sweet Rhythm 03. Flaming Reeds And Screaming Brass 04. While Love Lasts 05. White Heat 06. Jazznocrazy 07. Chillun Get Up 08. Leavin' Me 09. Swingin' Uptown 10. Breakfast Ball 11. Here Goes (A Fool) 12. Remember When 13. Sophisticated Lady 14. Mood Indigo 15. Rose Room 16. Black And Tan Fantasy 17. Stratosphere 18. Nana 19. Miss Otis Regrets 20. Stomp It Off

33-3: Fletcher Henderson (1934-1936)
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Tracklist
01. Wild Party 02. Rug Cutter's Swing 03. Hotter Than 'Ell 04. Liza 05. Christopher Columbus 06. Big Chief De Sota 07. Blue Lou 08. Stealin' Apples 09. I'm A Fool For Loving You 10. Moonrise On The Lowlands 11. I'll Always Be In Love With You 12. Jangled Nerves 13. Grand Terrace Rhythm 14. Riffin' 15. Mary Had A Little Lamb 16. Shoe Shine Boy 17. Sing, Sing, Sing 18. Until Today 19. Knock, Knock Who's There? 20. Jim Town Blues

33-4: Chick Webb (1934-1937)
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Tracklist
01. Stompin' At The Savoy 02. Don't Be That Way 03. Blue Lou 04. Down Home Rag 05. Love And Kisses 06. I May Be Wrong 07. Facts And Figures 08. Go Harlem 09. Love Marches On 10. There's Frost On The Moon 11. Gee But You're Swell 12. Rusty Hinge 13. Wake Up And Live 14. It's Swell Of You 15. Clap Hands! Here Comes Charly 16. That Naughty Waltz 17. In A Little Spanish Town 18. I Got Rhythm 19. I Ain't Got Nobody 20. Strictly Jive



sábado, 26 de novembro de 2011

the ultimate jazz archive: big band 34

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benny goodman

Benny Goodman (1909 - 1986) ), nascido Benjamin David Goodman, clarinetista e bandleader ficou conhecido como ‘O Rei do Swing’, ‘Patriarca da Clarineta’, ‘O Professor’ e ‘Mestre do Swing’. Benny começou seus estudos musicais na sinagoga, filho de um alfaiate e sua família tinha poucos recursos. Menino prodígio, fez sua primeira apresentação aos 12 anos, e logo passou a tocar com músicos profissionais. Goodman estudou clarineta desde cedo, tendo formação musical clássica na época em que Chicago entrava na era do jazz. Vindo de New Orleans em 1926, aos 16 anos, juntou-se à banda do baterista Ben Pollack, fundada dois anos antes, e com ela fez seu primeiro disco. No início dos anos 30, gravou com diversos grupos de jazz até formar a sua própria orquestra, em 1934, que se tornou famosa depois de ser divulgada em um programa de rádio. Sua fama correu o mundo, iniciando a era do swing, que se estenderia por dez anos e foi reconhecido como ‘o rei do swing’ e o mais genial clarinetista de todos os tempos. Sua orquestra foi o primeiro grupo de jazz a se apresentar em público integrando músicos brancos e negros. Em 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York. Nos anos 30 e 40, Goodman ajudou a projetar grandes solistas. Após 1945, Goodman limitou-se a tocar em grupos pequenos, além de ter atuado em orquestras clássicas como solista. Em 1962, a sua orquestra foi a primeira jazz band norte-americana a visitar a União Soviética. E sua clarineta e sua orquestra foram requisitadas pelo cinema em vários filmes. Por motivo de doença, de 1970 a 1985 fez um intervalo em sua atividade artística. Sua volta se deu no Kool Jazz Festival de Nova York, vindo a falecer pouco depois. Leia +...



tommy dorsey

Tommy Dorsey (1905 - 1956), nascido Thomas Francis Dorsey Jr. foi trombonista, trompetista, compositor e maestro. Embora fosse classificado em grau de impostância, depois de Benny Goodman, Artie Shaw, Glenn Miller ou James Harry, Tommy Dorsey foi um bandleader popular da era do swing, no período entre 1935 e 1945. Seu modo de tocar trombone notavelmente melódico era o som característico de sua orquestra, doce com uma mistura de baladas e canções suaves. Ele forneceu a base para vocalistas como Frank Sinatra e empregou arranjadores inventivos. Foi também o artista que mais vendeu na história da RCA Victor Records, até a chegada de Elvis Presley. Segundo filho de Thomas Francis Dorsey, professor de música e diretor de banda, Tommy e seu irmão Jimmy receberam instrução musical de seu pai. Tommy tocava trombone, embora ele também tocasse trompete, especialmente no início de sua carreira. Durante a década de 20, os irmãos se apresentavam com uma série de grupos locais, incluindo as orquestras lideradas por Jean Goldkette e Paul Whiteman, antes de formarem sua própria banda, a ‘Dorsey's Novelty Six’, em 1920. Em 1922, tocavam em parques de diversões de Baltimore e fizeram a estréia no rádio como ‘Dorsey's Wild Canaries’. Em 1927, começaram a gravar como ‘The Dorsey Brothers Orchestra’ e chegaram pela primeira vez às paradas com ‘Coquette’, em 1928. Em 1929, foi com ‘Let's Do It (Let's Fall in Love)’ que contou com Bing Crosby nos vocais. E em 1935 contrataram Bob Crosby, irmão mais novo de Bing. A relação dos irmãos Dorsey sempre foi volátil, e com relação ao swing, discordaram, e Tommy deixou a banda. Jimmy continuou a liderar a banda e passou a ter um sucesso considerável. Mas, enquanto os irmãos tropeçavam, Benny Goodman alcançou sucesso nacional e foi apelidado de ‘o Rei do Swing’. Tommy Dorsey assumiu os remanescentes da banda de Joe Haymes assinou com a ‘RCA Victor Records’, e teve sucesso imediato com a vocalista Edythe Wright e foi ainda mais bem sucedido em 1937. Ganhou sua própria série de rádio, que durou quase três anos. Não obstante o seu sucesso comercial fez importantes mudanças em sua banda no final de 1939, particularmente em seus vocalistas. Jack Leonard deixou a banda e Tommy Dorsey contratou Frank Sinatra. A cantora Edythe Wright também partiu, substituída por Connie Haines. E o sucesso continuou. Mas, continuou em segundo lugar, atrás de Glenn Miller, como artista top. E caiu para terceiro, atrás de Miller e de seu irmão Jimmy, em 1941. O ano de 1942 foi desafiador para Tommy Dorsey: os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial o que colocou pressão sobre as grandes bandas particularmente em termos de mudança pessoal e dificuldades de viagens; a Federação Americana de Músicos convocou uma greve que impediu a entrada de músicos nos estúdios de gravação; e Frank Sinatra deixou a banda para lançar carreira solo. Enquanto isso, Tommy Dorsey virou-se com papéis no cinema para manter-se ativo, aparecendo em três filmes lançados em 1943. Permaneceu em Hollywood e com o fim da greve dos músicos voltou aos estúdios de gravação. Com o declínio das grandes bandas Tommy Dorsey reorganizou a sua e continuou em filmes e nas paradas. Em 1953, Jimmy Dorsey terminou com a sua banda e se juntou a orquestra de seu irmão como atração principal e foi novamente anunciada como sendo ‘Dorsey Brothers Orchestra’. Sedado por pílulas para dormir após uma refeição pesada, Dorsey acidentalmente sufocou até a morte com a idade de 51 anos. Seu irmão continuou com a banda, mas morreu em 1957. No entanto, a orquestra continuou a gravar e se apresentar, sob a direção de Warren Covington. Apelidado como ‘o cavalheiro sentimental de swing’, Tommy Dorsey liderou com sucesso uma orquestra classificada entre as melhores dos EUA na era do swing.



harry james

Harry James (1916 - 1983), nascido Harry Haag James, foi maestro e um dos trompetistas mais populares da era das big bands. Filho de artistas circenses, James aprendeu a tocar trompete aos oito; quando tinha doze anos, passou a reger uma das bandas do circo. Na adolescência, tocou com várias orquestras, incluindo a de Ben Pollack, em1935. Em 1936, tornou-se membro da orquestra de Benny Goodman onde se juntou com os trompetistas Ziggy Elman e Chris Griffin para formar o ‘powerhouse trio’, um das sessões de trompete mais célebres da história do jazz. James era o solista principal e ficou famoso com seus solos em canções como ‘Ridin' High’, ‘Sing, Sing, Sing’ e ‘One o'Clock Jump’. Ele também compôs e fez o arranjo de ‘Life Goes to a Party’, considerada um dos melhores números de swing da orquestra de Goodman. O estilo de James era ousado e intenso. O período em que tocou na orquestra de Goodman e nas bandas de estúdio, com membros da orquestra de Count Basie, que ele regeu durante o fim dos anos 30, são os melhores exemplos de seu primeiro estilo de jazz. James criou a sua própria banda em 1939. E o mais notável da orquestra foi Frank Sinatra que cantou com a banda por seis meses. Sua gravação de ‘All or Nothing at All’ foi um fracasso no lançamento, mas vendeu milhões quando relançada, em 1943. O momento decisivo para James foi em 1941 com a canção-tema de sua banda ‘Music Makers’. No mesmo ano, fez um sucesso ainda maior com uma versão instrumental de ‘You Made Me Love You’, o qual o estabeleceu como um dos maiores maestros da época. Vocalistas populares contribuíram para o sucesso da banda durante esse período. James era tão popular no início da década de 40 que sua gravadora chegou a ser incapaz de prensar seus discos para cobrir a demanda. A fama de James aumentou quando ele casou com a estrela do cinema Betty Grable, em 1943. E também apareceu em vários filmes e em trilhas sonoras. Apesar das baladas e arranjos comerciais ele permaneceu essencialmente como um músico de jazz. Uma vez estabelecido seu sucesso, ele gradualmente retornou às suas raízes jazzísticas no fim dos anos 40. No início dos anos 50, sua banda era como a oquestra de Count Basie, e arranjadores notáveis criavam arranjos para ambas as bandas. Turnês extensas e várias sessões de gravação marcaram as duas décadas. Longos compromissos nos hotéis e cassinos de Las Vegas com várias turnês nacionais e internacionais. Harry James faleceu em decorrência de um linfoma aos 67 anos.



earl fatha hines

Earl ‘Fatha’ Hines (1903 - 1983), nascido Earl Kenneth Hines, foi compositor, líder de bandas e um dos mais importantes pianistas da história do Jazz. Earl Hines nasceu na Pensilvânia e seu pai era cornetista e chefe da banda ‘Pittsburgh's Eureka Brass Band’; e foi criado por sua madrasta, que era organista da igreja. Sua irmã Nancy e seu irmão Boots também tocavam órgão e piano, respectivamente. Inicialmente, Hines tentou seguir a carreira do pai, tocando trompete mas logo trocou pelo piano. Aprendeu os clássicos, mas sua paixão eram as músicas populares que ele ouvia nos teatros. Com quinze anos, Hines formou a sua primeira banda, um trio que incluía um violinista e um baterista. Em 1922, Hines saiu de casa para tocar com o saxofonista Lois Deppe & His Serenaders, no clube nocturno Liederhaus, de Pittsburgh. Recebia 15 dólares por semana, e duas refeições por dia. As primeiras gravações vieram em 1923. Das quatro que gravou, uma era de sua autoria, ‘Congaine’, ao estilo do foxtrot. Tempo depois gravou novamente, com Deppe, desta vez músicas espirituais e populares. Em 1924, mudou-se para Chicago, a capital do jazz, onde tocavam Jelly Roll Morton, King Oliver e Benny Goodman. Toca piano em várias bandas e conhece Louis Armstrong e, juntamente com Zutty Singleton, tocam no Sunset Café. Em 1927, esta torna-se a banda de Louis Armstrong, e Hines o seu diretor. E Armstrong percebe o estilo avant garde, - um sub-género do jazz, muito em voga nos anos 60, caracterizado pela improvisação - de Hine ao tocar piano como um trompete, recorrendo ao uso de oitavas para que o seu piano pudesse ser mais facilmente ouvido. Nesse ano mesmo ano, Armstrong renova contrato da sua banda ‘Louis Armstrong's Hot Five’, com a gravadora e susbtitui a sua esposa Lil Hardin Armstrong no piano, por Hines. Em 1928, gravam, o que alguns críticos consideram como um dos melhores trabalhos de jazz, ‘Weatherbird’, um dueto de trompete e piano. E Hines gravará algumas das suas principais obras.

Neste mesmo ano, no seu 25º aniversário, Hines lidera a sua própria banda. Foi no clube de Al Capone, o Grand Terrace Ballroom, que se estreou como líder de banda e, durante onze anos, a sua banda foi a principal do clube de Capone. No período que trabalhou no Grand Terrace, a sua ‘The Earl Hines Orchestra’ foi a banda mais ouvida na rádio, nos EUA. Pela sua banda passaram Nat King Cole, que o substituía no piano, Dizzy Gillespie, Sarah Vaughan e Charlie Parker, nas suas primeira aparições e foi logo despedido por chegar habitualmente, atrasado ao trabalho. Na primeira metade da década 40, deu-se a origem do bebop, através das jam sessions, que os membros da banda de Hines efetuavam pela madrugada. Earl Hines liderou a sua banda até 1947, quando passou, temporariamente, a liderar a banda de Duke Ellington, enquanto este se encontrava doente. O tempo das grandes bandas e orquestras, encontrava-se no fim. E o pós-guerra trouxe tempos difíceis e, em 1948, Hines é obrigado a terminar a sua banda. Entre 1949 e 1951, Hines e Armstrong estão juntos novamente na banda deste último, a ‘All Stars’, e fazem vários espetáculos na Europa. No entanto, Hines ocupava um lugar secundário, não se mostrando satisfeito volta à liderança de pequenos grupos e apresenta-se em vários concertos pelos Eua e Europa. No início dos anos 60, Hines é um músico esquecido, mas graças ao seu amigo Stanley Dance, escritor de jazz, é ‘redescoberto’. Após alguns recitais de piano em Nova Iorque fica em primeiro lugar no ‘Hall of Fame’, da revista ‘Down Beat’, sendo premiado pela crítica internacional. A revista também o elegeu o melhor pianista de jazz em 1966, sendo eleito mais cinco vezes. No mesmo ano, Earl Hines junta-se ao departamento do estado dedicado ao jazz, e viaja até à Uniáo Soviética, como Embaixador da Boa-Vonatade. Earl Hines morreu uma semana depois do seu último concerto aos 77 anos, de ataque cardíaco. Na lápide do seu túmulo, está escrito ‘He Enriched The World With His Music’.




the ultimate jazz archive 34

one o'clock jump
harry james



34-1: Benny Goodman (1935-1939)
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parte I    parte II

Tracklist
01. King Porter Stomp 02. Goodbye 03. If I Could Be With You (One Hour Tonight) 04. Goody Moody 05. Stompin' At The Savoy 06. Christopher Columbus 07. Down South Camp Meeting 08. Bugle Call Rag 09. He Ain't Got Rhythm 10. I Want To Be Happy 11. Sing, Sing, Sing 12. Roll 'Em 13. Sugar Foot Stomp 14. St. Louis Blues 15. Don't Be That Way 16. One O'Clock Jump 17. Smoke House Rhythm 18. Topsy 19. The Kingdom Of Swing

34-2: Tommy Dorsey (1935-1938)
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Tracklist
01. Weary Blues 02. Royal Garden Blues 03. Tea On The Terrace 04. I'm In A Dancing Mood 05. Keepin' Out Of Mischief Now 06. Jamboree 07. Mr. Ghost Goes To Town 08. Lookin' Around Corners For You 09. Who'll Buy My Violets? 10. On A Little Bamboo Bridge 11. Melody In F 12. Song Of India 13. Marie 14. In A Little Hula Heaven 15. I'll Dream My Way To Heaven 16. Liebestraum 17. Mendelssohn's Spring Song 18. The Sheik Of Araby 19. Boogie Woogie 20. Hawaiian War Chant

34-3: Harry James (1937-1939)
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Tracklist
01. Jubilee 02. When We're Alone 03. (I Can Dream) Can't I ? 04. Life Goes To A Party 05. Texas Chatter 06. Song Of The Wanderer (Where Shalli Go?) 07. It's The Dreamer In Me 08. One O'clock Jump 09. Out Of Nowhere 10. Wrap Your Troubles In Dreams (And Dream Your Troubles Away) 11. Lullaby In Rhythm 12. Little White Lies 13. Boo - Woo 14. Woo - Woo 15. Home James 16. Jesse 17. Ciribiribin 18. Sweet Georgia Brown 19. Blame It On My Last Affair 20. Love's A Necessary Thing 21. 'taint What You Do (It's The Way That Cha Do It) 22. Two O'clock Jump

34-4: Earl 'Fatha' Hines (1937-1946)
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Tracklist
01. Rhythm Sundae 02. Pianology 03. Piano Man 04. Tantalizing A Cuban 05. G.T. Stomp 06. Lightly And Politely 07. Boogie Woogie On St. Louis Blues 08. Deep Forest 09. Number 19 10. Call me Happy 11. Easy Rhythm 12. Comin' In Home 13. Up Jumped The Devil 14. Jersey Bounce 15. South Side 16. Windy City Jive 17. Swingin' On C 18. The Father Jumps 19. The Earl 20. Blue Keys



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

the ultimate jazz archive: big band 36

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gene krupa

Gene Krupa (Chicago, 15 de Janeiro de 1909 - New York, 16 de Outubro de 1973), baterista e bandleader, nascido como Eugene Bertram Krupa começou sua carreira ainda adolescente limpando janelas em uma loja de instrumentos e partituras chamada ‘Brown Music Company’. Com o dinheiro recebido resolveu comprar o instrumento mais barato da lista, uma bateria. Para agradar sua mãe resolve ir para uma escola religiosa onde estudou com um professor de formação clássica. Um ano mais tarde, abandona a escola para dedicar-se à carreira de baterista. Descobriu uma banda de músicos brancos que tocava em um teatro na zona sul de Chicago, da qual fazia parte o baterista Dave Tough, de quem tornou-se amigo e seguidor, e que o levou para ouvir a ‘King Oliver´s Creole Jazz Band’ que estava de passagem por Chicago. E Krupa encantou-se com o estilo do baterista negro Baby Dodds, sendo esse seu novo ídolo. Krupa impressionou-se tanto com o estilo de Dodds que passou a dedicar-se quase que integralmente ao estudo do jazz negro. Em 1927 participou regularmente de jam sessions do clube ‘Three Deuces’ que incluía o trompetista Bix Beiderbecke, o clarinetista Benny Goodman e integrantes da ‘Austin High Gang’, com quem fez sua primeira gravação. Gravaram quatro faixas: ‘China Boy’, ‘Sugar’, ‘Nobody´s Sweetheart’ e ‘Liza’. Essa gravação foi a primeira a registrar uma formação que incluía baixo e bateria e é um marco na definição do jazz de Chicago. Apesar do visual rebelde, cabelos revoltos e mascador de chiclete, Krupa era um músico extremamente disciplinado e estudioso. Tocou por algum tempo na banda do trompetista Red Nichols e participou da banda da produção da Broadway, ‘Strike Up the Band’, dos irmãos Ira e George Gershwin. Em 1934, integrou a orquestra de Benny Goodman, que tinha como arranjador Fletcher Henderson, o que lhe trouxe rápido reconhecimento por seu talento. Após desentendimentos que já vinham da época das jam sessions em Chicago, Goodman achava que Krupa exagerava no virtuosismo, deixou a orquestra para formar a sua própria, que contava com o trompetista Roy Eldridge e a vocalista Anita O´Day. A orquestra foi um sucesso até o ano de 1943, quando Krupa foi preso por posse de maconha e ficou preso por oitenta dias. Voltou por um curto período para a orquestra de Benny Goodman, antes de integrar a de Tommy Dorsey e depois formar sua orquestra novamente. Teve grande êxito até 1951 quando, influenciado pelo bebop, começou a tocar com formações menores, sendo um dos únicos bandleaders da era do swing a se modernizar. Em 1960, sofreu um ataque cardíaco e reduziu drasticamente suas aparições. Morreu em 1973, e apesar de estar sob tratamento para leucemia, sua morte foi atribuída a outro ataque cardíaco.



charlie barnet

Charlie Barnet (New York, 26 de outubro de 1913 - Califórnia, 04 de setembro de 1991) foi saxofonista, compositor e bandleader. Embora começasse as gravar em 1933, Charles Daly Barnet apenas conseguiu popularidade entre 1939 e 1941. Período de importantes gravações como o hit ‘Cherokee’. Em 1944, Barnet teve outro grande sucesso com ‘Skyliner’. Em 1947, ele começou a mudar do swing para o bebop. O trompetista Billy May foi o arranjador da orquestra de Charlie Barnet, antes de ingressar na de Glenn Miller em 1940. Charlie Barnet era um admirador declarado de Count Basie e Duke Ellington que gravou a sua composição ‘In a Mizz’. Nas apresentações de sua orquestra beber e vandalismo não eram incomuns. Enquanto Glenn Miller aplicava rigorosas normas de vestimenta e comportamento, Barnet estava mais interessado em se divertir. Em 1949 aposentou-se, aparentemente porque tinha perdido o interesse pela música. Ele era capaz de se aposentar quando quisesse, por ser um dos poucos herdeiros de uma família muito rica. Ocasionalmente ele voltou da aposentadoria para breves apresentações, mas nunca retornou à música em tempo integral. Em 1964, organizou uma festa privada para o seu herói musical, Duke Ellington e orquestra. Charles Barnet não tocou no encontro. Barnet morreu de complicações da doença de Alzheimer e pneumonia.



erskine hawkins

Erskine Hawkins (Alabama, 26 de julho de 1914 - New Jersey, 11 de novembro de 1993), foi trompetista, compositor e bandleader. No auge de sua popularidade, durante a época dourada do swing, Erskine Ramsay Hawkins ficou conhecido como ‘The 20th Century Gabriel’. Os músicos que compunham a sua orquestra produziram algumas das músicas mais elegantes e influentes da era das big bands. Ironicamente, foi outro artista, Glen Miller, que fez sucesso com a sua composição mais famosa, ‘Tuxedo Junction’. No entanto, enquanto o swing reinava Erskine Hawkins com sua orquestra fazia parte das grandes bandas lideradas por gigantes como Duke Ellington e Count Basie. Cercado pela música desde a infância, inicialmente como baterista, Erskine aprendeu a tocar diversos outros instrumentos, incluindo saxofone e trombone, antes de voltar o seu foco para o trompete aos 13 anos. Enquanto freqüentava a faculdade ele fazia parte da banda. Profundamente influenciado por Louis Armstrong aprendeu a deslumbrar o público com seus floreios. Foi esse carisma, e a sua capacidade de imitar os solos de Armstrong, que fizeram de Hawkins a escolha natural para assumir como líder. A banda fez sua primeira gravação em 1936 sob o nome ‘Erskine Hawkins and His 'Bama State Collegians’ que não vendeu bem. Hawkins começou a atingir um público mais amplo em torno de 1938 como ‘Erskine Hawkins and His Orchestra’. Uma grande parte do sucesso surgiu a partir do virtuosismo de todos os seus solistas, e a cada um era dada a ampla oportunidade de mostrar o seu talento. Durante a segunda metade da década de 40, Hawkins era sucesso em Nova York, apresentando-se com freqüência no Savoy e no Apollo. As gravações de Hawkins também foram recebidas com entusiasmo na Europa. A popularidade diminuiu gradualmente durante a década de 50, devido ao declínio da música das big bands. Com o surgimento do bebop, que era interpretado por grupos menores, os locais tornaram-se menores e Hawkins decidiu encolher a sua orquestra para oito peças, e continuou a encolher para seis membros em 1961. Eventualmente Hawkins liderava um quarteto, às vezes acrescentando uma cantora à programação. Em 1967 assinou contrato por uma semana com o Hotel Concord, um resort no interior de New York. Assumindo o papel de venerável mestre do jazz, ele acabou tocando regularmente por lá ao longo da década de 70 e 80. Durante este período, Erskine Hawkins também se apresentou com pequenos grupos em festivais de jazz e shows ocasionais em navios de cruzeiro onde era encontrado à frente de uma orquestra completa como nos seus anos de glória onde era o líder de uma das melhores bandas de dança no final dos anos 30 e inicio dos anos 50.



 lionel hampton

Lionel Hampton (Kentucky, 20 de Abril de 1908 - New York, 31 de Agosto de 2002) considerado como o primeiro vibrafonista do jazz, também tocou piano, bateria, percussão e foi líder de bandas. Ao longo da sua vida, Hampton tocou com os grandes nomes do jazz desde Benny Goodman e Buddy Rich, a Charlie Parker e Quincy Jones. Lionel Leo Hampton começou sua carreira, quando ainda era adolescente, tocando bateria na ‘Chicago Defender Newsboys' Band’ liderada pelo Major N. Clark Smith. Quando se mudou para a Califórnia em 1927 tocava bateria para o ‘Dixieland Blues-Blowers’. Ele fez sua estréia nas gravações com o grupo ‘The Quality Serenaders’ liderado por Paul Howard e depois tocou com o bandleader Les Hite no ‘Sebastian's Cotton Club’. Durante este período ele começou a praticar o vibrafone. Em 1930, Louis Armstrong foi para a Califórnia e contratou a banda de Les Hite, pedindo para Hampton tocar vibrafone em duas músicas. Assim começou sua carreira como vibrafonista, popularizando o uso do instrumento desde então. Durante o início dos anos 30, ele estudou música na ‘University of Southern California’. Em 1934 ele conduzia a sua própria orquestra. Em 1936, Benny Goodman veio para Los Angeles e quando John Hammond trouxe Goodman para ver Hampton tocar, Goodman o convidou para integrar o seu trio, que assim se tornou o célebre ‘Benny Goodman Quartet’, com o sofisticado e elegante pianista Teddy Wilson e Gene Krupa completando o lineup. O quarteto foi um dos primeiros grupos de jazz racialmente integrado e uma liderança em uma época em que o jazz era dominado por big bands. Enquanto trabalhou para Goodman em Nova York, também gravou com vários pequenos grupos conhecidos como o ‘Lionel Hampton Orchestra’, assim como em diversos pequenos grupos de Goodman. Em 1940 Hampton deixou Goodman em circunstâncias amigáveis para formar a sua própria big band. A orquestra de Lionel Hampton tornou-se popular durante os anos 40 e início dos anos 50. Sua terceira gravação com a orquestra, em 1942, produziu uma versão clássica de ‘Flying Home’, com um solo de Illinois Jacquet que antecipou o rhythm & blues. Suas gravações para a ‘Decca Records’ incluíram numerosos jovens artistas que mais tarde alcançaram a fama: o baixista Charles Mingus, o saxofonista Johnny Griffin, o guitarrista Wes Montgomery, a vocalista Dinah Washington e o tecladista Milt Buckner. Outros membros da banda foram os notáveis trompetistas Dizzy Gillespie, Cat Anderson, e Kenny Dorham. Durante os anos 60, os grupos de Hampton estavam em declínio. E não se saiu muito melhor na década de 70, embora tenha gravado ativamente. Em 1984, Hampton e sua banda tocaram no festival anual de jazz da Universidade de Idaho, que foi renomeado como Lionel Hampton Jazz Festival no ano seguinte. Hampton permaneceu ativo até um acidente vascular cerebral no palco, em Paris em 1991. Esse incidente, combinado com anos de crônica artrite, o obrigou a cortar drasticamente suas apresentações até a sua morte.




the ultimate jazz archive 36

blow top blues
lionel hampton and his septet
with dinah washington



36-1: Gene Krupa (1938-1941)
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parte I    parte II
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parte I    parte II

Tracklist
01. Bolero At The Savoy 02. I Know That You Know 03. Fare Thee Well, Annie Laurie 04. Wire Brush Stomp 05. Nagasaki 06. Jeepers Creepers 07. Murdy Purdy 08. Ta-Ra-Re-Boom-Der-E 09. Grandfather's Clock 10. Apurksody 11. Never Felt Better, Never Had Less 12. Do You Wanna Jump, Children? 13. The Madame Swings It 14. Dracula 15. Symphony In Riffs 16. Drummin' Man 17. Georgia On My Mind 18. Fool Am I

36-2: Charlie Barnet (1939)
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Tracklist
01. Swing Stret Strut 02. Echoes Of Harlem 03. Scotch And Soda 04. Only A Rose 05. I Never Knew 06. Miss Anabelle Lee 07. Lazy Bug 08. Ebony Rhapsody 09. Lament For A Lost Love 10. Cherokee 11. The All Night Record Man 12. The Last Jump 13. The Duke's Idea 14. The Count's Idea 15. The Right Idea 16. The Wrong Idea 17. Ogoun Badagris (Voodoo War God) 18. Oh What You Said (Are We Burnt Up?) 19. Night Claw 20. Between 18th And 19th On Chestnut Street 21. Clap Hands, Here Comes Charlie

36-3: Erskine Hawkins (1940-1945)
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Tracklist
01. Soft Winds 02. Nona 03. Riff Time 04. No Use Squawkin' 05. Uncle Bud 06. Blackout 07. Blue Sea 08. Shipyard Ramble 09. Hey Doc! 10. Bicycle Bounce 11. Lucky Seven (Bill's Tune) 12. Country Boy 13. Bear Mash Blues 14. Tippin' In 15. Caldonia 16. Drifting Along 17. Good Dip 18. Holiday For Swing

36-4: Lionel Hampton (1945-1946)
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parte I    parte II

Tracklist
01. Vibe Boogie 02. Screamin' Boogie 03. Doublin With Dublin 04. Ribs And Hot Sauce 05. Blow Top Blues 06. Two Finger Boogie 07. Someday 08. Beulah's Boogie 09. Playboy 10. Punch And Judy 11. Pinetop's Boogie Woogie 12. On The Sunny Side Of The Street 13. Rockin' In Rhythm - Part 1 14. Rockin' In Rhythm - Part 2 15. Gay Notes 16. Tempo's Birthday 17. Hamp's Salty Blues 18. Ridin' On The L And N



sábado, 12 de novembro de 2011

the ultimate jazz archive: big band 37

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duke ellington

Duke Ellington (Washington, 29 de abril de 1899 - Nova Iorque, 24 de maio de 1974) nascido Edward Kennedy Ellington foi pianista, maestro, compositor e líder de big band. Um dos artistas musicais mais completos de uma obra com mais de 3 mil músicas escritas. Sua formação foi a dos pianistas de ragtime. Dirigiu orquestras e fez arranjos de obras dos grandes clássicos, como Mozart, Schubert, Bach, e Brahms. Mas o jazz foi sua paixão. Não mudou o seu estilo, embora tenha visto nascer o bebop, o free, e o jazz-rock. ‘A orquestra é meu instrumento’, costumava dizer. Nos anos 20, mudou-se para Nova York, onde viveu sua fase mais importante. Formou seu primeiro conjunto em 1922, um quinteto com o baterista Sonny Greer e o saxofonista Otto Hardwicke. Mas, eram tempos difíceis, em sua biografia conta que ele e seus quatro músicos dividiram uma salsicha como jantar. Ellington criou o ‘jungle style’, quando os metais da orquestra tocam com força e expressão, dando um efeito de selvageria às composições. Quando Ellington tocava no Cotton Club, de 1927 a 1932, acompanhando cantores e bailarinos, as composições em ‘jungle style’ levantavam a audiência para dançar. Boa parte de suas mais famosas composições foi construída a partir de melodias improvisadas pelos seus músicos. O apelido Duke se deve à pose nobre e ao fato de estar sempre bem vestido. Apenas as olheiras enormes destoavam, resultado do hábito de dormir o mínimo necessário. Tinha medo de que sonhar lhe retirasse algumas idéias que usaria em canções. Aos 75 anos foi hospitalizado com câncer e seu estado de saúde se agravou, falecendo um mês depois. Leia +...



woody herman

Woody Herman (Milwaukee, 16 de maio de 1913 – Hollywood, 29 de outubro de 1987), nasceu Woodrow Charles Thomas Herman e foi clarinetista, saxofonista, cantor e líder de big band. Liderando vários grupos que eram chamados ‘The Herd’, Herman foi um dos mais populares bandleader da década de 30 e 40. Suas bandas muitas vezes tocavam músicas que foram consideradas experimentais para o seu tempo. Influenciado por seu pai que tinha um profundo amor pelo show business, Herman em idade precoce já cantava em vandeville e tornou-se um saxofonista profissional aos 15 anos. A primeira banda de Woody Herman tornou-se conhecida por tocar blues e tocava cover de canções de outros artistas da 'Decca Records'. Após dois anos e meio no rótulo, a banda teve seu primeiro hit, ‘Woodchopper's Ball’. Quando o swing foi gradualmente substituído pelo bebop, o trompetista e um dos criadores do bop, Dizzy Gillespie, escreveu três arranjos para Woody Herman e depois Ralph Burns como arranjador pessoal anunciou a mudança no estilo da banda. Em 1946, através de enquetes de grandes revistas especializadas, a banda foi considera a melhor. Esta foi a única banda bem sucedida financeiramente. Apesar do sucesso no Carnegie Hall e outros triunfos, Herman foi forçado a dissolver a orquestra neste mesmo ano, no auge de seu sucesso para passar mais tempo com a sua esposa Charlotte que tinha problemas com alcoolismo e dependência de comprimidos. Muitos críticos citam 1946 como a data real do término da era das big bands, quando sete outras bandas, além da de Herman, foram dissolvidas. Em 1947, com a sua esposa freqüentando os Alcoólicos Anônimos, Herman organizou o segundo ‘Herd’ que também era conhecida como ‘The Four Brothers Band’. A banda foi popular o suficiente para que fosse para Hollywood e aparecesse no filme ‘New Orleans’ com Billie Holiday e Louis Armstrong. Em 1968, Herman foi fortemente influenciado pelo rock’n’roll e também ficou conhecido por introduzir instrumentos de sopro não tradicionalmente associados ao jazz, tais como fagote, oboé e trompa. Na década de 80 voltou ao jazz de raiz deixando de lado as abordagens de rock e fusion, e continuou a se apresentar após a morte de sua esposa e com a sua saúde debilitada, principalmente, para pagar impostos atrasados causados por mau gerenciamento na década de 60. Antes de morrer em 1987, Herman escolheu Frank Tiberi para liderar a Woody Herman Orchestra. Frank Tiberi toca saxofone, clarinete, flauta e fagote e é especializado em técnicas de jazz moderno.



stan kenton

Stanley Newcomb Kenton (Wichita, 15 de dezembro de 1911 - Los Angeles, 25 de agosto de 1979), foi pianista, compositor e arranjador que liderou uma inovadora, controversa e muito influente orquestra de jazz. Kenton tocou nos anos 30 nas bandas de Vido Musso e Gus Arnheim, mas sua vocação natural sempre foi para bandleader. Formou sua primeira orquestra em 1941 e o estilo ficou conhecido como ‘The Wall of Sound’. É considerado uma das influências da Bossa Nova, por seu modo suave de tocar. Competente como pianista, influenciado por Earl Hines, era muito mais importante nos primeiros dias como arranjador e foi muito mais importante para seus companheiros, um deles o violonista brasileiro Laurindo Almeida. Chamando a sua música de jazz progressivo, Kenton se apresentava com uma orquestra de concertos em oposição a uma banda de dança em um momento em que a maioria das grandes bandas estava começando a quebrar. E assim, conseguiu formar uma big band radical e muito original, que ganhou a sua própria audiência. Kenton era uma figura proeminente na cena musical norte-americana e deixou uma marca indelével. Sua música evoluiu com o tempo ao longo da década de 60 e 70, e embora ele não fosse mais considerado um inovador contemporâneo, ele promoveu a improvisação do jazz através de seu serviço como educador. Ele sofreu um derrame em 1979 e não se recuperou e morreu. A vida privada de Kenton foi recentemente divulgada em ‘Love Affair’, livro de memórias, escrito por sua filha Leslie Kenton. Ela descreve a sua experiência de vida no seio da família Kenton e revela segredos, incluindo a relação incestuosa que ela tinha com o seu talentoso e célebre, e freqüentemente perturbado e alcoólatra pai.



shorty rogers

Milton Shorty Rogers (Massachusetts, 14 de abril de 1924 - 07 de novembro de 1994), nascido Milton Rajonsky foi um dos principais criadores do west coast jazz, que se desenvolveu ao redor de Los Angeles e San Francisco na década de 50. Shorty Rogers tocou tanto o trompete quanto o flugelhorn, mas se tornou mais conhecido por suas habilidades como compositor e arranjador do que como trompetista. Tocou primeiro como músico profissional, com o trombonista e bandleader Will Bradley e com um dos primeiros vibrafonistas do jazz, Red Norvo, conhecido como ‘Mr. Swing’. De 1947 a 1949, tocou extensivamente com Woody Herman e em 1950 e 1951 com Stan Kenton. O estilo de Shorty Rogers pode ser classificado como ‘cool’, mas ele também se interessou pelo estilo ‘hot’ de Count Basie, que Rogers sempre creditou como uma grande inspiração. Após o início dos anos 60, Rogers deixou a cena do jazz durante muitos anos. Entre outras atividades compôs e arranjou para a série de televisão ‘The Monkees’, que foi ao ar de 1966 a 1968, estrelada pelo grupo de pop rock de mesmo nome; na década de 70 escreveu a trilha sonora para a série de TV, ‘The Partridge Family’; e também para o seriado ‘Starsky & Hutch’. Finalmente, em 1982, ele foi convencido a voltar a tocar trompete em grupos de jazz.




the ultimate jazz archive 37

woody herman
rhapsody in wood



37-1: Duke Ellington (1941-1947)
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parte I    parte II

Tracklist
01. Chelsea Boogie 02. What Am I Here For? 03. Main Stem 04. Johnny Come Lately 05. The "C" Jam Blues 06. Perdido 07. Moon Mist 08. I'm Beginning To See The Light 09. Carnegie Blues 10. Blue Cellophone 11. Mood To Be Wooed 12. The Mooche 13. Black And Tan Fantasy 14. It Don't mean A Thing (If It Ain't Got That Swing) 15. In A Sentimental Mood 16. Things Ain't What They Used To Be (Time's A-Waistin') 17. Magenta Haze 18. Blue Skies 19. Sultry Sunset 20. Do Nothin' Till You Hear From Me 21. Park At 106th

37-2: Woody Herman (1945-1954)
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parte I    parte II

Tracklist
01. The Good Earth 02. Laura 03. Your Father's Moustache 04. Lady McGowan's Dream (Parts I & II) 05. Apple Honey 06. Sumer Sequence (parts I - IV) 07. Not Really the Blues 08. More Moon 09. Rhapsody in Wood 10. Here Come The Blues 11. Life Is Just A Bowl Of Cherries 12. Cohn's Alley 13. Mulligantawny 14. Why Not? 15. Would He? 16. Off Shore 17. Hitting The Bottle 18. It Happens To Me 19. Strange 20. Moten Stomp

37-3: Stan Kenton (1950-1953)
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Tracklist
01. Easy Go 02. Love for Sale 03. Viva Prado 04. Something New (Sunset Tower) 05. Theme for Alto 06. Riff Rhapsody 07. Dynaflow 08. What's New 09. Jump for Joe 10. Night Watch 11. Francesca 12. Soliloquy 13. Lazy Daisy 14. Mambo Rhapsody 15. Riff Raff 16. Star Dust 17. Bags and Baggage 18. Bill's Blues 19. Cool Eyes 20. Beehive 21. Lover Man 22. Fascinating Rhythm

37-4: Shorty Rogers (1951-1953)
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Tracklist
01. Popo 02. Over the Rainbow 03. Didi 04. Sam And the Lady 05. Apropos 06. Bunny 07. Pirouette 08. Morpo 09. Coop de Graas 10. Infinity Promenade 11. Short Stop 12. Boar - Jibu 13. Contours 14. Tale Of an African Lobster 15. Chiquito Loco 16. The Sweetheart Of Sigmund Freud



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The Ultimate Jazz Archive: Vocalists


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• 38-3: Billie Holiday (1933-1936)
• 38-4: Mildred Bailey (1935-1939)

• 39-1: Ivie Anderson (1932-1942)
• 39-2: Ella Fitzgerald (1936-1940)
• 39-3: The Andrews Sisters (período não informado)
• 39-4: Lena Horne (1936-1944)

• 40-1: Anita O'Day (1940-1945)
• 40-2: Billy Eckstine (1944-1947)
• 40-3: Peggy Lee (1941-1953)
• 40-4: Nat King Cole (1943-1946)

• 41-1: June Christy (1945-1947)
• 41-2: Frank Sinatra (1944-1949)
• 41-3: Dinah Washington (1945-1953)
• 41-4: Mel Torme (1946-1954)

• 42-1: Sarah Vaughan (1946-1954)
• 42-2: Ella Fitzgerald (1946-1954)
• 42-3: Joe Williams (1946-1955)
• 42-4: Billie Holiday (1952-1955)



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

the ultimate jazz archive: vocalists 38


the boswell sisters

‘The Boswell Sisters’ foi um grupo musical que ficou famoso na década de 30 e era composto pelas irmãs Martha Boswell (09 de junho de 1905 - 02 de julho de 1958), Connie Boswell (03 de dezembro de 1907 - 11 out 1976), e Helvetia ‘Vet’ Boswell (20 de maio, 1911 - 12 de novembro de 1988). As irmãs foram criadas em uma família de classe média de New Orleans, Louisiana, Martha e Connie nasceram em Kansas City, Missouri, e Helvetia nasceu em Birmingham, Alabama, e ficaram conhecidas em Nova Orleans, ainda no início da adolescência, fazendo aparições em teatros locais e rádio. A primeira gravação foi em 1925, no entanto, alcançaram a atenção nacional quando se mudaram para Nova York em 1930, em apresentações nas estações de rádio. E depois de algumas gravações com a ‘OKeh Records’ e para a ‘Brunswick Records’, registros considerados como marco do jazz vocal. Connie também gravou uma série de álbuns solos mais durante o mesmo período. A sua canção ‘Rock and Roll’ de 1934 foi um dos primeiros usos do termo, mas não se referia ao ritmo quente que viria, mas ao ritmo do balanço do mar. ‘The Boswell Sisters’ contabilizaram 20 hits durante os anos 30, incluindo o registro número um ‘The Object of My Affection’, em 1935. ’The Andrews Sisters’ começaram como imitadoras das irmãs Boswell e a jovem Ella Fitzgerald as amava, idolatrando Connie em particular, cujo estilo de canto ela moldou para si própria. Em 1936, o grupo assinou contrato com a ‘Decca’, e logo depois de apenas três registros elas se separaram. Connie Boswell continuou a ter uma carreira solo de sucesso e mais tarde mudou a grafia de seu nome de Connie para Connee na década de 40. Connee sempre cantou em uma cadeira de rodas, ou sentada, devido a um acidente que sofreu quando criança.



the mills brothers

‘The Mills Brothers’, às vezes descrito como ‘The Four Mills Brothers’, foi um quarteto vocal de jazz e pop que fez mais de 2.000 gravações, que vendeu mais de 50 milhões de cópias e que renderam pelo menos três dezenas de discos de ouro. O grupo era originalmente composto por quatro irmãos afro-americanos nascidos em Piqua, Ohio: John Jr. (19 de outubro, 1910 - 23 de janeiro de 1936), vocalista, baixista e guitarrista; o tenor Herbert (2 de abril de 1912 - 12 de abril de 1989); o barítono Harry (09 de agosto de 1913 - 28 de junho de 1982); e o tenor Donald (29 de abril de 1915 - 13 de novembro de 1999). O pai, John Huthinson, que era dono de uma barbearia fundou o quarteto ‘Four Kings of Harmony’. Os meninos mais velhos começaram a cantar no coro da Igreja Metodista e depois das aulas se reuniam em frente à barbearia de seu pai para cantar e tocar o ‘kazoo’, um instrumento de sopro que modifica o som da voz por meio de vibração. Quando se inscreveram em um concurso de amadores, no palco, Harry descobriu que havia perdido o seu ‘kazoo’, ele então colocou as mãos à boca e imitou um trompete. O sucesso de sua imitação levou os outros irmãos a diversas imitações e assim criaram a sua assinatura sonora. Os irmãos praticavam imitando orquestras que ouviam no rádio. John, com o baixo, imitava a tuba; Harry, um barítono, imitava a trombeta; Herbert tornou-se a segunda trombeta e Donald o trombone. E, assim, tornaram-se conhecidos pela capacidade de imitarem instrumentos musicais com suas vozes e pelo domínio do ‘scat singing’, improvisação com vocábulos sem palavras, sílabas sem sentido ou sem palavras. Ella Fitzgerald é geralmente considerada uma das maiores cantoras de jazz do scat na história, isso porque ela esquecia as letras das músicas e utilizava o artifício. Em 1928, com a ajuda do vocalista e pianista Seger Ellis, uma lenda da música dos anos 20, os irmãos rapidamente se tornaram estrelas das estações de rádio locais de Cincinnati, e tiveram a sua maior oportunidade quando Duke Ellington se apresentou na cidade. Quando os jovens cantaram para Duke, ele chamou Tommy Rockwell da ‘Okeh Records’ que assinou contrato com eles e trouxe o grupo para New York. Em 1930, assinaram contrato de três anos com a CBS Radio, em Nova York, e tornaram-se os primeiros afro-americanos a terem um show na rádio e foram patrocinados por alguns dos maiores anunciantes em rádio. A primeira gravação para a ‘Brunswick Records’, o cover da ‘Original Dixieland Jass Band’, ‘Tiger Rag’ se tornou sucesso nacional. Outros sucessos vieram, antes de assinarem com a ‘Decca’, onde ficaram até a década de 50. Em 1934, ‘The Mills Brothers’ se tornou o primeiro grupo afro-americano a se apresentar para a realeza britânica. Durante essa realização, na Inglaterra, John Jr. ficou doente e levou meses para se recuperar de uma pneumonia. Antes dele se recuperar completamente, os irmãos voltaram para os EUA e John Jr., mais uma vez foi internado e morreu no início de 1936. Os demais irmãos consideraram o rompimento do grupo, mas a pedido da mãe seguiram em frente. Norman Brown juntou-se aos irmãos, como guitarrista. Nos anos 40, Gene Smith substituiu Harry quando foi convocado para o Exército. A ascensão do rock’n’roll no início dos anos 50 fez pouco para diminuir a popularidade dos irmãos Mills. Nos anos 70, Harry estava quase cego por causa da diabetes. Como um trio, Herbert, Harry e Donald continuaram a se apresentar até a morte de Harry, em 1982. Herbert e Donald continuaram até a morte de Herbert, em 1989. Então, Donald começou a se apresentar com a terceira geração da família, com seu filho, D. João III. Depois da morte de Donald de pneumonia em 1999, D. João III começou a excursionar com o nome ‘The Mills Brothers’ com Elmer Hopper que já havia cantado com os ‘Platters’. Para Dean Martin, Harry Mills era a sua maior influência musical mais do que Frank Sinatra e Bing Crosby. ‘The Bee Gees’ também citaram os irmãos Mills como influência.



billie holiday

Billie Holiday (Filadélfia, 7 de Abril de 1915 - Nova Iorque, 17 de Julho de 1959), Lady Day para os fãs, é por muitos considerada a maior de todas as cantoras do jazz. Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo. Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong. Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico. Leia +...



mildred bailey

Mildred Bailey (27 de fevereiro de 1907 - 12 de dezembro de 1951), nascida Mildred Rinker em Tecoa, Washington, foi popular e influente durante a década de 30 e ficou conhecida como ‘The Rockin' Chair Lady’ e ‘Mrs. Swing’. Seu pai tocava violino e sua mãe, descendente dos nativos Coeur d'Alene e católica devota tocava piano todas às noites depois do jantar e ensinou Mildred a tocar e cantar. Seus irmãos eram o letrista Charles Rinker e o vocalista e compositor Al Rinker, que formava o ‘The Boys Rhythm’ com Bing Crosby. Com dezessete anos, Mildred Bailey mudou-se para Seattle e trabalhou como demonstradora de partituras na empresa Woolworth. Ela se casou e divorciou-se de Ted Bailey, mas manteve o seu sobrenome por achar que soava mais norte-americano do que Rinker. Com a ajuda de seu segundo marido, Benny Stafford, tornou-se cantora de blues e jazz. Ela cantou com a banda de Paul Whiteman entre 1929 e 1933 e deixou a banda devido a divergências salariais. Então, gravou uma série de registros para ‘Brunswick Records’, em 1933, acompanhada pelos irmãos Dorsey além de uma sessão com a banda de Benny Goodman em 1934 que contou com o saxofonista Coleman Hawkins. Nesta mesma década, Mildred gravou com seu terceiro marido, o vibrafonista Red Norvo. Um casal dinâmico, que ganhou o apelido ‘Mr. and Mrs. Swing’. Algumas de suas gravações incluíram membros da banda de Count Basie. Apesar do divórcio, ela e Red Norvo continuaram a gravar juntos até 1945. Sofrendo de diabetes e depressão, Mildred só fez algumas gravações após a Segunda Guerra Mundial e morreu em Nova York de insuficiência cardíaca, aos 44 anos.




the ultimate jazz archive 38

billie holiday
miss brown to you



38-1: The Boswell Sisters (1931-1939)
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Tracklist
01. Roll On Mississippi, Roll On 02. Shout, Sister, Shout 03. Sing A Little Jingle 04. I Found A Million Dollar 05. It's The Girl 06. It's You 07. Making Faces At The Man In The Moon 08. I Can't Write The Words 09. Shine On, Harvest Moon 10. Heebie Jeebies 11. River, Stay 'Way From My Door 12. An Evening In Caroline 13. Nothing Is Sweeter Than You 14. I Thank You, Mr. Moon 15. Was That The Human Thing To Do 16. Put That Sun Back In The Sky 17. Stop The Sun, Stop The Moon 18. Everybody Loves My Baby 19. There'll Be Some Changes Made 20. Between The Devil And The Deep Blue Sea 21. If It Ain't Love 22. Got The South In My Soul 23. Whad Ja Do To Me 24. When I Take My Sugar To Tea

38-2: The Mills Brothers (1932-1937)
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Tracklist
01. It Don't Mean A Thing 02. Doin' The New Low Down 03. St. Louis Blues 04. Sweet Sue, Just You 05. Diga Diga Doo 06. Tiger Rag 07. Loveless Love 08. Some Of These Days 09. Nagasaki 10. What's The Reason 11. Moanin' For You 12. Don't Be Afraid To Tell Your Mother 13. Since We Fell Out Of Love 14. Lulu's Back In Town 15. Solitude 16. London Rhythm 17. Shoe Shine Boy 18. Swing Is The Thing 19. Pennies From Heaven 20. Swing For Sale

38-3: Billie Holiday (1933-1936)
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Tracklist
01. Your Mother's Son-in-Law 02. Riffin' the Scotch 03. I Wished on the Moon 04. What a Little Moonlight Can Do 05. Miss Brown to You 06. A Sunbonnet Blue 07. What a Night, What a Moon, What a Girl 08. I'm Painting the Town Red 09. It's Too Hot for Words 10. Twenty-Four Hours a Day 11. Yankee Doodle Never Went to Town 12. Eeny Meeny Miney Mo 13. If You Were Mine 14. These 'N' That 'N' Those 15. You Let Me Down 16. Spreadin' Rhythm Around 17. Life Begins When You're in Love 18. It's Like Reaching for the Moon 19. These Foolish Things

38-4: Mildred Bailey (1935-1939)
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Tracklist
01. When Day Is Done 02. I've Got My Love To Keep Me Warm 03. Rockin' Chair 04. Thanks For The Money 05. Rock It For Me 06. 'Tain't What You Do 07. Daydreaming 08. A Cigarette & A Silhouette 09. You Leave Me Breathless 10. Savin' Myself For You 11. Put Your Heart In A Song 12. Wigwammin' 13. Jumps Jumps Here 14. St. Louis Blues 15. Barrelhouse Music 16. Arkansas Blues 17. There'll Be Some Changes Made 18. A Ghost Of A Chance 19. Darn That Dream 20. Peace, Brother!



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• 41-3: Dinah Washington (1945-1953)
• 41-4: Mel Torme (1946-1954)

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• 42-2: Ella Fitzgerald (1946-1954)
• 42-3: Joe Williams (1946-1955)
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